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satisfação no trabalho está a atravessar o ponto mais crítico dos últimos três anos. A terceira edição do HP Work Relationship Index (WRI) revela que apenas 20% dos knowledge workers dizem ter uma relação saudável com o trabalho, menos oito pontos do que em 2024 e o valor mais baixo desde que o WRI foi criado.
A queda é transversal, mas é no topo que o impacto mais se nota. Os líderes empresariais registam o maior recuo anual, com menos 17 pontos. Mas o relatório deixa claro que 85% dos fatores que influenciam a satisfação dos trabalhadores dependem diretamente das organizações.
Os dados revelam que 62% dos trabalhadores de escritório dizem que as exigências e expetativas da empresa aumentaram no último ano, enquanto 45% sentem que o lucro está a ser colocado acima das pessoas. Só 44% associam o seu trabalho a um propósito e apenas 39% dizem sentir-se reconhecidos pelas suas contribuições.
“Num cenário de desafios sem precedentes, a satisfação no trabalho deixou de ser opcional – é essencial para a resiliência e o crescimento das empresas. Na HP, estamos comprometidos em liderar esta transformação, colocando as pessoas no centro da inovação e criando soluções que promovem relações de trabalho mais saudáveis e significativas”, afirma Pedro Coelho, Managing Director da HP Portugal, em comunicado.
Pressão crescente, confiança em queda
O WRI 2025 confirma que a relação entre trabalhadores e organizações está a sofrer desgaste estrutural. Apenas 16% dos trabalhadores acreditam que os líderes tomam decisões certas para as suas pessoas.
Os colaboradores que se encontram na chamada “Zona Saudável” – ou seja, aqueles que descrevem uma relação positiva com o trabalho – são três vezes mais propensos a sentir ligação aos colegas, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e capacidade de contribuir para o crescimento do negócio. Como sintetiza Pedro Coelho, “colaboradores realizados são a força motriz do sucesso empresarial. Quando as pessoas se sentem reconhecidas e conectadas, não só aumentam a produtividade, como impulsionam a inovação. A liderança tem um papel crítico em fechar esta lacuna, e na HP acreditamos que investir na experiência humana é investir no futuro do negócio”.
IA como catalisadora
A tecnologia – e, em particular, a inteligência artificial (IA) -está a transformar de forma acelerada a experiência laboral. Quatro em cada 10 knowledge workers já recorrem à IA todos os dias e o estudo mostra que aqueles que têm acesso a ferramentas de IA fornecidas pela própria empresa são duas vezes mais propensos a descrever uma relação de trabalho saudável. Ainda assim, o fosso de competências persiste: apenas 21% dos trabalhadores se consideram proficientes em IA, muito abaixo dos 56% registados entre os decisores de TI. As organizações que democratizam o acesso à IA estão a observar ganhos consistentes em otimismo, produtividade e retenção.
A Geração Z e os Millennials, que já representam a maioria da força de trabalho global, estão a redesenhar prioridades e expetativas. Os números evidenciam esta mudança: 51% dos trabalhadores da Geração Z têm um segundo emprego, quatro em cada cinco aceitariam reduzir parte do salário em troca de mais flexibilidade e autonomia, e são estas gerações que lideram a adoção da IA, valorizando modelos de trabalho mais fluidos, orientados para valores e propósito.

Pedro Coelho não tem dúvidas quanto ao impacto desta transformação: “As novas gerações estão a redefinir o que significa trabalhar – exigem propósito, flexibilidade e tecnologia que lhes permita prosperar. As organizações que não acompanharem esta mudança arriscam perder talento e relevância. Na HP, abraçamos esta evolução, alinhando cultura, valores e tecnologia às expectativas dos profissionais do futuro”.
O HP Work Relationship Index 2025 foi desenvolvido através de uma pesquisa internacional realizada entre 15 de abril e 20 de maio de 2025, abrangendo 14 países – dos Estados Unidos ao Japão, passando pelo Brasil, Espanha, Alemanha, México ou Índia. Ao todo, foram inquiridos 18 200 trabalhadores de escritório, entre os quais 14 mil knowledge workers (mil por país), 2800 decisores de TI (200 por país) e 1400 líderes empresariais (100 por país).
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