Contacto virtual ou contacto presencial?
O ser humano é, por definição, um ser social que procura a inclusão em grupos de pertença sustentada em relações de proximidade e interesses partilhados. Até os recém-nascidos comunicam recorrendo a comportamentos inatos que atraem a nossa atenção e obtêm uma resposta que garanta a sua sobrevivência. Neste sentido, nunca haverá melhor forma de comunicar do que pessoalmente, olhos nos olhos. Não obstante, tal como o recém-nascido, o nosso reportório de comportamentos evolui e adapta-se às necessidades.
Com o atual estado globalizado do mundo, em que a tecnologia nos garante uma ligação permanente e em tempo real e no qual os nossos postos de trabalho são cada vez mais virtuais e remotos, a gestão das relações é feita cada vez mais a distância. De facto, é cada vez mais frequente termos reuniões remotas por videoconferências nas quais negociamos, gerimos crises, tomamos decisões críticas; em suma, fazemos tudo o que sempre fizemos presencialmente nos nossos escritórios mas cada vez mais a distância, com o acréscimo de o fazermos com diferentes nacionalidades e em diferentes fusos horários. Também aqui as nossas necessidades evoluíram e com elas a tecnologia, que nos permite ter hoje plataformas de videoconferências, de formação, de entrevistas de competências, de assessment centre ou de avaliação psicométrica online.
Portanto, contacto pessoal ou contacto virtual? Prefiro pessoal… mas os tempos mudam… e com os tempos também nós mudamos e, entre o deve e o haver, mediante algumas circunstâncias, cada vez mais escolho o virtual!
Opinião de: Hugo da Câmara Bernardes – Associate director da Ray Human Capital