Portugal fechou o ano de 2023 com uma taxa de desemprego no 4º trimestre de 6,6%, um valor que, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), fica em linha com o registado no mês homólogo de 2022, mas supera em 0,5 pontos percentuais o registado no terceiro trimestre de 2023.
Apesar da taxa de desemprego ter aumentado substancialmente, no ano passado, a média da população empregada no país foi de 4.978,5 mil pessoas, tendo aumentado 2% (97,1 mil) em relação ao ano de 2022, tornando-se no valor mais elevado desde 2011.
No relatório LinkedIn Emprego Portugal, que analisou os dados da plataforma durante o 4º trimestre de 2023, Pedro Caramez indica que 36 mil profissionais mudaram de emprego nos últimos 90 dias. Para chegar a este dado, foram considerados os utilizadores que mudaram de empresa e que alteraram o seu cargo atual no Perfil LinkedIn.
O relatório também indica que os principais setores de atividade que procuraram novas oportunidades de emprego são o “setor e consultoria de Tecnologias de Informação (TI)”, que representa 2,5 mil utilizadores na amostra recolhida.
Depois deste setor, segue-se o “setor de desenvolvimento de software” (1,5 mil), “ensino superior” (1,5 mil), “tecnologia, informação e internet” (1000), “serviços financeiros” (950), “consultoria e serviços empresariais” (915), “serviços de recursos humanos” (830), “serviços de publicidade” (784), “setor imobiliário” (592).
Saídas e chegadas nas organizações
O Relatório LinkedIn Emprego também identifica que empresas como a Natixis Portugal (174), a Accenture (131) e a Capgemini (118) foram as empresas que receberam o maior número de novos colaboradores durante o 4º trimestre de 2023.
Através do filtro “Cargo e Tempo na Empresa”, Pedro Caramez também identifica que os colaboradores que procuraram novas funções vinham de empresas como a MC (438), a Deloitte (390), a NOS SGPS (277), a Sonae (276) e a Vodafone (255). Neste filtro, é importante salientar o caso da Farfetch (242), cujas procuras de novas funções podem ser resultado da saída da empresa da bolsa de Nova Iorque e da venda à sul-coreana Coupang.
Em termos de permanência, o Relatório LinkedIn Emprego aponta para uma precariedade nos postos de trabalho, sendo que 80,5% dos profissionais (29 mil) permanecem menos de um ano no cargo atual. Os restantes 19,5% (11,5 mil) dividem-se dentro das seguintes categorias: De 1 a 2 anos (6 mil); De 3 a 5 anos (3 mil); De 6 a 10 anos (1,5 mil); Mais de 10 anos (1 mil).