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taxa de desemprego manteve-se nos 5,7% em agosto, repetindo o valor registado em julho. Face a agosto de 2025, o indicador recuou 0,2 pontos percentuais, segundo as estimativas provisórias divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em comparação com maio, a taxa de desemprego aumentou 0,1 pontos percentuais. Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,7%, mais 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior e mais 0,2 pontos percentuais face a três meses antes. Em termos homólogos, registou uma descida de 0,4 pontos percentuais.
Os números de agosto são ainda provisórios. Relativamente a julho, para o qual já existem estimativas definitivas, a taxa de desemprego também se fixou nos 5,7%, igualando os valores registados em abril e junho. Face a julho de 2025, ficou 0,1 pontos percentuais abaixo.
Há, no entanto, um dado que se destaca quando se olha para homens e mulheres. Em julho, a taxa de desemprego dos homens caiu para 4,9%, o valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
A taxa de subutilização do trabalho situou-se nesse mês nos 9,6%, mais 0,3 pontos percentuais do que em junho, mas menos 0,1 pontos percentuais do que três meses antes e menos 0,4 pontos percentuais face ao período homólogo de 2025.
O INE deixa ainda uma ressalva relativamente aos dados agora divulgados. As estimativas mensais de emprego e desemprego continuam a ter como referência as estimativas da população residente calculadas a partir dos resultados definitivos dos Censos 2021 e serão revistas em 4 de março de 2027, na sequência da divulgação das estimativas anuais de população residente de base administrativa para 2025 e da revisão dos valores relativos ao período entre 2021 e 2024.
Mais beneficiários de prestações de desemprego face a julho
A estabilidade da taxa de desemprego coincide com um aumento mensal do número de pessoas abrangidas por prestações de desemprego. Em agosto, eram 172.427 beneficiários, mais 2.884 do que em julho, correspondendo a uma subida de 1,7%.
É o segundo mês consecutivo de aumento deste indicador. Em comparação com agosto de 2025, porém, há menos 7.090 beneficiários, uma redução de 3,9%, segundo a síntese da Direção-Geral de Coordenação e Planeamento, antigo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
No subsídio de desemprego, o movimento é semelhante. O número de beneficiários chegou aos 141.873, mais 3.442 do que em julho (+2,5%), mas menos 4.503 do que um ano antes (-3,1%). O valor médio mensal do subsídio de desemprego atingiu, em agosto, 770,16 euros, correspondendo a um aumento homólogo de 8%.
Já o subsídio social de desemprego inicial abrangia 4.640 pessoas. O número aumentou 0,8% face a julho, com mais 36 beneficiários, mas recuou 14,1% em termos homólogos, o equivalente a menos 763 prestações processadas.
No subsídio social de desemprego subsequente, foram contabilizados 18.694 beneficiários, menos 1,2% do que no mês anterior e menos 6,3% do que em agosto de 2025.
Entre os mais jovens, dos 16 aos 24 anos, as diferentes prestações de desemprego chegaram a 5.144 beneficiários. São mais 3,8% do que em julho, embora o número tenha diminuído 9,8% face ao mesmo mês do ano passado.
As mulheres continuam a representar a maioria das pessoas abrangidas: 102.300 beneficiárias, ou 59,3% do total, contra 70.127 homens (40,7%).
Por idades, 11,4% dos beneficiários tinham 29 anos ou menos, 20,9% entre 30 e 39 anos, 22,8% entre 40 e 49 anos e 24,6% entre 50 e 59 anos. Os profissionais com 60 ou mais anos representavam 20,3%.
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