Segundo dados do INE, a população ativa teve um aumento de 37.500 pessoas, o equivalente a +0,7% e superando valor histórico de 1998. Ao mesmo tempo, em janeiro registou-se um aumento no número de empregados (+36.300 pessoas, ou seja, +0,7%) relativamente ao mês de dezembro.
Esta subida teve origem no aumento simultâneo da população empregada e da população desempregada. Já a taxa de desemprego manteve-se relativamente ao mês anterior, situando-se nos 6,5% pelo segundo mês consecutivo.
Por género, os dados revelam que 5.100 mulheres passaram a estar em situação de desemprego (+2,8%). Por outro lado, 3.900 homens deixaram de estar desempregados, o que equivale a -2,4%. Em termos de faixa etária, verificou-se a diminuição do desemprego nos adultos no grupo dos 25 aos 74 anos, com uma redução em 1.500 indivíduos.
A análise interanual mostra que existiu um aumento no número de empregados em 97.800 profissionais, o que se traduz num aumento de 2,0% face a janeiro de 2023. Foi também registada uma subida na população ativa, que aumentou em 76.100 pessoas (+1,4%). A taxa de emprego apresentou uma queda de 0,5% na comparação homóloga, situando-se nos 64,1%.
Segundo a Randstad, esta tendência pode ser explicada por fenómenos relacionados com a sazonalidade do emprego (por exemplo, contratações durante épocas festivas) ou trabalhadores que estiveram temporariamente fora do mercado de trabalho durante as festas, que retomam a procura de emprego ativa nos centros de emprego nacionais.
“Podemos dizer que o mês de janeiro foi positivo para o emprego mas o clima de incerteza vai continuar a marcar o panorama do mercado de trabalho”, comenta Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal.
Por outro lado, os dados do IEFP indicam que o comportamento mensal foi crescente para os pedidos de emprego, mas também para o número de desempregados registados, que foi de +5,5% face ao mês anterior e maior para as mulheres do que para os homens.
Comparativamente ao mês anterior, verificou-se um aumento do desemprego na Área Metropolitana de Lisboa (+8.224 pessoas, ou seja, +8,2%), no Norte (+4.791 pessoas, isto é, +3,9%) e no Centro (+2.110 pessoas, o que equivale a +5,0%).