56% dos inquiridos afirmou que os seus superiores das suas empresas dão pouco ou nenhum retorno de forma regular
A Oracle organizou um estudo com o objetivo de inquirir os os níveis de comprometimento dos funcionários das empresas da Europa Ocidental com o trabalho. Uma das conclusões mostrou que são os colegas de trabalho que tem a maior capacidade de influência nos níveis de entrosamento dos funcionários com o trabalho e a empresa, e não os seus diretores, como seria de esperar.
O estudo revela também a forma como as equipas de RH podem ter uma influência positiva sobre os níveis de comprometimento dos empregados nas suas empresas, e assim ajudarem a criar uma cultura dentro da empresa que contribua para melhorar os níveis de rentabilidade do negócio.
O estudo revela que, 42% dos empregados em toda a Europa considera que os seus colegas têm um papel muito mais importante na forma como se sentem envolvidos e motivados com o seu trabalho, do que seus superiores diretos (21%) ou/e que os diretores de unidade de negócio (7%). Apenas 3% dos inquiridos tenha afirmado que área de RH tem um impacto mais relevante nos seus níveis de comprometimento.
Ao invés, os trabalhadores das empresas europeias consideram que quem afeta mais negativamente os seus níveis de comprometimento com o trabalho são as equipas dos gestores de topo (19%) e dos seus diretores/supervisores mais diretos (11%).
Loïc Le Guisquet, President for Europe, Middle East and Africa (EMEA) e Asia Pacific da Oracle, afirma: “as equipas de RH devem interessar-se por estas conclusões, já que revelam que da perspetiva dos empregados não são os RH os donos do seu comprometimento com o trabalho. Importa assim perguntar como podem os RH ter um impacto positivo no ambiente e na cultura da empresa. Este estudo deve funcionar como uma chamada de atenção para as equipas de RH para que demonstrem o valor que trazem ao negócio e aos seus empregados, de forma a que fique claro e que todos o percebam.”
Segundo o estudo da Oracle, apenas um terço (35%) dos empregados da Europa Ocidental dizem sentir-se comprometidos a maior parte do tempo. Apesar disso, os empregados acreditam que é importante para as suas organizações ter o nível de comprometimento correto, referindo como os principais benefícios que daqui advêm: o aumento da produtividade (56%), o risco limitado de procurarem emprego noutra empresa (37%) e uma maior capacidade de trazer ideias criativas sobre como melhorar a sua empresa (35%).
Os benefícios que advém de níveis de comprometimento também se refletem na melhoria do serviço ao cliente: 30% dos empregados revelaram que estão mais inclinados a prestar um melhor aos seus clientes quando se sentem comprometidos/motivados/envolvidos.
Isto sugere que as empresas cujos colaboradores possuam um elevado nível de comprometimento com o seu trabalho estão melhor posicionadas para alcançar um maior desempenho.
O estudo da Oracle também revela as opiniões dos funcionários sobre o que as equipas de RH e as empresas, em geral, podem fazer para aumentar e manter elevados os seus níveis de motivação no trabalho.
De acordo com os funcionários, o reconhecimento dos resultados alcançados deveria ser a primeira prioridade dos gestores (53%), imediatamente secundada por ajudar os empregados a compreenderem o seu contributo para a empresa (35%) e por lhes oferecer a possibilidade de trabalharem em projetos interessantes (34%).
Porém cerca de um terço dos trabalhadores (32%) em toda a Europa Ocidental afirme que as suas empresas não reconhece de forma alguma a excelência individual dos empregados, sugerindo que esta lacuna decorre do facto de funcionários e gestores terem entendimentos distintos sobre o que constitui uma boa gestão.
Esta afirmação está suportada pelas seguintes conclusões do estudo: 57% dos empregados afirma que quer um estilo de gestão mais proactivo nas suas empresas e 56% afirma que gostaria que existisse um estilo de gestão mais personalizado e customizado, do que aquele que existe atualmente, e que os trate como indivíduos. Apenas 26% dos inquiridos referiram que as suas empresas possuem um estilo de gestão mais proactivo.
A geração Millenial, quer discutir de forma mais frequente com os seus supervisores diretos a sua trajetória profissional. A maior percentagem de empregados que já disfruta deste tratamento, está nesta faixa etária (44%), é também o grupo que regista a maior percentagem de empregados que afirmam não discutir regularmente a trajetória das suas carreiras profissionais e que o gostariam de fazer (79%).
Atualmente, apenas 29% dos empregados considera que a sua empresa tem uma relação proativa com eles, comparado com 42% que declara que os seus empregadores normalmente esperam que surjam problemas para o fazer. Por seu turno, apenas 33% acredita que a sua empresa compreende os seus funcionários e os trata como indivíduos.
Adicionalmente, 56% dos inquiridos afirmou que os seus superiores hierárquicos dão pouco ou nenhum retorno de forma regular. Apenas 11% afirmou que os seus empregadores comunica com eles de forma regular através de inquéritos de motivação/comprometimento (uma vez por mês ou mais).
Loïc Le Guisquet conclui “na perspetiva dos empregados existe uma diferença entre o que os motiva/os faz comprometerem-se e a abordagem dos gestores: uma lacuna que oferece às equipas de RH uma grande oportunidade para se passarem a responsabilizar por esta área nas suas organizações. Os funcionários que se sentem motivados pelos seus pares e pelos RH podem ajudar a encorajar esta abordagem disponibilizando acesso a plataformas de partilha e colaboração e ferramentas sociais.”
O estudo Simply Talent da Oracle, levado a cabo para identificar os drivers e os benefícios do compromisso dos empregados na Europa, inquiriu 1.511 colaboradores de grandes empresas europeias.