O “Pacto Mais e Melhores Empregos”, promovido pela Fundação José Neves, chegou às 101 empresas aderentes, ao fim de meio ano depois do seu lançamento. Em Janeiro, eram 50 grandes empresas, e, seis meses volvidos, esse universo duplica de tamanho com mais 51 entradas. Com a assinatura do Pacto, as 101 empresas comprometem-se a aumentar em 14% a contratação jovem até 2026.
Entre a centena de empresas signatárias estão nomes como a Accenture, a Bial, o ISQ, o El Corte Inglés, a Siemens, a RTP, a KPMG, a CUF, a Salvador Caetano, a TAP, a Mota-Engil, a Deloitte, a ManpowerGroup ou a Fujifilm.
O pacto destina-se a jovens até aos 29 anos e promete uma “aposta em diversos indicadores” para “garantir emprego de qualidade para jovens” e com o compromisso de, até 2026, “aumentar a percentagem de jovens com ensino superior” que ganhem, pelo menos, o mesmo que está fixado para o nível remuneratório de entrada na carreira de técnico superior – que em 2022 era de 1320 euros.
“Quando em janeiro iniciamos este pacto não foi só para fotos nos jornais. Foi com o objetivo de fazer uma mudança clara de paradigma. O que precisamos agora, e até 2026, é a melhoria destes indicadores. É melhor para os jovens, para as empresas e para o país”, afirmou Carlos Oliveira, presidente executivo da Fundação José Neves.
O presidente da República, um dos patrocinadores do “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, valorizou o esforço da Fundação José Neves e das entidades que reforçaram o seu compromisso desde janeiro ou que entraram agora. “Ao fim de seis meses, não saiu nenhum dos 50 iniciais. E entraram mais 50“, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.
“Nós estamos perante uma mundificação interna dos grupos empresariais. Um rejuvenescimento. O papel dos jovens e das mulheres significa outro país. Não podemos parar, pois esta oportunidade tem que se aproveitar até 2030. Não é só inverter a tendência, é reverter a tendência”, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa.