A CCIP, em Lisboa, organizou um bootcamp de RH e sustentabilidade, contando com a participação de muitos profissionais de RH. Inês Carvalho Rodrigues, Diretora de Marketing e Comunicação da CCIP, ficou responsável pela condução do evento, tendo dado, assim, as boas-vindas na sessão de abertura.
Isabel Moço, Coordenadora e Docente na Universidade Europeia, dirigiu o primeiro momento, com o tema “Gestão de Competências – Inovação e Competitividade nas Organizações”. Após abordar as competências mais procuradas no futuro, Isabel Moço deixou sugestões para que os profissionais de RH possam com elas lidar. As boas práticas não devem ser deixadas para depois, devem começar “hoje”.
Seguiu-se o primeiro painel, com o tema: “Cuidar para Crescer – A Base de Organizações Fortes e Sustentáveis”, moderado pela Jornalista Mariana Barbosa. Contou com a participação de: Inês Odila, General Manager da Coverflex Portugal; Nuno Simões, Human Capital Director da PwC Portugal; e Mário Vinhas, COO da MDS Portugal.
Inês Odila começou por reiterar a importância da flexibilidade nas empresas, que ultrapassa o trabalho híbrido ou remoto. Para a General Manager, passa por encontrar caminhos que se adaptem às necessidades individuais de cada pessoa, pelo que se torna imprescindível a comunicação e a transparência entre colaboradores e líderes. A liderança deve ter sentido ético, considerando sempre que o propósito está em beneficiar as suas pessoas.
“A liberdade é criar a autonomia dos colaboradores”
Inês Odila, General Manager da Coverflex Portugal
Para Nuno Simões, o bem-estar dos colaboradores deve ser sempre o foco de uma empresa, bem como a organização e o planeamento das tarefas. Para isto, a IA (Inteligência Artificial) pode ser muito vantajosa, mas é importante compreender que a forma como é aplicada pode levar a inúmeros desafios.
“Como chegar às pessoas é, talvez, uma das questões principais”
Nuno Simões, Human Capital Director da PwC Portugal
Mário Vinhas focou-se na sustentabilidade nas empresas, distinguindo a externa da interna: no primeiro caso, estão incluídas as diferentes práticas ambientais, por exemplo; já no segundo caso, a preocupação tem vindo a crescer, estando integrados temas como o da saúde mental. Para o COO, cada empresa deve ter bem clara e definida a sua identidade, a partir da qual conseguirá traçar os seus limites e regras. A IA revela-se uma boa ferramenta para garantir a sustentabilidade nas empresas.
“A IA é uma grande oportunidade”
Mário Vinhas, COO da MDS Portugal
Na segunda parte do evento, Cátia Russo, Human Resources Business Partner da Makro Portugal, falou sobre “O Papel do HR Business Partner na Aceleração dos Resultados”. Neste caso prático, as áreas de foco são: Gestão da Mudança e Comunicação; Reskilling e Upskilling; Gestão de Talentos e Workforce Planning; Apoio à Digitalização e Novas Tecnologias; Redesenho de Estruturas Organizacionais; Engagement & Gestão da Cultura Organizacional; Decisões Baseadas em Dados; Gestão de Desempenho; e Acompanhamento das Lideranças.
Seguiu-se a conversa sobre “O Valor da Diversidade – Transformar a Cultura Corporativa”, com a moderação de Helena Rodrigues, Managing Partner da TheThrivers. Participaram: Eduardo Caria, Diretor de Pessoas e Organizações do Grupo Ageas Portugal; Filomena Abraços, Vice-Presidente da APPACDM; e Luís Filipe Garcia, Advogado Responsável pelo Departamento de Direito do Trabalho da Azeredo Perdigão & Associados.
Eduardo Caria começou por defender que a mudança na cultura organizacional de uma empresa deve ser mais que uma obrigatoriedade, ou lei, devendo ser uma crença. A inclusão e a diversidade são absolutamente essenciais.
“A consciencialização na organização tem de vir do topo”
Eduardo Caria, Diretor de Pessoas e Organizações do Grupo Ageas Portugal
Filomena Abraços explicou que as “barreiras” que impedem a entrada de pessoas com algum tipo de incapacidade numa empresa advêm do desconhecimento, pois é este que leva ao receio. As lideranças têm um importante papel na simplificação dos processos.
“O trabalho é um direito de todos, é essencial”
Filomena Abraços, Vice-Presidente da APPACDM
Para Luís Filipe Garcia, a comunicação é fundamental para eliminar a desconfiança. A lei reflete uma obrigatoriedade, contudo, a inclusão revela-se uma oportunidade. A introdução de ferramentas pedagógicas é um bom princípio.
“Não é só preencher as quotas, contratar por contratar, pois envolve um esforço de adaptação”
Luís Filipe Garcia, Advogado Responsável pelo Departamento de Direito do Trabalho da Azeredo Perdigão & Associados
Soledad Carvalho Duarte, Managing Partner da Transearch, abordou os “Talentos do Futuro: O Que Procuramos nos Executivos?”, apresentando as competências mais procuradas no mercado de trabalho: talento; sentido ético irrepreensível; liderança servidora, adaptativa e ágil; lifelong learning; inovação e mudança; competências digitais; inteligência emocional; soft skills; sustentabilidade; e colaboração.
A Managing Partner reforçou a ideia de que cada vez mais são os executivos que escolhem as empresas, não o contrário, e partilhou, ainda, as preocupações das empresas para o futuro: retenção de talento; ambientes de trabalho diversificados e inclusivos; digitalização, IA e automação; mercados híbridos globais; flexibilidade e trabalho remoto; e sustentabilidade e responsabilidade social.
Antes da sessão de encerramento, foi possível assistir à conversa entre Carla Caracol, Diretora de RH do Grupo Renascença Multimédia, e Rita Piçarra, antiga CFO da Microsoft Portugal. Reformada desde os 44 anos, Rita Piçarra falou sobre a sua experiência profissional e os motivos que a levaram a retirar-se precocemente.