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pressão para alinhar competências com a evolução tecnológica e os novos modelos de negócio, muitos ainda em desenvolvimento, exige uma abordagem estruturada à aprendizagem. Reskill (requalificar) e upskill (aperfeiçoar) são hoje pilares para garantir agilidade organizacional e mobilidade interna, mas a sua eficácia depende de uma estratégia clara. Em 2026, tudo indica que os holofotes continuarão na área de Learning & Development (L&D) e na consolidação das iniciativas de capacitação das organizações, direcionadas para os skills mais relevantes para enfrentar os desafios futuros – com impacto direto no próprio modelo da área, seja enquanto departamento ou através de uma Academia Corporativa formal.
O “2026 L&D Trends Report” da Udemy indica que 72% das organizações vão aumentar o investimento em programas de aprendizagem, com prioridade para competências digitais, análise de dados e liderança adaptativa. Na PwC’s Academy temos assistido a um aumento expressivo do investimento dos nossos clientes nos portefólios de Digital & Analytics (temas como AI e Power BI, por exemplo) e de Desenvolvimento de talento (e.g., programas de liderança, pensamento crítico, foco e comunicação, entre outros). Tudo indica que o caminho para o sucesso combina competências digitais com o fator que continua a criar vantagem competitiva: pessoas motivadas e capazes de transformar conhecimento em valor.
“A aprendizagem continua a não ser apenas um benefício: é um mecanismo de competitividade.”
Como definir uma estratégia de aprendizagem robusta? Deixo algumas pistas:
- Mapeamento de competências críticas: identificar funções em declínio e áreas estratégicas para crescimento. Desta forma é possível valorizar recursos internos e preparar o futuro;
- Criação de comunidades de prática: considerar academias corporativas como hubs de aprendizagem que combinam conteúdos técnicos, soft skills e metodologias ágeis. O foco é garantir relevância e aplicabilidade imediata, ao mesmo tempo que faz o push para que as pessoas continuem a adquirir as novas competências;
- Medição e ROI: estabelecer métricas claras a priori para acompanhar o progresso e ajustar abordagens.
Resumindo, desenvolver a capacidade de tomada de decisão, nomeadamente decisões baseadas em dados e trabalhar a flexibilidade são fatores que permitem antecipar necessidades e direcionar recursos para onde geram maior valor. Em 2026, a aprendizagem continua a não ser apenas um benefício: é um mecanismo de competitividade. Organizações que estruturam academias corporativas e programas de reskilling/upskilling com base em dados e objetivos estratégicos estarão mais bem posicionadas para responder às exigências do mercado.
Artigo publicado na edição 162 da RHmagazine, referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2026
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