Num mercado profissional marcado pela crescente adoção de tecnologias digitais e automatização nos processos de recrutamento, destacar-se exige mais do que experiência: é preciso uma estratégia de carreira ativa, consciente e diferenciadora, que combine um currículo estruturado, uma presença digital consistente e objetivos claros e bem definidos.
Para aumentar a visibilidade e relevância dos candidatos em processos de recrutamento, a INTOO (marca da Gi Group Holding) começa por recomendar um currículo claro, focado em resultados e enriquecido com palavras-chave, especialmente em processos automatizados que usam Sistemas de Tracking de Candidaturas (ATS) e inteligência artificial. Personalizar o currículo conforme a descrição da função, destacando competências, realizações e métricas mensuráveis, também aumenta a compatibilidade com os algoritmos e a probabilidade de avançar no processo de seleção.
Por sua vez, o LinkedIn deve ser utilizado como um hub estratégico de posicionamento e autoridade. Criar uma narrativa profissional forte, utilizar uma fotografia e headline adequados, partilhar conteúdo relevante e expandir continuamente a rede de contactos permite construir uma marca pessoal sólida e visível.
Segundo Ana Viçoso Ferreira, Head de Outplacement & Talent Solutions da INTOO Portugal, “as redes sociais são verdadeiros catalisadores de oportunidades ocultas, refletindo competências e potenciando o networking, que pode multiplicar em até 10 vezes as oportunidades de recolocação”.
A preparação para entrevistas é outro fator crítico. Num mundo de automação, o espaço do talento está onde as máquinas não chegam: inteligência emocional, capacidade de gerar confiança, de ler contexto e mobilizar equipas, pensamento crítico, criatividade, adaptabilidade e resolução de problemas. A entrevista de emprego é o momento em que estas competências se tornam visíveis, transformando experiência em valor para quem se sabe posicionar, comunicar, transmitir empatia e autenticidade.
Por último, a INTOO sublinha a importância de investir no desenvolvimento contínuo de competências do futuro. O futuro do trabalho exige uma postura de atualização permanente: dominar novas ferramentas digitais, metodologias emergentes, novas formas de liderança e integrar conhecimentos interdisciplinares. Aprender, desaprender e reaprender são passos fundamentais para assegurar uma empregabilidade sustentável.
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