Foi no dia 10 de abril que se juntaram vários profissionais de academias corporativas e departamentos de formação de diversos setores no 2.º Fórum de Learning & Development, organizado pela PwC’s Academy em parceria com a IE University, para um fórum que este ano teve como principal foco “O impacto do L&D no desenvolvimento da liderança”.
Reuniram-se, no Palácio Sottomayor, em Lisboa, mais de 70 profissionais da área de RH e L&D, para uma manhã repleta de reflexões, troca de experiências e networking, num ambiente seguro de partilha e aprendizagem.
As boas vindas desta 2ª edição do Fórum estiveram a cargo de Inês Holtreman, Country manager Portugal at IE University, onde se seguiu um enquadramento sobre o tema por parte de Catarina João Morgado, Director da PwC’s Academy, que abordou a importância da qualidade da liderança.
Através da sua intervenção, Catarina Morgado partilhou um estudo que indica que 70% da ligação entre um colaborador e uma organização depende da qualidade do relacionamento com o seu gestor.
Através desta partilha, este indicador ganha ainda maior relevância quando existem estudos que indicam que 44% dos profissionais que pediram demissão referiram como principal motivo a sua relação com a chefia.
Neste sentido, Catarina Morgado partilhou ainda, com base no 28.º PwC Global People Survey, que quase 40% dos CEO acreditam que a sua empresa não será viável além da próxima década se esta continuar no caminho atual sem se reinventar, sendo crucial apostar em conhecimento especializado, na equipa executiva.
E isto leva à grande questão e reflexão final: “Como podemos liderar este processo?
O Fórum seguiu com a apresentação do Professor da IE University, Mark Fritz, que abordou a importância de abandonar a microgestão, apresentando um conjunto de estratégias e conceitos inovadores focados em melhorar a eficácia dos líderes e a gestão de talentos nas organizações. A apresentação destacou a importância de adotar uma mentalidade orientada para os resultados e de delegar responsabilidades de forma eficaz.
Um dos conceitos-chave apresentados foi o NIFO (Nose In, Fingers Out), que incentiva os líderes a permitir que as suas equipas sintam que os projetos são deles. Mark Fritz destacou que o “micromanagement” tem um limite de velocidade e que os líderes devem delegar decisões para criar um futuro mais rápido e eficaz.
Depois de algumas partilhas e reflexões sobre direção e ritmo, comunicação e escuta ativa, Mark Fritz terminou destacando que o sucesso é um desporto de equipa e que ter a pessoa certa (o “quem”) é essencial para alcançar mais. Ele lembrou que, se não houver um “quem”, o “quem” será sempre o próprio líder.
Após um coffee break com muito networking à mistura, o Fórum retomou com a intervenção de João Menescal Dantas, Manager da PwC’s Academy, que veio abordar o tema: “Que líder sou eu: expectativa vs realidade”, onde começou por partilhar um exemplo de uma jornada de liderança que a PwC’s Academy tem vindo a desenvolver junto dos seus clientes, e que tem como principal base o “Autoconhecimento: A descoberta do eu”.
Com base na sua experiência, João Dantas destacou que é bastante comum existir um contraste entre a autoperceção dos líderes e a perceção dos seus liderados, o que prejudica a comunicação e relacionamento.
Durante a sua apresentação, João dinamizou uma atividade de auto-reflexão com os participantes, desafiando-os a desenvolverem um exercício introspectivo. Através desta partilha e atividade, ficou clara a importância do autoconhecimento como fator crítico para o desenvolvimento de bons líderes.
Para terminar, através da moderação de Catarina João Morgado, juntaram-se numa mesa redonda Ana Vala, Responsável da Academia Novobanco, e Maria Marques Alves, People Development Coordinator da Worten Portugal.
Nesta discussão foram partilhadas as diferentes boas práticas aplicadas em ambas organizações, onde se ouviram 𝘪𝘯𝘴𝘪𝘨𝘩𝘵𝘴 valiosos sobre a transformação cultural e superação vividas no novobanco, bem como sobre a aposta na personalização das ações de desenvolvimento conduzidas pela Worten Portugal.
No que respeita aos programas de desenvolvimento de liderança, Ana Vala partilhou que o novobanco trabalha em estreita colaboração com os seus líderes para os equipar com as competências necessárias para liderar a mudança e impulsionar a transformação na organização, partilhando ainda alguns exemplos de programas atualmente desenvolvidos para diferentes grupos de líderes, e que começam todos eles pelo Autoconhecimento, anteriormente abordado por João Dantas.
Em relação à Worten Portugal, Maria partilhou que a base de um programa eficaz está na análise de 3 fatores essenciais: Perfil do líder, Necessidade do negócio e Contexto da organização.
Com base nestes 3 fatores, Maria referiu ainda quais os 3 pilares que estão na base do sucesso dos seus programas de liderança, que são eles:
- a necessidade de customização (capacidade de dar resposta aos desafios do negócio);
- a necessidade de personalização (capacidade de respeitar a singularidade de cada percurso);
- individualização (cada participante tem de se sentir como parte integrante para a transformação pessoal.
No final, fica a grande conclusão: O papel central das equipas de L&D na transformação da liderança e em serem os líderes desse processo nas organizações?
Artigo Escrito por Fábio Miguel Rodrigues, PwC’s Academy Executive
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI