O INE realizou um inquérito, cujos dados foram divulgados na passada quarta-feira, e que remetem para o módulo sobre acidentes de trabalho e problemas de saúde relacionados com trabalho, recolhido na mesma altura em que foi feito o inquérito do emprego, referente ao segundo trimestre de 2020, de acordo com o Público.
Como fatores do trabalho que podem afetar o bem-estar mental e a saúde física, foram apontados a forte pressão de prazos ou a sobrecarga de trabalhos (43,1%), e ainda o contacto com pessoas problemáticas, mas não violentas (37,1%), como por exemplo clientes. Estas foram as justificações com maior frequência no último inquérito de emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), referente ao segundo trimestre de 2020, segundo o Público.
O INE contextualiza informando que a última vez que esta parte do inquérito foi feita foi em 2013, sendo que nessa altura se assistia ao terceiro ano consecutivo de contração da atividade económica, com uma redução de 2,6% do emprego. Agora, relativamente aos três primeiros trimestres de 2020, a informação aponta também para uma redução da atividade económica, mas diferente devido ao elevado número de pessoas empregadas a trabalhar em regime remoto ou em regime layoff simplificado no segundo trimestre de 2020.
De acordo com o Público, com a pandemia declarada em março, e com o estado de emergência a prolongar-se em abril, a população empregada dos 15 aos 74 anos a trabalhar a partir de casa aumentou para mais de 1 milhão de pessoas, o que pode ter sido um dos fatores para a redução da incidência dos acidentes de trabalho em 2020. Já no segundo trimestre deste ano, 165,1 milhares de pessoas dos 15 aos 74 anos, empregadas nesse período ou nos 12 meses anteriores, referiram ter tido, pelo menos, um acidente de trabalho. Isto representa 3.2% da população empregada, sendo que em 2013 este número aumentava para 4%.
Já 482,5 milhares de pessoas dessa faixa etária referiram ter tido algum problema de saúde causado ou agravado devido ao trabalho, o que representa menos 56,7 milhares de pessoas do que em 2013. Em 2020, os trabalhadores da construção já não são os mais afetados por acidentes de trabalho, nos 12 meses anteriores à entrevista, sendo que houve uma diminuição do risco de acidentes neste setor de 5,8% em 2013 para 4% em 2020. Os setores mais afetados pelo risco de acidente foram então os trabalhadores da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca e os das indústrias extrativas, transformadoras e produção e distribuição de eletricidade, gás e água, com 4,3% em ambos os casos.
[Fonte: Público]
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