A
utilização de tecnologias de inteligência artificial (IA) nas empresas portuguesas subiu para 11% em 2025, mais 2,9 pontos percentuais (p.p.) face a 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o INE, 49,1% das organizações com 250 ou mais trabalhadores recorrem a tecnologias de IA, mais 7,2 p.p. do que no ano anterior. Nas empresas de média dimensão (50 a 249 trabalhadores), a percentagem é de 18,2% (+2,8 pontos) e, nas pequenas (10 a 49 trabalhadores), situa-se nos 9,4% (+2,7 pontos).
Entre as empresas que já utilizam IA, 59,4% recorrem à análise de linguagem escrita, sendo esta a aplicação mais comum. Seguem-se a criação de imagens, vídeo, som ou áudio (50,9%) e de texto, voz ou código de programação (45,6%).
Por setor, a maior taxa de adoção verifica-se em informação e comunicação (52,8%), seguida dos outros serviços (19,4%) e dos transportes e armazenagem (14,8%). Na construção e atividades imobiliárias, a proporção é de apenas 5,5%, embora todos os setores apresentem crescimentos face a 2024, destacando-se os transportes e armazenagem com um aumento de 9,9 pontos.
Falta de conhecimentos e custos são travões
Quanto às organizações que ainda não recorrem a IA, 12,3% admitem poder vir a adotá-la, mais 2,8 p.p. do que no ano anterior. As principais razões apontadas para não avançar incluem a falta de conhecimentos adequados dentro da empresa (74,4%), os custos considerados demasiado elevados (60,4%), a falta de clareza quanto às consequências legais, incluindo responsabilidade em caso de danos provocados pela IA (57,3%), e preocupações com privacidade e proteção de dados (55,4%).
O gabinete nacional de estatísticas revela ainda que 98,8% das empresas dispõem de ligação à Internet para fins profissionais, mais 0,8 p.p. face a 2024. A taxa é total no setor dos transportes e armazenagem (100%) e de 95,8% no alojamento e restauração.
Nas empresas com acesso à Internet, 51,1% dos trabalhadores dispõem também de acesso para uso profissional, mais 0,6 p.p. em relação ao ano anterior. A informação e comunicação apresenta novamente a maior proporção (93,7%), enquanto a construção e atividades imobiliárias permanece como o setor com menor expressão (34,2%).
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI