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mais recente relatório Talent Trends 2025, focado exclusivamente em liderança executiva, mostra que os executivos estão a redefinir as suas prioridades. Globalmente, 29% dos líderes indicam que o worklife balance é a principal preocupação, ultrapassando o salário e a progressão na carreira. Na Europa Continental, este indicador atinge os 25%.
O estudo, conduzido pela Page Executive, revela um novo paradigma de liderança, em que fatores como clareza, propósito e inclusão ganham relevância, num contexto de disrupção tecnológica e transformação profunda das expetativas sobre o trabalho.
“A clareza deixou de ser um luxo para se afirmar como um verdadeiro fator de vantagem competitiva”, afirma Anthony Thompson, CEO da Page Executive, em comunicado.
Pedro Borges Caroço, Head da Page Executive Portugal, acrescenta: “Os líderes procuram hoje contextos onde possam crescer com liberdade, equilíbrio e sentido de pertença. Cada vez mais, valorizam empresas que ofereçam flexibilidade real, propósito claro e oportunidades de impacto, tanto local como global”.
Mais de metade dos executivos afirma que rejeitaria uma promoção se esta colocasse em causa o seu bem-estar pessoal, tendência mais acentuada entre mulheres em cargos de liderança. Além disso, 60% já recorrem a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, embora 19% na Europa admitam não estar preparados devido a falta de formação e ausência de estratégia clara.
Apenas 41% dos líderes europeus dizem poder expressar-se de forma autêntica no trabalho e só 26% consideram o ambiente realmente inclusivo. Mais: 45% dos executivos europeus confiam na capacidade das suas organizações para equilibrar negócio e bem-estar dos colaboradores, ligeiramente abaixo da média global (49%).
Cinco prioridades para as organizações:
- Promover o desenvolvimento de carreira e mobilidade internacional;
- Alinhar a cultura organizacional com os valores;
- Clarificar o papel da IA na liderança;
- Liderar com intenção e transparência;
- Integrar a inclusão de forma estrutural e não simbólica.
“Reter talento de topo implica que as organizações incorporem, de forma consistente, equidade, clareza e confiança em todos os níveis da sua estrutura de liderança”, remata Rani Nandan, Diretora de Cultura Inclusiva e Impacto Social da Page Executive.
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