Entre a intenção e a prática, havia um desfasamento evidente na Solverde: um onboarding pouco estruturado, conduzido de forma desigual entre áreas e com impacto direto na experiência dos novos colaboradores. “Os desafios eram sobretudo no processo de onboarding”, enquadra Daniel Couto, HR Business Partner da Solverde.pt, à RHmagazine, sublinhando a necessidade de tornar o processo “mais estruturado e também mais envolvente”.
Foi através de uma parceria com a BridgeLK e com suporte tecnológico da GFoundry que a organização começou o onboarding, antecipando o contacto com os novos colaboradores e estendendo a integração no tempo. No centro da abordagem esteve “criar uma jornada com tarefas distribuídas ao longo de três meses, antes até do primeiro dia”, com o objetivo de “reduzir a sobrecarga cognitiva típica dos primeiros dias”.
Antes da intervenção, “não tínhamos um processo de onboarding bem estruturado, não havia um cronograma definido nem uma abordagem uniforme para toda a organização”, refere Daniel Couto. O resultado? “Cada área fazia as coisas à sua maneira” e surgiam “experiências muito díspares”.
No centro da solução está a GFoundry, responsável pela infraestrutura tecnológica que suporta toda a experiência: app mobile, motor de gamificação, missões de onboarding, bem como ferramentas de medição contínua, como o Engagement Thermometer e os pulse surveys. Já a BridgeLK assumiu o papel de parceiro integrador, assegurando o desenho da experiência, a adaptação à realidade da organização e o acompanhamento da implementação. “Existia a necessidade de tornar alguns processos ligados à experiência do colaborador mais simples e mais ajustados à realidade da organização”, explica Cátia Lopes, Partner da BridgeLK. Num cenário de dispersão e pouca agilidade, tornava-se essencial “criar uma experiência interna mais coerente”.
Solução combina tecnologia portuguesa de talent management com abordagem consultiva, impactando já 92 colaboradores
Mais do que transpor processos para o digital, a intenção foi repensá-los de raiz. “Não queríamos apenas digitalizar o que já fazíamos, queríamos transformar a experiência”, sublinha Daniel Couto, HR Business Partner da Solverde.pt. A organização reconhecia, no entanto, limitações. “Não tínhamos nem a tecnologia nem a metodologia para criar uma experiência gamificada e escalável.”
Como refere Cátia Lopes, foi a GFoundry que “deu velocidade, personalização e capacidade de ativação” à solução, enquanto a BridgeLK assegurou o alinhamento estratégico e a operacionalização.
A solução encontrada
A implementação decorreu por etapas. “Começando por frentes simples e úteis para a organização”, foi possível “testar adoção, perceber impacto e criar bases para evoluções futuras”, conta a responsável. A abordagem evoluiu com o projeto: “Fomos ajustando o trabalho à realidade da Solverde e à forma como a equipa ia adotando a solução”.
A adesão foi trabalhada desde o primeiro momento, com foco na utilidade da experiência. Tarefas antes do primeiro dia criaram “antecipação e sentido de pertença”, enquanto a gamificação tornou o processo “menos formal e mais motivador”. Ainda assim, houve “alguma resistência inicial por parte de quem estava habituado a processos mais tradicionais”.
Durante a implementação, os desafios foram sobretudo comportamentais. “O principal desafio esteve na criação de hábitos de utilização consistentes”, refere Cátia Lopes, Partner da BridgeLK, a par da introdução de “uma nova forma de organizar e lançar iniciativas internas”.
Apesar das dificuldades iniciais, a organização atingiu “100% da população-alvo 92 colaboradores abrangidos” e identifica melhorias qualitativas, como “menos perguntas repetidas nos primeiros dias” e uma “maior sensação de ‘estar em casa’ mais cedo”. Ainda assim, a BridgeLK mantém uma posição prudente: “Preferimos não avançar com indicadores que ainda não estejam suficientemente consolidados”, embora já se observe “um ganho de agilidade na ativação de iniciativas”.
O que vem a seguir
Agora, o objetivo passa por “garantir que a plataforma não é apenas usada no onboarding, mas que se torne o ponto de entrada para tudo o que a organização oferece ao colaborador”. A integração de serviços como benefícios, saúde mental ou desporto reforça essa lógica de utilização contínua.
A médio prazo, “o impacto valida-se pela continuidade de utilização da solução” e pela capacidade de “lançar iniciativas com mais rapidez”, explica Cátia Lopes, Partner da BridgeLK, assegurando que “existe acompanhamento posterior para garantir ajustamento contínuo”.
“A experiência do colaborador começa antes do primeiro dia e não termina na integração”, sublinha Daniel Couto, apontando a BridgeLK como “um hub onde o colaborador encontra informação, acesso a serviços e reconhecimento”. Entre as principais aprendizagens, destaca-se o papel da tecnologia como meio. “A tecnologia é um facilitador, não a solução”, aponta o responsável, defendendo que o sucesso depende “da qualidade do conteúdo, do envolvimento das lideranças e de uma visão clara”.
O projeto continua em evolução, com novos módulos já ativados, nomeadamente nas áreas de formação e avaliação de desempenho, e com ferramentas de medição contínua como o Engagement Thermometer e os pulse surveys.
Raio-X à parceria
- 92 colaboradores da Solverde.pt
- 100% de colaboradores abrangidos
- x2 sessões realizadas
- 30% de taxa de participação
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