De acordo com o Guia do Mercado Laboral 2019, da consultora de recrutamento Hays, 51% dos profissionais qualificados já recusaram uma oferta de emprego pelo salário oferecido.
Se o pacote salarial leva os profissionais a mudarem de emprego, também os leva a recusarem uma oferta de trabalho. De acordo com a consultora de recrutamento Hays, entre as principais motivações para uma mudança de trabalho encontra-se o pacote salarial, as perspetivas de progressão de carreira, a procura de projetos mais interessantes, a insatisfação com a empresa e a insatisfação com a chefia direta.
Foi, também, o salário oferecido, e que não era o pretendido, que, no ano passado, conduziu 51% dos profissionais qualificados à recusa de uma oferta de emprego, segundo os resultados do Guia do Mercado Laboral 2019. Ao salário junta-se o facto de o projeto não ser interessante (33%), as condições contratuais não serem as pretendidas (22%), a oferta não se adequar à experiência ou área de formação (18%) e o profissional não ter interesse em mudar de emprego (17%).
Este ano, 70% dos profissionais que participaram no estudo de tendências de emprego e salários têm interesse em mudar de emprego. Segundo a consultora de recrutamento, 60% já se encontram à procura de um novo projeto, 55% estão abertos a novos projetos, mas não vão procurar de forma proativa (54%), 28% estão, atualmente, num processo de recrutamento e 19% admitem a possibilidade de se despedirem antes de encontrarem um novo projeto.
“Foi realizada uma análise comparativa entre o que os profissionais no ativo mais valorizam num potencial empregador e a avaliação que os empregadores fazem dos pontos fortes da sua empresa. Foram identificadas algumas discrepâncias interessantes, que poderão ser a chave para a atração e retenção de talento. Elementos como a oferta salarial, plano de carreira, plano de formação, prémios de desempenho e cultura empresarial apresentam uma percentagem de referências de candidatos muito superior à dos empregadores. Por outro lado, os empregadores referem fatores como prestígio no mercado, dimensão da empresa e ambiente familiar, que parecem ser pouco valorizados pela maioria dos profissionais”, refere Carlos Maia, regional director da Hays Portugal, na nota de imprensa.