No passado dia 21 de abril (quinta-feira), o IIRH trouxe para os seus EncontRHos online um tema pouco recorrente – o coaching digital. Já ouviu falar? Nada mais é do que o coaching tal como o conhecemos, mas a partir de uma plataforma digital a que o utilizador pode aceder a partir de qualquer dispositivo e lugar. Um processo mais flexível e personalizado face ao coaching tradicional. Este webinar teve o apoio da CoachHub, um dos maiores players no mercado de coaching digital.
O IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos soma já 34 EncontRHos online. No passado dia 21 de abril (quinta-feira) o tema do nosso webinar incidiu no processo de coaching digital – “Coaching digital: a novidade para transformar os seus colaboradores em líderes inspiradores?” – e teve como oradores Cristina Mateus, HR Talent and Development Manager da Makro, Eliana Gialain, Senior Behavioural Scientist da CoachHub, Frederico Van Der Kellen, International Career Manager da Prime IT, e Tiago Caré, HR Director da Lactalis. A moderação do debate, que contou com o apoio da CoachHub, ficou a cargo de Vanessa Henriques, Diretora Executiva da RHmagazine.
A questão que se impõe, desde logo, é: “O que significa coaching digital e quais as diferenças relativamente ao tradicional?”. Eliana Gialain, Senior Behavioural Scientist da CoachHub, um dos maiores players no mercado de coaching digital, esclarece a audiência. O coaching digital parte da mesma base de qualidade e eficiência do formato tradicional; continua a ser um processo entre duas pessoas (o coach e o coachee), contudo é feito pela via virtual. “Principalmente, para as empresas multinacionais esta é uma diferença importante”, diz Eliana Gialain, já que possibilita a quebra de barreiras impostas pela separação geográfica. Tudo acontece a partir de uma plataforma, à qual o utilizador pode aceder de onde quiser (local e dispositivo), tendo a possibilidade de marcar as suas próprias sessões – que são ilimitadas.
“Este é um processo muito mais fácil de gerir pelos RH, pelo facto de tudo poder ser gerido através de uma só plataforma: escolha do coach, horas de sessão, nível de efetividade, número de sessões em falta, ect.”, explica a Senior Behavioural Scientist da CoachHub.
Por sua vez, o coach tradicional não possibilita esta flexibilidade.
“91% das pessoas que estão em processos de coaching digital dizem que conseguem realizar os objetivos propostos da maneira esperada”, revela Eliana Gialain.
Trata-se de um processo que facilita a aceleração de desenvolvimento de high potentials, ajudando as empresas a fazer com que os seus talentos se desenvolvam e ganhem o nível de expertise desejado, ao nível individual, mas com impacto ao nível da empresa.
Uma “dança” entre coach e coachee
Em relação aos benefícios da ferramenta para as empresas, os oradores partilham a sua experiência. Frederico Van Der Kellen, International Career Manager da Prime IT, começa por destacar a democratização associada ao coaching digital, permitindo acessibilidade generalizada ao serviço.
“O coach tem de perceber que está ali para potenciar os objetivos, as competências do coachee – aquilo que é o ‘ouro’ da pessoa. Essa dança, acordada entre ambas as partes, é muito importante”, diz Frederico Van Der Kellen.
Um dos benefícios que o coaching digital vem trazer, de acordo com o International Career Manager da Prime IT, está relacionado com as ferramentas, ações e os planos de ação utilizados – com sessões de coaching online, está disponível a funcionalidade de partilha de ecrã, que permite ao coach partilhar o plano de ação ou explicar uma dinâmica/um exercício, no momento da sessão.
No caso da PrimeIT – consultora especializada em IT, Telecom, Energia, Infraestruturas e Marketing Digital –, a empresa tem implementado programas de coaching isolados (para equipas ou indivíduos), mas também integrados (por exemplo, num programa de liderança), tendo em conta as necessidades. Em termos de regime, os programas possuem uma componente presencial e oferecem a flexibilidade da componente digital. “Se algumas pessoas não tiverem a possibilidade de estarem presentes nas sessões de coaching em formato presencial, temos a possibilidade do digital, oferecendo o mesmo grau de eficiência e de obtenção de resultados”, defende Frederico Van Der Kellen.
“91% das pessoas que estão em processos de coaching digital dizem que conseguem realizar os objetivos propostos da maneira esperada”, Eliana Gialain (CoachHub)
Também na Makro, o coaching é entendido como uma ferramenta de desenvolvimento, não só a nível individual, mas também para equipas.
“Estamos a promover o empowerment das nossas equipas, trazendo aos próprios líderes competências de coaching, para que possam ter um papel ativo nesta área e refletir, por exemplo, o que fazer entre sessões, como transferir as ferramentas de aprendizagem para o dia a dia…”, aponta Cristina Mateus, HR Talent and Development Manager.
“É fundamental entender o coaching como uma ferramenta de gestão de pessoas”, acrescenta.
Como recomendações aos profissionais de RH para a implementação do coaching digital, Cristina Mateus sugere que não se pense a curto prazo: “a grande mensagem do ponto de vista de inspiração é pensar numa lógica de futuro, como um investimento de médio-longo prazo”.
Tiago Caré, HR Director da Lactalis – empresa de produtos lácteos –, partilha igualmente com a audiência a experiência da sua empresa com o processo de coaching. Tiago Caré é apologista de um regime misto, que combine presencial e digital, e enfatiza a importância de existir uma relação de cumplicidade entre o coach e o cliente.
“O que fazemos, atualmente, é dar a possibilidade ao colaborador de optar pela versão presencial, online ou mista de coaching”, diz. “O importante é definir muito bem os objetivos para todo o processo”, refere ainda.
Como benefícios do formato digital, o HR Director da Lactalis aponta o menor custo comparativamente ao coaching tradicional, bem como a disponibilidade – “no digital, conseguimos abranger muito mais pessoas e os processos tornam-se mais rápidos. Há uma responsabilização do colaborador no seu desenvolvimento, na sua melhoria, e um compromisso em atingir os seus objetivos”.
Já a respeito dos principais erros associados ao coaching, Frederico Van Der Kellen aponta três: depositar no coaching o ónus da responsabilidade de resolver todos os desafios; esperar que o sucesso do coaching seja imediato e achar que os resultados são única e exclusivamente quantitativos – “o coaching não é formação, não é dar conselhos, é, sim, responsabilizar as pessoas a pensar de forma diferente e ajudá-las a adotar ações concretas; e alguns desses aspetos e variáveis são qualitativos”, defende.
Como assegurar o match perfeito?
Eliana Gialain explica o caminho que leva ao match coach/coachee. A CoachHub tem cerca de 3.000 coaches, com diferentes idiomas (80) e respetivos níveis. O coachee, ao aceder à plataforma pela primeira vez tem de responder a algumas questões – idioma, zona horárias, preferências, setor, etc. – e, consoante as respostas, a plataforma propõe três coaches. Caso o utilizador não fique satisfeito com as três primeiras opções, são disponibilizados mais três. “Temos um nível de menos de 5% de necessidade de troca de coach. O nosso nível de match é enorme”, conclui.
“O coaching não é formação, não é dar conselhos, é, sim, responsabilizar as pessoas a pensar de forma diferente”, Frederico Van Der Kellen (PrimeIT)
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