Esta altura do ano em que a maioria começa a sonhar com as férias coincide também com a fase de fecho de ano e avaliações na PwC, uma vez que o nosso ano financeiro termina em junho.
A junção destes dois acontecimentos é especialmente impactante uma vez que nos momentos de avaliação de desempenho aproveitamos para refletir sobre o que fizemos bem, o que ainda podemos fazer melhor e claro, se há algo que precisamos mesmo de fazer diferente. E dei por mim a pensar que de facto é um bom momento para fazer um balanço, recalibrar os objetivos a que nos tínhamos proposto no final do ano e partir para férias com esse plano na gaveta.
Assim, defini uma estratégia que passo a partilhar de seguida:
1. Revisitar e ajustar objetivos
Antes de ir de férias, dedique algum tempo a rever os seus objetivos atuais. Pergunte-se se ainda são relevantes e se estão alinhados com as suas prioridades e as da empresa. Ajuste o que for necessário, estabelecendo metas claras e alcançáveis. Este processo de recalibração ajuda a identificar o que realmente importa e a eliminar o que não é relevante.
2. Deixar os objetivos na “gaveta”
Uma vez recalibrados os objetivos, é hora de deixá-los na “gaveta”. Isto significa que, durante as férias, deve evitar pensar no trabalho e nas metas estabelecidas. Significa também que pode literalmente escrever estas reflexões e programar de modo a voltar a lê-las no regresso de férias. Depois desligue completamente, permitindo que a mente descanse e se renove. Este distanciamento é crucial para voltar com uma perspetiva fresca e renovada.
3. Desligar nas férias
Desligar nas férias é mais fácil de dizer do que fazer, mas é essencial para um verdadeiro descanso. Se como eu não consegue evitar verificar e-mails de trabalho, procure fazê-lo apenas numa parte do dia e evite ligar o computador. Participe em atividades que lhe tragam prazer e relaxamento e aproveite ao máximo o tempo com a família e amigos. Este período de desconexão total é vital para recarregar as baterias e preparar-se para os desafios futuros.
4. A Importância da introspeção (ou não)
As férias podem proporcionar uma oportunidade única para fugir da agitação constante da rotina e para mergulhar em momentos de introspeção ou podem ser a altura certa para dormir grandes sestas e não pensar em nada. Podem ainda ser aqueles dias em que não há qualquer descanso físico, ou porque não queremos, ou porque não nos deixam. O que é certo é que cada um de nós tem a sua forma de revitalizar, o importante é encontrarmos o nosso espaço e os nossos momentos nesses dias tão importantes para o nosso equilíbrio.
5. Desconectar para reconectar
Não é demais dizer que, embora seja uma fase muito propícia para acompanhar as férias do resto do mundo nas redes sociais e publicar as fotografias com os melhores bronzeados, este ano vou tentar tirar algum tempo durante as férias para desligar das distrações digitais. Porque não aproveitar para fazer um desafio de detox digital? O primeiro a ser apanhado com o telemóvel tem direito a um castigo previamente combinado com o grupo.
6. Viver o aqui e agora
Quantas vezes o tempo passa e nem nos demos conta dos momentos que acabámos de viver? Do sabor daquele café, das cores do por do sol ou dos destaques da história que nos estavam a contar. Praticar a atenção plena e estarmos presente no momento é um desafio constante à nossa mente, tão habituada a seguir tantos estímulos.
7. Viver!
As férias proporcionam frequentemente oportunidades para explorar novos ambientes, culturas e experiências. Estar com pessoas. Estar sozinho. Ir a festas ou relaxar por casa. Faça a sua escolha e opte simplesmente por viver.
8. Reencontro com os objetivos
Ao regressar das férias, é hora de voltar a olhar para os objetivos que deixou na “gaveta”. Com a mente descansada e renovada, será mais fácil focar-se nas metas estabelecidas e trabalhar de forma mais eficiente e produtiva. Este reencontro com os objetivos, após um período de descanso, permite uma abordagem mais clara e direcionada, aumentando as chances de sucesso. Acredito que poderá estar aqui mais uma oportunidade de calibração, agora que o cérebro descansou e consegue interpretar a informação com outra clareza e distanciamento.
Que lhe parece? Conte-me tudo: se vai aceitar este desafio e como foi voltar de férias e reler o que tinha escrito nesta fase.
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