No dia 28 de outubro a Cegoc fez a apresentação oficial da sua Escola de Coaching Executivo, num evento denominado de Open Day: Evocar a Excelência nos Outros.
Mário Ceitil, coordenador da Escola de Coaching Executivo, afirmou que “a sua preocupação foi a de intrepertar quais são as tendências fundamentais do coaching na modernidade e apresentar uma oferta que cubra as áreas fundamentais e principais de intervenção em coaching.”
Para celebrar o momento a Cegoc preparou 4 workshops e 1 conferência.
Na conferência estiveram presentes Jonathan Passmore e Peter Hawkins, duas figuras internacionais muito reconhecidas neste setor, do coaching e da liderança.
Jonathan Passmore, professor convidado na Universidade de Évora, foi o primeiro a intervir. Primeiro começou por definir qual a melhor maneira de definir o coaching e o que é realmente o coaching, tendo conta que na opinião do inglês existe muitas definições à volta do coaching.
Uma das definições do coaching consiste num diálogo entre um facilitador e um participante, onde o facilitador usa questões abertas e uma escuta mais ativa. O coaching já existe desde 1930 e era aplicado sobretudo na área das vendas. Vem ganhar mais importância a partir do ano 2000.
Jonathan Passmore veio apresentar as melhores maneiras de fazer coaching e quais as novas tendências. Aponta para o facto de ser fundamental conhecer o ser humano por dentro.
De seguida Peter Hawkins, professor na Henley Business School veio dar uma lufada de ar fresco sobre liderança. Na sua opinião, as organizações são mais eficazes quando as equipas responsáveis pelo sucesso da organização usam o expoente máximo das suas capacidades.
A liderança, segundo o autor, está nas relações e não nos indivíduos. E por estar concentrado nas relações é que um líder não deve simplesmente entregar tarefas em separado e deve tratar todos os colaborados por mais diferentes que sejam como um todo.
O Inforh falou com o Coordenador da Escola de Coaching Executivo, Mário Ceitil, para saber mais sobre esta escola:
Qual o objetivo da criação da Escola de Coaching Executivo?
A Escola de Coaching Executivo corresponde ao lançamento em Portugal de uma extensão da Escola de Coaching Executivo do Grupo Cegos, já anteriormente apresentada em Espanha e em França. O objetivo da Escola é apresentar uma oferta diversificada de serviços de coaching, que abrange quatro domínios de intervenção:
1- Formação para a Certificação de Coaches Profissionais, um conjunto de cursos reconhecidos pela ICF e serviços de Mentoring e Supervisão de coaches, para efeitos de obtenção ou renovação de credenciais de coaches profissionais (ACC, PCC e MCC);
2- Processos de Coaching para Pessoas e Equipas, através de uma equipa de coaches profissionais, com ampla e diversificada experiência em contexto organizacional, para a realização e acompanhamento de processos em Executive Coaching, Performance Coaching e Team Coaching;
3- Desenvolvimento de Competências de Coaching para Gestores e Líderes, que consiste em programas de intervenção e ações de formação nas áreas de Promover e expandir uma Cultura de Coaching nas Organizações e Usar as Ferramentas de Coaching nas Práticas de Liderança;
4- Psicometria em Coaching, domínio de intervenção em que a equipa de Testes Psicológicos da cegoc apoia a Escola na disponibilização de ferramentas de assessment para serem utilizadas em processos de Coaching.
Qual o seu público-alvo?
A ECE apresenta serviços para públicos/alvo diferentes: Pessoas que querem obter certificação como coaches profissionais e a credenciação ICF, Gestores e Líderes que pretendem obter formação na utilização das ferramentas de coaching e, de um modo geral, todas as pessoas e equipas que pretendam envolver-se em processos de coaching para promover o desenvolvimento das suas competências pessoais e profissionais.
Porquê a aposta em Portugal?
Portugal integra um dos grupos de países considerados estratégicos do grupo Cegos, desenvolvimento práticas de coaching com os seus clientes, desde há alguns anos, sem, todavia, ter tido uma proposta integrada e estruturada deste tipo de serviços. Embora algo tardiamente em relação a outros operadores, a Cegoc apresenta agora uma proposta integrada e completa, cobrindo todas as necessidades dos cliente atuais e potenciais dos serviços de coaching em contexto organizacional.
Quais as lacunas que a Escola de Coaching Executivo pretende preencher a nível empresarial?
A principal lacuna é justamente a inexistência em Portugal de uma unidade de intervenção que cubra todos os domínios nos serviços de coaching, e o faça de uma forma integrada e estruturada. A nossa Escola está apetrechada com todos os meios técnicos, humanos e institucionais para fornecer respostas de elevada eficácia e profissionalismo a todos os pedidos na área do Coaching em contexto organizacional.
Quais são os serviços mais pretendidos pelas empresas?
A execução de processos de coaching, sobretudo para top e middle managers e o desenvolvimento de competências de coaching para gestores e líderes.
Fazem o desenvolvimento de competências de coaching para gestores e líderes. O que para si falta aos líderes atuais?
Usando o tipo de abordagem e a “filosofia” própria do coaching, compete aos próprios coachees (Gestores e Líderes) definir justamente o que percebem que lhe falta para atingir os objetivos que pretendem. O coaching, ao contrário da psicoterapia, por exemplo, não parte nunca do princípio de que “alguma coisa está mal”, mas sim que “tudo pode melhorar”. Neste contexto, o nosso posicionamento é que os gestores e líderes podem apetrechar-se de um mindset e de ferramentas específicas de intervenção que lhes possibilitem ter uma intervenção mais eficaz para a “evocação e expansão do melhor que existe nos outros”, de modo a melhorar a eficácia das pessoas e das equipas.
Acha que os Recursos Humanos das empresas também precisam de coaching?
Os “Recursos Humanos” são, na minha perspetiva, uma ideia abstrata. Quem “precisa” de coaching são as pessoas e as equipas, que querem ser parte ativa de projetos orientados para o desenvolvimento pessoal e profissional. Se se refere às pessoas que integram a estrutura da Função de Recursos Humanos das empresas, julgo que a vivência de um processo de coaching constituiria um fator de poderoso enriquecimento das suas competências transversais e de potenciação de uma maior capacidade e de focalização nas suas intervenções profissionais.