A mais recente geração no mercado de trabalho, a Geração Z, inclui quem nasceu entre 1997 e 2010 e traz consigo nas perspetivas e novos desafios para as empresas. A já considerada primeira geração global e nativa digital está a caminho de se tornar, ainda, a geração mais formada de sempre a trabalhar. É esperado que, em 2030, estes profissionais representem um terço da força de trabalho. Assim, é fundamental compreender o que os caracteriza, o que procuram, o que valorizam e o que defendem, para que seja possível reter o talento.
A Edenred partilhou algumas dicas que ajudam as empresas a envolver os colaboradores da Geração Z. Saiba quais são:
- Tirar partido da tecnologia – A Geração Z já nasceu num mundo conectado pela internet, onde os dispositivos fazem parte do dia-a-dia. Estes profissionais esperam que a tecnologia faça parte do seu trabalho e lhes permita executarem as suas tarefas de forma eficiente. O facto de terem uma relação muito intuitiva com a tecnologia faz com que desenvolvam expectativas mais elevadas em relação à sua utilização. Assim, as organizações devem tirar partido das potencialidades da tecnologia nos processos.
- Oferecer flexibilidade – A Geração Z está a entrar num mercado de trabalho no qual os regimes híbrido e remoto são uma realidade. O mercado é cada vez mais global e as fronteiras geográficas já não são necessariamente sinónimo de falta de oportunidades. Como tal, os profissionais desta geração tendem a defender que o seu trabalho pode ser realizado em qualquer lugar. Flexibilidade no trabalho, horários flexíveis e a possibilidade de trabalhar em regime remoto ou híbrido são aspetos muito valorizados.
- Comprometer-se com a diversidade, equidade e inclusão – A Geração Z tem em consideração o compromisso da empresa com diversidade, equidade e inclusão. Ter um ambiente de trabalho respeitador, igualitário, diverso e inclusivo é, por isso, um fator crucial para atrair talentos e potenciar o seu sentimento de pertença. Um local de trabalho diverso e inclusivo permite às empresas construir um ambiente de inovação e criatividade, melhorar a reputação global e, em última instância, gerar melhores resultados.
- Garantir planos de formação e desenvolvimento de carreira – A Geração Z olha para a formação contínua como um elemento-chave para o seu sucesso profissional. A ausência de oportunidades de desenvolvimento profissional é um dos principais motivos que leva estes trabalhadores a saírem de uma empresa. É fundamental desenhar planos de carreira que permitam aos colaboradores consolidar os seus conhecimentos, ou até adquirir novas competências que sejam relevantes para si e para a empresa.
- Construir uma cultura organizacional positiva – A maioria dos profissionais da Geração Z privilegiam trabalhar numa empresa que esteja alinhada com os seus valores. Alguns desses valores podem ser a igualdade de género e equidade salarial, a sustentabilidade, ou o work-life balance, por exemplo. Construir uma cultura organizacional que contemple estes temas de forma intrínseca, transparente e responsável é crucial para manter a Geração Z motivada e satisfeita.
- Desenvolver uma política de remuneração justa e transparente – Muitas pessoas da Geração Z atravessaram alguma instabilidade financeira durante a crise de 2008. Como tal, este é outro aspeto muito relevante para esta geração, que procura segurança financeira e uma compensação justa. Adicionalmente, estes profissionais também têm uma grande propensão para valorizar benefícios extrassalariais, em particular ligados a saúde e bem-estar. Neste tópico, o mais importante é que a empresa seja flexível.
As empesas devem conseguir adaptar-se à evolução e às características associadas à Geração Z, que está a moldar o mundo do trabalho. As estratégias implementadas terão um efeito global, promovendo a retenção e a satisfação dos profissionais de todas as gerações.
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