Mais de 70% dos líderes empresariais em todo o mundo acreditam que a prosperidade global deverá estagnar ou até mesmo recuar nos próximos anos. Por outro lado, 92% reconhecem que a capacidade de adaptação será determinante para liderar em contextos de maior incerteza. Os dados são do estudo The CEO Response 2025, conduzido pela Egon Zehnder, que contou com a participação de 1.235 gestores de diferentes setores e regiões do mundo.
Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, volatilidade económica e mudança tecnológica acelerada, o estudo revela que os CEOs estão mais confiantes e conscientes da sua posição. Para 59% dos líderes, a agilidade e a adaptabilidade são as competências mais críticas para assegurar a resiliência organizacional e o sucesso a longo prazo.
Entre as prioridades estratégicas identificadas, 53% dos CEOs apontam a inovação como a área de maior investimento, seguida pela inteligência artificial (44%) e pelo desenvolvimento de talento (42%). E, apesar de 72% preverem estagnação ou queda da prosperidade global, a esmagadora maioria (97%) acredita que ainda existem oportunidades para gerar impacto positivo dentro e fora das suas organizações.
Instabilidade geopolítica é o principal desafio
Questionados sobre os principais riscos que enfrentam, os gestores colocam a instabilidade geopolítica (46%) no topo da lista das preocupações, seguida da incerteza económica (44%). A disrupção do mercado e os desafios de gestão de talento surgem imediatamente a seguir (38%), enquanto 37% referem a implementação e impacto da inteligência artificial como uma das maiores pressões atuais. O estudo indica também que 75% dos CEOs encontram maior apoio nas suas equipas executivas e 43% nos seus pares.
“Os resultados desta edição do The CEO Response revelam um paradoxo interessante: apesar de 72% dos líderes anteciparem desafios para o crescimento global, quase todos reconhecem oportunidades reais para gerar impacto positivo“, afirma Jorge Valadas, responsável pelo escritório da Egon Zehnder em Portugal, em comunicado. Refere ainda que “estamos perante uma geração de CEO que encara a disrupção como uma constante e que está a transformar a forma de liderar – mais pragmática, mais colaborativa e mais orientada para o impacto sustentável das suas decisões”.
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