O CEO da ANA diz que este crescimento se deve, ainda, às equipas operacionais e a “um trabalho ativo de desenvolvimento de conectividade”.
“Os benefícios da privatização são óbvios. Desde 2014 até agora tivemos um crescimento médio anual de 10%, 10,7%, quando comparamos com a década anterior, que era de 4,5%”, esclarece Thierry Ligonniére, em declarações no evento promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal.
O Presidente da Comissão Executiva da ANA sublinha os desafios e as oportunidades do setor aéreo para 2024. “Vai haver um abrandamento da economia e é fundamental apostarmos na conectividade do país, na partilha de risco e na gestão de capacidade dos aeroportos mais saturados”.
Ao longo da 2º edição do evento, decorrido esta quarta-feira, dia 10 de janeiro, a moderação esteve ao cargo de Pierre Debourdeau, Managing Partner da Eurogroup Consulting Portugal, e contou com os testemunhos de Isabel Ucha, CEO da Euronext, José da Fonseca, CEO da MDS, Rui Nabeiro, CEO da Delta Cafés.
Isabel Ucha, aquando questionada sobre as oportunidades para o ano de 2024, esclarece que vão “acentuar-se três tendências significativas”. “A Transformação Digital, mais concretamente as tecnologias transversais, a transformação energética e os desafios climáticos”.
Já para Rui Nabeiro, as grandes oportunidades vêm, maioritariamente, do empreendedorismo. O CEO da Delta Cafés destaca não só a importância da sustentabilidade dos negócios, como projetos de economia circular e ainda a forte aposta na produção de café nos Açores. “Há oportunidades do ponto de vista de investimento porque com as pressões das taxas de juros mais altas, temos mais empresas fragilizadas”, indica Rui Nabeiro.
Apesar das declarações de tónica positiva, Nabeiro destaca como ameaças globais os riscos climáticos, a escassez da matéria-prima e o custo do café. “Curiosamente, apesar de termos produção e stocks cada vez mais baixos, o consumo é cada vez maior”, acrescenta.

Enquanto, José da Fonseca apresenta o quadro de riscos do setor das seguradoras e destaca como principais ameaças as alterações climáticas, as inundações e os incêndios. “Por exemplo, o seguro agrícola reduz os riscos nas colheitas, tornando a probabilidade de grandes irregularidades próxima de 0% em muitos mercados”, refere José da Fonseca.
A última reflexão proposta por Pierre Debourdeau incitou o painel a considerar atentamente o cenário que se delineia para 2024.
Um indicador são os índices do mercado que têm estado sempre a subir, o que significa que os investidores estão otimistas com o ano de 2024. O outro indicador é o aumento do pipeline de empresas que estão para entrar no mercado”, destaca Isabel Ucha.
Já a capacidade de adaptação e o alinhamento de objetivos foram os pontos mais destacados por Rui Nabeiro. “Temos de estar muito bem preparados e com as equipas muito bem alinhadas com as adaptações do mercado. Mais do que nunca, o alinhamento com as equipas é um fator crítico para conseguirmos atingir as metas”, sublinha.