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EF English Proficiency Index (EF EPI) 2025, divulgado recentemente pela EF Education First, revela que os profissionais de recursos humanos (RH) em Portugal apresentam níveis de proficiência em inglês inferiores aos de outras áreas como IT, customer service ou marketing. Ainda assim, Portugal mantém, pelo segundo ano consecutivo, o 6.º lugar no ranking mundial, entre 123 países e regiões.
O estudo baseia-se em dados recolhidos junto de 2,2 milhões de participantes do EF Skills Evaluation Technology (EF SET), o maior teste gratuito de inglês do mundo, disponível tanto para indivíduos como para organizações. Em 2025, pela primeira vez, o índice avaliou também competências de expressão oral e escrita, recorrendo a tecnologia de inteligência artificial proprietária, desenvolvida pelo Efekta Education Group, uma spin-off tecnológica da EF dedicada à melhoria dos resultados de aprendizagem em grande escala.
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Apesar da posição favorável no ranking global, os dados nacionais revelam fragilidades específicas. No caso dos profissionais de RH, o estudo identifica um paradoxo. Embora estes colaboradores sejam responsáveis por recrutar talento com domínio do inglês, promover programas de formação e defender a importância do upskilling e reskilling, nem sempre acompanham o ritmo de evolução linguística exigido por um mercado cada vez mais global.
“Com o aumento de entrevistas multilíngues, processos globais, plataformas internacionais e equipas distribuídas, o domínio do inglês por profissionais de RH torna-se crítico: liderar, avaliar, comunicar, negociar ou treinar em inglês é, cada vez mais, uma exigência central da função”, sublinha Constança Oliveira e Sousa, Country Manager da EF Portugal, em comunicado.
Na prática, a falta de domínio do inglês traduz-se em impactos no dia a dia das organizações, desde falhas de comunicação e partilha ineficiente de conhecimento até negociações mais morosas e processos menos ágeis, que acabam por comprometer o desempenho coletivo. Um dos dados mais expressivos do EF EPI 2025 prende-se com o défice nas competências produtivas. Em Portugal, a diferença entre competências passivas (leitura e compreensão auditiva) e competências ativas (expressão oral e escrita) é de 130 pontos, sendo estas últimas as mais penalizadas.
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“As competências produtivas são as mais valorizadas no mercado de trabalho, pois são elas que permitem aos profissionais participar de forma ativa em reuniões, redigir relatórios ou planos estratégicos, bem como envolver-se em negociações e trabalhos em equipas multiculturais”, explica Constança Oliveira e Sousa. “A experiência que temos, contudo, com as centenas de estudantes portugueses que enviamos anualmente para estudar no estrangeiro, é que os portugueses sentem alguma dificuldade em comunicar oralmente, mas rapidamente superam essas barreiras quando estudam fora. As bases de aprendizagem da língua estão presentes, o que comprova a qualidade do ensino em Portugal, e os alunos portugueses rapidamente ganham confiança e fluência ao integrarem cursos de línguas imersivos no estrangeiro.”
Após vários anos de quebra generalizada da proficiência em inglês, fenómeno associado sobretudo ao impacto da pandemia de Covid-19, o estudo identifica sinais de recuperação entre os mais jovens em Portugal. Os jovens entre os 18 e os 20 anos estão já muito próximos de recuperar os níveis de proficiência registados em 2019, contrariando a tendência global, onde os resultados continuam a descer de forma acentuada.
A inteligência artificial (IA) surge no relatório como um fator contraditório. Por um lado, “estas ferramentas permitem traduções instantâneas, o que pode diminuir a motivação para aprender uma língua desde o início”, admite Constança Oliveira e Sousa. Ainda assim, a IA representa também uma oportunidade relevante para a aprendizagem personalizada e acessível. Ainda assim, sublinha, “a IA nunca poderá substituir a experiência autêntica de se sentar à mesa com uma família de acolhimento, conversar e rir”.
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Entre as principais conclusões do EF EPI 2025, destaca-se ainda o facto de Coimbra, Braga e Aveiro liderarem entre os distritos com melhor proficiência em inglês, enquanto Coimbra, Guimarães e Aveiro ocupam os primeiros lugares ao nível das cidades.
“As recentes notícias sobre a atenção que o Governo tem dado a esta tendência evolutiva são extremamente relevantes, pois compreender a IA tornou-se, atualmente, uma ferramenta indispensável. E quem dominar também o inglês terá uma combinação muito poderosa, tornando-se um elemento diferenciador nas empresas e no mercado de trabalho global”, remata Constança Oliveira e Sousa.
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