Estamos numa via sem retorno de diversas transformações. O conceito de que, a espaços, a História se repete é uma ótima diatribe, mas que não ganha valor no mundo atual. Por isso, o melhor, para apaziguarmos a ansiedade provocada por qualquer mudança, que temos a fazer é envidarmos esforços na respetiva compreensão dos factos, interiorizá-los e usá-los a nosso favor. O que não controlarmos, mais cedo ou mais tarde vai controlar-nos.
É desta forma que devemos integrar todo o potencial que a Inteligência Artificial aporta na sua Visão mais estratégica. O que se espera, neste caso, de qualquer liderança é que conduza, sim, a expressão é mesmo condução, uma forte abertura aos processos de mudança no modelo de negócio preconizado. Há, pois, que compreender o impacto da tecnologia e fazer escolhas. Mas escolhas devidamente refletidas, ponderadas e planeadas.
O pior que pode acontecer é seguir ao sabor do vento, ou seja, ir atrás de tendências, só porque é… tendência. Toda e qualquer opção tecnológica exige escrutínio e, acima de tudo, uma gestão baseada na ética, nos Valores organizacionais. De outra forma não conseguiremos nunca a adesão e compromisso das Pessoas. Há, nesta linha, uma forte oportunidade para se conseguir uma Cultura de responsabilidade e de responsabilização coletiva.
As organizações serão tanto mais sustentáveis, quanto encararem toda e qualquer mudança não apenas como uma viragem no caminho da digitalização, mas quanto mais defenderem em simultâneo padrões éticos na sua ação.
Dentro desta lógica, as opções de consultoria e capacitação no ISQ Academy seguem justamente a via de uma integração em todas as nossas soluções de um trinómio fundamental dos desafios atuais: liderança – tecnologia – sustentabilidade.
Percebemos que a capacitação das equipas passa por tirar partido das novas ferramentas tecnológicas, em particular o que pode resultar da Inteligência Artificial. É uma estratégia de liderança, com decisão de investimento claro numa aprendizagem permanente e numa cultura de inovação, realizada com transparência e com coragem de assumir riscos. Há a necessidade de um propósito claro de uma opção, de transformação tecnológica, sem dúvida, mas de vertente humanista que gere segurança psicológica nas Pessoas.
Mas há, também, que perceber que nos situamos numa Sociedade que tem de enfrentar um equilíbrio cada vez mais arrojado de valorização do meio ambiente. O conhecimento técnico e tecnológico tem de ser colocado ao dispor de um melhor bem-estar dos cidadãos.
Os ganhos que se obtêm de maior conhecimento e de toda e qualquer transformação digital terão de garantir que conduzimos o mundo que nos rodeia para níveis de sustentabilidade mais elevados e não falamos de uma vertente financeira, mas acima de tudo, ambiental.
Os níveis de redução da pobreza, por exemplo, só serão efetivos se não continuarmos a impactar negativamente no Clima e não atuarmos preventivamente no evitamento das catástrofes naturais. Avançar tecnologicamente deve ser fator de sustentabilidade e não de corrosão do estado no nosso planeta. E muito passa pelas diversas lideranças, não só organizacionais, mas globais.
Aprender com os erros, por um lado, e ser fator de exemplo são duas das características fundamentais para o sucesso de toda e qualquer liderança. Assumi-las com humildade é determinante. A partir daqui, está o caminho aberto para uma adaptação ágil e flexível de uma estratégia organizacional em prol do bem comum.
Há que reforçar que a Inteligência Artificial, por exemplo, exige uma liderança… inteligente. Abraçar a transformação digital, a transição energética para o que se designa de Energia Verde, limitar-se os excessos que impactem nas alterações climáticas são decisões estratégicas que necessariamente permitem colher frutos de uma Sociedade muito mais saudável a todos os níveis.
O compromisso do ISQ Academy, na assunção de uma lógica de ESG (Environmental, Social and Governance), promove um apoio coerente, consistente e objetivo dentro das suas diversas soluções de consultoria e formação que apresenta ao Mercado.
A perceção de que cada vez mais a liderança organizacional pretende reduzir riscos e deseja planear ações e práticas, específicas e mensuráveis, numa ótica de sustentabilidade, de responsabilidade social e consequências duradouras nas suas orientações e de definição de procedimentos de gestão, são para nós desafios acrescidos, para além do Valor do conhecimento técnico e tecnológico que nos reconhecem.
Logicamente, não há que escamotear que as empresas visam o seu crescimento de resultados, a redução de custos, o aumento de produtividade, a redução de risco e a melhoria de todo e qualquer investimento. Mas todos estes fatores não podem, nem devem, ser conseguidos de forma arbitrária.
Um compromisso real e estratégico, com impactos ambientais e sociais positivos, está em consonância clara com melhorias disruptivas, com resultados financeiros e de continuidade do negócio, mas em que os fatores éticos e de humanismo também se encontram presentes. No fundo, há que assumir que pensar no planeta e na sociedade é passar de uma estratégia com contornos de ignorância e/ou cegueira, para uma situação de Vantagem Competitiva e de reforço da sua Marca.