Das definições de “tendência” no dicionário a que mais me agrada é “impulso latente da atividade que orienta para direções que, uma vez alcançadas, propiciam normalmente prazer (psicologia)”, em total contraponto com “estilo dominante (moda)”.
Algo existe para ser transformado em benefício versus submissão. Entre estas, há também vontades, atitudes e ações, fundamental.
Na Steelcase sabemos que o workplace é uma ferramenta estratégica para promover o sucesso e a satisfação de pessoas e organizações, devendo ser desenhado para revelar e fazer fluir os impulsos que permitam alcançar o que temos de melhor em nós como pessoas e profissionais.
O trabalho transformou-se de forma radical nos últimos cinco anos. Muitas mudanças já vêm de trás, enquanto outras parecem ter acontecido todas em simultâneo. O seu tamanho e ritmo colocam-nos em territórios desconhecidos, mas se entendermos como estas afetam comportamentos, podemos criar ambientes mais resilientes que desenvolvem um sentido de comunidade e ajudam as pessoas a trabalhar melhor e sentirem-se melhor.
Quatro grandes transformações de nível macro estão a mudar fundamentalmente o trabalho, claramente tendências, e continuarão a alterar o cenário nos próximos anos. A comunicação vídeo está a substituir as interações pessoais, aumentando o sentimento de solidão.
Entrámos num “supercírculo” de adoção e utilização da IA, vivendo-se um mix de otimismo e receios. A sustentabilidade é um comprometimento global, com responsabilidades para todos. A preocupação com a saúde mental já ultrapassa a física, assistindo-se ao aumento da ansiedade e do burnout, especialmente nas novas gerações, com impacto na capacidade de darmos o melhor de nós.
Olhando para o inquérito realizado aos profissionais de RH, encontramos impactos destes fatores, a dobrar, por si e pelos outros. Carência das ferramentas necessárias, agravada pela falta de equilíbrio trabalho/vida pessoal e ausência de perspetivas de futuro, assim como pelas dificuldades em contribuir para a capacitação, retenção e captação de talento, traduzem-se nos resultados menos positivos quanto às suas compensações e ao seu futuro.
Voltemos à minha versão preferida. Temos a oportunidade de redefinir como nos relacionamos, de promover ciclos de inovação e crescimento, de ganhar flexibilidade e agilidade e sabemos que podemos criar experiências que podem moldar novos comportamentos conducentes a níveis elevados de produtividade e bem-estar.
Temos nos RH profissionais altamente qualificados e apaixonados e no workplace uma ferramenta. Façam-se tendências.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de Novembro e Dezembro de 2024
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