Esta entrevista foi publicada na edição n.º 133 da RHmagazine, referente aos meses de março/abril de 2021.
O ISQe tem feito frente ao desafio da incerteza, procurando responder às necessidades do mercado e ajudar as direções de RH. Pedro Reis Coelho, diretor, sales & marketing do ISQe, fala-nos sobre como a empresa tem lidado com os imprevistos, principalmente numa altura em que a forma de gerir talento se tem vindo a alterar e a adaptar à nova realidade.
O ISQe é representante da Cornerstone, um dos líderes mundiais em sistemas de gestão de talentos. Esta parceria permitiu ao ISQe alargar os serviços para a gestão de talento unificada que começou nas grandes empresas e agora inclui também empresas de média dimensão. Como é que a pandemia afetou o negócio?
O ano de 2020 foi obviamente um ano muito desafiador, contudo acabou por ser um ano positivo para o ISQe. Apesar da pandemia, continuámos a ter projetos com dimensão, embora toda a incerteza gerada tenha congelado algumas novas iniciativas de clientes. Por isso, lidar com o imprevisto e a incerteza foi claramente o grande desafio. No entanto, olhando para trás, 2020 acabou por ser um ano de crescimento, em equipa e em volume de negócios, o que nos deixa satisfeitos por passarmos uma fase tão atípica com resultados positivos.
Os nossos serviços enquadram-se nesta nova “era” de teletrabalho, visto que oferecemos ferramentas que poderão facilitar este processo acelerado de transformação digital das empresas. No nosso caso, as ferramentas que implementamos permitem gerir processos de RH e capacitação das pessoas, de forma totalmente suportada em tecnologia – desde o recrutamento à formação ou avaliação de desempenho. A nossa oferta tem vindo também a ser mais dirigida, mais adaptada e segmentada, o que nos tem permitido, inclusive, estar agora com clientes de outros setores e de dimensão diferente, com os quais não trabalhávamos.
A criatividade e a inovação são valores fundamentais para o ISQe. Como se mantêm atualizados?
Sabemos que a criatividade e inovação são fatores diferenciadores no nosso negócio, e por isso são essenciais no ISQe. Os nossos produtos permitem hoje um nível de personalização para cada cliente e para cada situação, algo que é cada vez mais necessário, tanto mais quando falamos de clientes em setores de atuação tão diversificados e com culturas organizacionais tão diferentes.
A nossa aposta com grande foco na experiência de utilizador tem sido um claro fator diferenciador. Por exemplo, continuamos a inovar na área de learning experience, desenvolvendo conteúdos recorrendo a realidade aumentada e implementando conceitos de gamificação de base para criar os percursos de aprendizagem, o que torna o processo de formação muito mais apelativo para o formando, proporcionando-lhe uma melhor experiência de aprendizagem, que se reflete em mais envolvimento no processo e melhores resultados. Por outro lado, para os nossos clientes Cornerstone, conseguimos hoje redesenhar o que a própria “plataforma” disponibiliza, para ter uma interface totalmente personalizada e adaptada a necessidades específicas, o que contribui muito para esta user experience melhorada.
A forma de gerir talentos mudou muito, ultimamente. O que tem feito o ISQe para poder responder às novas necessidades do mercado?
A possibilidade de ter uma plataforma de gestão de talentos unificada, isto é, ter tudo o que é necessário para gerir os talentos numa única “plataforma”, facilita muito o workflow interno da gestão das pessoas e da empresa. Com a plataforma Cornerstone, o RH gere todo o ciclo de vida do colaborador na empresa, com dados em tempo real do seu progresso, e que plano de carreira este poderá construir. A digitalização destes processos e de forma unificada é uma necessidade cada vez mais comum em todas as organizações.
Gerir mobilidade, qualificar mais e melhor o candidato, quebrar barreiras de comunicação no distanciamento físico, facilitar a aquisição de novas competências, partilhar conhecimento e experiência de forma simples, construir planos de carreiras baseado em resultados tangíveis, reconhecer potencial suportado em dados robustos e credíveis para definir planos de sucessão são os temas com os quais lidamos regularmente e aos quais temos dado resposta com as soluções que apresentamos.
As plataformas de gestão de talento facilitam a retenção dos melhores talentos dentro das empresas. Neste âmbito, de que forma o ISQe pode ajudar as direções de RH?
Através da plataforma Cornerstone é possível acompanhar todo o percurso do colaborador na empresa, definir-lhe objetivos e propor-lhe percursos de formação para melhorar as suas competências. Os indicadores que a plataforma disponibiliza, retirados a qualquer momento do percurso, permitem obter uma visão do nível de compromisso do colaborador com a empresa, quer pelos resultados que obtém, pelo feedback contínuo, ou, por exemplo, pela participação em ações de formação. O próprio sistema disponibiliza um conjunto de alertas para “colaborador em risco”, o que permite à gestão atuar em tempo útil com ações de melhoria da relação, evitando assim a saída. Para além da disponibilização deste tipo de ferramentas, desenvolvemos conteúdos digitais de formação para e-learning que garantem verdadeiras experiências de aprendizagem apelativas e interativas, e que contribuem para uma melhoria contínua das competências e valor que os colaboradores podem contribuir para a sua empresa.
Como empresa parceira de muitas das grandes empresas portuguesas, que tendências detetam na gestão do talento para o futuro?
A pandemia trouxe diversas alterações, entre elas o teletrabalho total ou parcial como possível norma para um grande número de empresas; e, ao que tudo indica, poderá mesmo ser a norma numa realidade pós-pandemia. Esta realidade irá requerer competências tecnológicas ainda mais elevadas de cada indivíduo no seu trabalho diário, ou no processo de recrutamento de novos colaboradores, para o qual as empresas irão confiar em ferramentas de suporte mais robustas, com melhores indicadores, com uma forte componente de benchmarking e qualificação. Também a preocupação com o bem-estar e a proximidade o colaborador assumem toda uma nova dimensão. Garantir, de forma efetiva, que os colaboradores têm as melhores condições para gerir a sua vida pessoal e profissional será determinante; as empresas que melhor conseguirem isto estarão mais bem posicionadas para garantir a retenção dos melhores talentos.