De acordo com o Indicador de Transformação Digital, da Dell Technologies, apenas 10% das empresas portuguesas estão a implementar planos digitais e a apostar na inovação.
Poucas são as empresas portuguesas que, em 2018, estão a adotar o digital. O mesmo é dizer que, segundo o Indicador de Transformação Digital, que inquiriu 4.600 líderes de negócio portugueses, elaborado pela Dell Technologies, em colaboração com a Intel, apenas 10% das organizações estão a abraçar a transformação digital, avançando com os seus planos digitais e apostando na inovação.
De acordo com os dados obtidos pela tecnológica, 21% das empresas portuguesas estão a adotar o digital e têm um plano digital maduro, investimentos e inovações em curso, 37% avaliam e abraçam o digital de forma cautelosa e gradual, planeando e investindo no futuro, 24% realizam pequenos investimentos e tentativas de iniciarem planos para o futuro e 8% não têm um plano digital, iniciativas limitadas e investimentos. O Indicador de Transformação Digital, que mapeia o progresso da transformação digital de médias e grandes empresas, revela que, em Portugal, existe ainda um número significativo de empresas cujo percurso para a transformação digital é muito lento ou que ainda não apresentam um plano digital.
Para os próximos cinco anos, 94% dos líderes de negócio portugueses acreditam que as suas organizações terão de se esforçar mais para responderem aos pedidos dos seus clientes. Apenas 13% temem que a sua organização seja ultrapassada.
Barreiras à transformação digital
Segundo o Indicador de Transformação Digital, 90% das empresas portuguesas enfrentam, hoje, barreiras à transformação digital. Entre os obstáculos apontados pelos líderes empresariais encontram-se a falta de orçamento e recursos, a privacidade de dados e preocupações com a cibersegurança, uma cultura digital imatura, com falta de alinhamento e colaboração em toda a empresa, a ausência de uma estratégia e visão digitais coerentes e uma abordagem reativa para atividades concorrentes.
De acordo com a Dell Technologies, 82% dos líderes de negócio portugueses acreditam que a transformação digital deve ser generalizada em toda a organização e 44% acreditam que vão conseguir antecipar o futuro de forma disruptiva em apenas cinco anos, sem serem ultrapassados.
Superar os desafios
O estudo indica que as empresas estão a utilizar tecnologias digitais para acelerarem o desenvolvimento de novos produtos ou serviços (63%), promover a segurança e privacidade em todos os dispositivos, aplicações e algoritmos (50%), a desenvolver, internamente, conjuntos de competências e conhecimentos adequados (35%) e a partilhar conhecimento entre funções, dotando os líderes de TI com competências de negócio e os líderes de negócio com conhecimentos de TI (44%).
Segundo o Indicador de Transformação Digital, para potenciarem e protegerem a sua transformação, as empresas estão, também, a recorrer às tecnologias emergentes e à cibersegurança. Nos próximos três anos, as organizações portuguesas planeiam investir em cibersegurança (59%), em multi-cloud (45%), em tecnologia IoT (45%), em inteligência artificial (32%) e em flash (31%). Um número mais reduzido de empresas planeia experimentar tecnologias emergentes, como blockchain (13%), computação quântica (11%) e realidade virtual ou realidade aumentada (25%), avança a tecnológica.
“Este é um momento emocionante para fazer florescer um negócio. Estamos num momento crucial, onde a tecnologia, os negócios e a humanidade se cruzam para criar um mundo melhor e mais interligado”, afirma Gonçalo Ferreira, general manager for DellEMC Commercial in Portugal, em comunicado. “No entanto, apenas as organizações centradas na tecnologia recolherão as recompensas oferecidas por um modelo de negócios digital, incluindo a capacidade de agir rapidamente, automatizar tudo e corresponder às expectativas dos clientes. É por isso que a transformação digital precisa de ser tratada como a prioridade número um”, sublinha.