A revista Marketing Farmacêutico realizou pela segunda vez a Conferência MF Talks “The Survival of the Fittest”. O centro de congressos do Hotel Tryp Aeroporto foi palco desta conferência, onde se discutiram estas três questões:
- Como estão as organizações a lidar com os novos desafios do mercado?
- E o mind set dos recursos humanos?
- Estaremos apenas a adaptar ou estamos preparados para inovar?
Maria Luísa Castanheira, Human Resources Director Iberia da Abbott apresentou a sua visão sobre a alteração do modelo de negócio e o papel dos recursos humanos.
Começou por citar John Fitzerald Kennedy onde este afirma que “A mudança é a lei da vida. E aqueles que olham apenas para o passado ou o presente irão com certeza perder o futuro.”, para transmitir a ideia inicial que a mudança é uma constante e deve ser levada com naturalidade.
O que acontece nas empresas, como no caso das indústrias farmacêuticas, é uma alteração do modelo de negócio. Mudar a missão e os objetivos da empresa são dois aspetos a ter em conta. E consequentemente isto irá afetar aqueles que trabalham nas organizações. Com um novo modelo de negócio, surgem novas valências e há que preparar os colaboradores para assumir novos papéis dentro da empresa. E serão os recursos humanos os responsáveis por introduzir nos colaboradores as novas competências.
A Diretora de Recursos Humanos da Abbott deixa algumas dicas de como preparar os colaboradores para as valências exigidas pelo novo modelo de negócio.
- Desenvolver programas de treino específico para introduzir novas valências;
- Definir um plano para cada recurso;
- Privilegiar o recrutamento interno, em função do recrutamento exterior;
- Na falta da competências chave para assumir as novas valências, abrir processos de recrutamento;
- Definir indicadores de desempenho: individuais e organizacionais para medir o sucesso e progresso;
- Avaliar o progresso periodicamente (inicialmente com maior frequência).
Deixa ainda competências para sobreviver a processos de mudança:
- Capacidade de gerir incertezas e rápida adaptação;
- Vontade de aprender coisas novas;
- Capacidade de liderar e trabalhar em matriz;
- Capacidade de influência;
- Motivado pelos projetos e não pelos cargos;
- Bom background académico.
Após a apresentação surgiu um debate entre: Maria Luísa Castanheira, Human Resources Director Iberia da Abbott, Miguel Sanches, Medical Director da Roche, Paulo Rebelo, Business Unit Director Oncology, Paulo Teixeira, Country Lead Global Established Pharma Business da Pfizer.
O debate foi conduzido pelo moderador Luís Vasconcelos Dias, Pharma & Healthcare Consultant.
Veja algumas da suas conclusões no vídeo da conferência.
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