O início de 2025 promete trazer novos desafios e oportunidades para os gestores, especialmente no contexto das Pequenas e Médias Empresas (PME), onde a limitação de recursos exige uma gestão estratégica e focada. Nesta altura, é importante refletir sobre as tendências que irão moldar a gestão de empresas e pessoas ao longo do ano.
A Pluxee, referência mundial em soluções de benefícios extrassalariais preparou uma lista de aspetos que um gestor deve considerar para um início de ano tranquilo, de forma a garantir uma gestão estratégica, eficiente e equilibrada do mesmo.
Checklist de um gestor:
- Atentar às novas tecnologias emergentes e à sua adoção cuidada
– Avaliar o potencial de Inteligência Artificial (IA) e automação para otimizar operações e decisões baseadas em dados. Por exemplo, quando falamos de PME, a IA pode contribuir para uma utilização mais eficiente e/ou otimização dos recursos, reduzindo o tempo dispensado em tarefas e melhorando a qualidade das entregas;
– Mapear os possíveis casos de uso dentro da empresa e considerar os investimentos necessários, ponderando o retorno esperado a médio e longo prazo;
– Integrar soluções de análises preditivas que ajudem a antecipar tendências e decisões empresariais;
– Fazer uma adoção interna cuidadosa avaliando as questões de segurança de dados da empresa, criar um plano para estimular a formação dos colaboradores e ter uma pessoa ou um grupo de pessoas encarregadas pelos temas de IA dentro da empresa. - Apostar no bem-estar e na felicidade organizacional dos colaboradores
– Considerar estabelecer políticas para o trabalho híbrido como um dos meios para prover maior flexibilidade aos colaboradores, o que acaba por estimular o bem-estar e a felicidade, assegurando o cumprimento de boas práticas;
– Fornecer ferramentas adequadas para garantir a produtividade e o bem-estar dos colaboradores, tais como softwares de gestão de tarefas e comunicação, plataformas de suporte psicológico, apps de saúde e bem-estar, entre outras;
– Apostar na formação personalizada e no desenvolvimento contínuo das habilidades dos colaboradores, considerando as ambições profissionais, pontos fortes e oportunidades de melhoria individual;
– Priorizar planos de desenvolvimento de carreira que combinem a capacitação profissional com ações de promoção do bem-estar e da saúde mental, como mentorias, formações, apoio psicológico e políticas para promoção do work-life balance;
– Incentivar esse equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, promovendo um ambiente de trabalho saudável e tendo em conta as necessidades pessoais dos colaboradores através de, por exemplo, horários flexíveis, possibilidade de trabalho remoto, apoio à saúde mental, pausas regulares, férias programadas, apoio à parentalidade. - Considerar a igualdade salarial, realizando revisões regulares e alinhando as expectativas dos colaboradores com os benefícios oferecidos pela empresa, para atrair e reter talentos
– Rever as estruturas salariais, promovendo a igualdade e comparando as faixas internas e externas, para garantir equidade entre funções semelhantes e competitividade com o mercado, através de critérios claros para aumentos e ajustando-os ao custo de vida, sempre em conformidade com as obrigações legais. Considerar, ainda, as mudanças propostas pelo OE25, que prevê a dedução fiscal de 200% para aumentos salariais de trabalhadores com contrato por tempo indeterminado;
– Criar estratégias eficazes para atrair e reter talentos, especialmente em áreas-chave para o futuro da empresa. No plano de benefícios, é fundamental ouvir os colaboradores, considerando o feedback dos mesmos para compreender quais os benefícios mais valorizados por estes. Questões como a saúde mental, a flexibilidade e o apoio ao bem-estar devem ser prioridade. Benefícios financeiros, como subsídios e oportunidades de desenvolvimento, também desempenham um papel importante. - Rever o planeamento fiscal e a organização interna
– Integrar o calendário fiscal de 2025 nos planos de trabalho, garantindo o cumprimento das obrigações fiscais e evitando surpresas desagradáveis para a empresa;
– Explorar os incentivos previstos no OE2025 para a redução da carga fiscal das empresas, nomeadamente no que respeita ao novo teto máximo para a atribuição do subsídio de refeição em cartões de refeição. Para as PME, a taxa do IRC desce de 17% para 16%, com uma previsão de descida até 12,5% até 2028. Em geral, também a tributação autónoma de IRC e IRS será reduzida em 20% até 2028, diminuindo os custos fiscais adicionais para as empresas;
– Planear a gestão das férias dos colaboradores de forma eficiente e eficaz, garantindo a continuidade operacional, o cumprimento de prazos estabelecidos e o desenrolar dos trabalhos em curso. - Definir objetivos estratégicos e alinhamentos de equipa
– Estabelecer metas claras e bem definidas para as equipas, alinhando-as com os objetivos empresariais e os orçamentos detalhados. Para as atingir, é fundamental elaborar um plano, estabelecendo as prioridades de uma forma clara para toda a equipa e assegurando o foco nas ações com maior potencial de gerar um impacto positivo para o negócio;
– Considerar os custos operacionais crescentes e as prioridades estratégicas da empresa;
– Promover uma gestão de recursos eficiente e transparente, para garantir uma execução eficiente dos planos de negócio. É essencial assegurar uma comunicação fluída, constante e eficaz, por meio de reuniões regulares para acompanhar o progresso das metas individuais e promover um feedback mútuo entre líderes e colaboradores, identificando oportunidades de crescimento e desenvolvimento.
O início de cada ano exige uma abordagem estratégica que tenha em conta o conciliar da inovação tecnológica com a valorização dos colaboradores. Temas como a IA, o trabalho híbrido, a retenção de talentos e as prioridades financeiras e operacionais da empresa exigem especial atenção para transformar os desafios de 2025 numa oportunidade de crescimento e sucesso, tanto individual, quanto coletivo.
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