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inteligência artificial (IA) dominou as discussões no Fórum Económico Mundial em Davos, que terminou esta sexta-feira, 23 de janeiro. O foco este ano centrou-se, sobretudo, na forma como a IA está a ser aplicada, nos seus riscos e no impacto que poderá ter no mercado de trabalho e na organização das sociedades.
Para Satya Nadella, Presidente Executivo da Microsoft, a aceitação e o valor prático da IA dependem da sua capacidade de produzir resultados concretos para comunidades, países e setores. “Enquanto comunidade global, temos de chegar a um ponto em que usamos a IA para fazer algo útil que mude resultados para pessoas, comunidades, países e setores”, afirmou.
Sublinhou, contudo, que a implementação da tecnologia será desigual à escala global. Segundo o responsável, tirar partido do potencial da IA exige a criação de “condições necessárias”, como investimento e infraestruturas de apoio, e dependerá da combinação entre capital público e privado e da existência de sistemas básicos como energia e telecomunicações.
No mesmo painel, Dario Amodei, Presidente Executivo e Cofundador da Anthropic, descreveu o desenvolvimento da IA como uma porta para “capacidades incríveis”, mas advertiu para a necessidade de regulação e governação nos próximos anos.
Abordou ainda o futuro do trabalho, afirmando que a IA tem potencial para eliminar metade dos empregos administrativos de nível inicial, embora admita que, para já, o impacto massivo no mercado laboral ainda não seja evidente.
Já Demis Hassabis, Presidente Executivo da DeepMind, adotou um tom mais otimista. No seu entender, o desenvolvimento da IA poderá resultar na criação de “novos empregos mais significativos”, mesmo que as contratações tradicionais de estagiários sejam reduzidas e substituídas por uma maior proficiência no uso das novas ferramentas.
Sugeriu que, em vez de estágios, os estudantes deveriam “ganhar proficiência no uso destas ferramentas”, uma estratégia que poderia ser, na sua opinião, “melhor do que estágios tradicionais”, ao permitir que estes jovens “saltem etapas para os próximos cinco anos”.
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