A segurança e saúde no trabalho estiveram na ordem do dia, no encerramento da cerimónia da Campanha Europeia 2014/2015 “Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse”, organizada pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) e a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
Pedro Pimenta Braz, inspetor geral da ACT afirma que “o tema dos riscos psicossociais não é recente e que estão a consciencializar as entidades empregadoras, os trabalhadores e influenciadores para a proporção que estas questões assumem na vida das pessoas e das empresas: o stresse é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais frequente na Europa e pode estar na origem de várias patologias, como ansiedade, depressão, dificuldades de compreensão, irritabilidade e em última instância, pode mesmo levar ao suicídio”.
José Manuel da Silva Couto, presidente do Centro Empresarial do Centro ainda acrescenta que “Hoje em dia, o absentismo laboral tem um custo associado de 2,8% a 3,8% do PIB europeu, isto significa que a questão da saúde nas empresas tem um impacto direto na produtividade e rentabilidade e, por isso, o CEC [Centro Empresarial do Centro] tem procurado firmar a importância da prevenção e gestão nesta matéria junto das empresas, especialmente naquelas de pequenas dimensões que não dispõem de expertise para lidar com a situação.”
Tim Tregenza, network manager da EU OSHA explicou que “mais de metade dos trabalhadores na União Europeia constataram que o stresse relacionado é habitual nos seus locais de trabalho e, nesta senda, quatro em dez trabalhadores considera que o stresse não é bem gerido. Estes dados evidenciam que existe uma lacuna neste sentido e que é importante criar awareness e consciencializar as empresas para as práticas que podem ser adotadas, apresentando-lhes ferramentas que podem ser utilizadas e as mais-valias do diálogo.”
A Campanha Europeia 2014/ 2015 “Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse” visou a promoção das boas práticas ao nível na gestão do stresse e dos riscos psicossociais no seio das empresas na Europa, providenciando apoio e orientação através da apresentação de estudos/caso de sucesso, em 83 seminários e congressos realizados, exposições fotográficas, ações setoriais e de dinamização, junto das comunidades empresariais e académicas e divulgação de informação sobre o tema.
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Por muito que me custe, e pedindo desculpa pela intromissão, estou cheio e farto de tanta hipocrisia constatativa. Se nada a apontar ao que se refere no texto acho que está na hora de sair deste patamar de inércia e FAZER, porque deste segundo nada se vê e do primeiro já andamos à pelo menos 4 anos a saber o mesmo, sabendo também que há formas de fazer para melhorar a saúde dos trabalhadores e dos locais de trabalho.
Há trabalhos em Portugal, aos quais as entidades fazem orelhas moucas para continuarem neste show, e que já nos dizem como podemos fazer.
Mais ainda, quando sair o barómetro que preparo podermos ver o que foi o impacto destas campanhas……