Na Formação de Executivos o online tem ganho espaço. A RHmagazine quis explorar o novo portfólio de programas da CATÓLICA-LISBON e saber como a Instituição se adaptou a esta nova Era. Tivemos à conversa com Céline Abecassis-Moedas, Dean for Executive Education da Universidade.
Durante os últimos tempos, muitos profissionais aproveitaram para desenvolver as suas competências, com cursos e formações. A CATÓLICA-LISBON apresentou o novo portfólio de programas, com o maior número de formações de sempre (46 programas). Isto vem responder à procura (e necessidade) a que se tem assistido?
De facto, os últimos tempos mostraram que não podemos dar nada como adquirido e que ninguém está protegido da disrupção ou de alterações radicais no modo como trabalhamos. Mais do que nunca, a formação contínua é essencial para acompanharmos todas estas mudanças. E se conseguirmos anteciparmo-nos a elas e prevermos, de alguma forma, o que irá acontecer nas nossas indústrias, então a vantagem competitiva será enorme. O nosso portfolio de facto cresceu imenso nestes últimos meses, dando resposta a todas estas vertentes: formações sobre temas disruptivos para ficarmos atualizados sobre as mais recentes tendências, como Business Automation, Artificial Intelligence, Big Data, Fintech, Blockchain; programas mais core em gestão, marketing, finanças, que permitem olhar para a realidade de cada área de uma forma mais estruturada e consistente; programas comportamentais, porque para lidarmos com as novas ferramentas e tecnologias necessitamos não só do conhecimento técnico mas também de saber como gerir essas mudanças nas pessoas; e programas que nos ensinam metologias para nos anteciparmos a essas mudanças e assim beneficiarmos da tal vantage competitiva de que falava, como o Design Thinking ou Digital Transformation.
Este novo portfólio de programas também traz algumas novidades. O que nos pode dizer sobre elas?
Apesar de já ser um lugar comum dizer isto, é um facto que os últimos tempos acentuaram a disponibilidade das pessoas para modelos de formação mais híbridos, havendo uma predisposição maior para formatos online. Neste sentido, lançámos nos últimos meses um conjunto substancial de novos programas totalmente online, em temas mais instrumentais, ao mesmo tempo que diversificámos os formatos dos restantes programas, que podem agora ser acompanhados quer presencialmente quer através de transmissão live virtual. Ao mesmo tempo, estamos a lançar um novo formato muito disruptivo, as Online Academies, que permitem uma total flexibilidade dos conteúdos escolhidos por cada participante, que podem assim criar o seu próprio “portfolio” de competências que adquirem connosco.
No entanto, uma das caraterísticas que distingue os nossos programas e os torna únicos é o facto de, mesmo à distância, apostarmos num acompanhamento personalizado a cada participante, para que possam realmente tirar o máximo partido da formação. Incluímos por exemplo sessões de coaching ou sessões individuais em cada programa, de forma a aumentar a eficácia da aprendizagem e dar ferramentas que possam realmente ser usadas e fazer a diferença no dia-a-dia de cada um dos nossos participantes. Ao mesmo tempo, continuamos a apostar em novas áreas que acompanhem as mais recentes tendências e disrupções tecnológicas, apresentando sempre o state-of-the-art da gestão.
Têm quatro formatos de formação diferentes: o presencial, blended, live virtual ou totalmente online. Que formato tem sido mais procurado atualmente? E que formato prevê ser o mais procurado no futuro?
Cada um dos formatos que menciona responde a necessidades específicas, sendo por isso impossível destacar um isoladamente. É um facto que, como disse antes, há uma maior predisposição para formatos de aprendizagem online, que aumentaram substancialmente devido ao distanciamento social a que fomos obrigados, mas se mantiveram porque de facto apresentam vantagens em termos de disponibilidade e conveniência. No entanto, paralelamente, sentimos também uma maior vontade das pessoas em voltar ao contacto presencial após tantos meses de distanciamento, para investirem por exemplo no seu networking, algo em que os nossos programas são também particularmente ricos. E também porque há certas dinâmicas sociais, de criatividade, empatia, etc, que só são possíveis de recriar presencialmente. Creio por isso que o futuro será uma mistura destas duas vertentes, que permita assim termos o melhor de ambos os mundos.
Contam também com novas parcerias, nomeadamente com o Técnico+, Productized, EDP, entre outras. O que trazem estas parcerias à CATÓLICA-LISBON?
Estas parcerias são de facto bastante importantes para nós, pois permitem juntar esforços com instituições extremamente boas e reconhecidas naquilo que fazem. Há assim uma complementaridade recíproca nestas parcerias, juntando competências que permitem oferecer programas únicos, diferenciadores e, diria mesmo, imbatíveis em cada uma das áreas que trabalhamos em conjunto.
O que perspetiva relativamente ao futuro da formação profissional? E que planos tem desenhados para o futuro desta instituição?
A formação terá de ser cada vez mais eficaz e apresentar vantagens concretas e palpáveis a quem dela beneficia.
É um facto que estamos todos cada vez mais ocupados com diferentes estímulos que nos rodeiam, e “ter tempo” é um bem cada vez mais escasso, Por isso, é com particular sentido de responsabilidade que recebemos os nossos participantes, profissionais que confiam em nós para investir o seu tempo nas nossas formações, de forma a alavancarem as suas carreiras profissionais e melhorarem as suas competências. E é exatamente isso que, cada vez mais, temos de lhes oferecer. É por isso, tremendamente recompensador termos, por exemplo, programas destinados a profissionais da saúde completamente esgotados ao longo destes últimos meses. Ver que estas pessoas vêm ter connosco no final do dia, após horas de trabalho esgotantes e a lidar com situações inimagináveis, faz-nos sentir que estamos de facto a fazer a diferença. E este é mesmo um dos nossos propósitos e vai continuar a ser no futuro: melhorar as competências de quem nos procura, ajudando assim os profissionais a melhorar a performance das suas empresas, a sua vida e, em última análise, a sociedade.