ASSINAR NEWSLETTER
Domingo, Novembro 1, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Gestão ineficiente das escolas públicas contribui para a falta de professores explica o EDULOG

IIRH Por IIRH
26 de Fevereiro, 2025
em TENDÊNCIAS RH
0
Gestão ineficiente das escolas públicas contribui para a falta de professores explica o EDULOG
11
Partilhas
119
Visualizações

O novo estudo do EDULOG, o think tank para a Educação da Fundação Belmiro de Azevedo, conclui que a ineficiência na gestão dos recursos humanos pode estar na origem de uma maior necessidade de professores no sistema de ensino público português.

O trabalho de investigação ‘Necessidades de Professores: deficit ou ineficiência na gestão da oferta de ensino?’, hoje divulgado ao público, vem analisar a gestão da rede de oferta escolar, a organização dos tempos escolares, o rácio alunos/professor e a maneira como são constituídas as turmas, concluindo que a falta de professores que se verifica atualmente decorre, em parte, da ineficiência destes processos.

Depois de lançar dois estudos onde fez um retrato do cenário de falta de professores em Portugal e onde projetou a evolução desta problemática nos próximos anos, o EDULOG apresenta agora alguns dos fatores que poderão justificar o deficit de professores nas escolas públicas.

A começar pela organização da rede de ofertas escolares, onde existe uma elevada discrepância na distribuição dos alunos. Segundo os resultados divulgados, cerca de 40% das escolas de Portugal continental têm menos de 15 alunos e 26% têm menos de 10 alunos, distribuídos pelos diferentes anos dos ciclos de escolaridade.

No caso do 3º ciclo do Ensino Básico, em particular, identifica-se uma tendência para o aumento do número de escolas com menos de 15 alunos – nomeadamente cinco alunos por ano de escolaridade – decorrente da quebra demográfica registada na maior parte das regiões do Continente.

Relativamente ao Ensino Secundário, o cenário é ainda mais alarmante, com cerca de 50% das ofertas de cursos profissionais das escolas públicas a registarem menos de 15 alunos, o que representa um desperdício de recursos, sobretudo de professores e de dinheiros públicos.

Como resposta a este desafio, o EDULOG recomenda uma melhor organização e a observância do critério da complementaridade entre escolas do mesmo município ou no conjunto de municípios vizinhos, assim como a integração dos 1º e 2º ciclos num único ciclo correspondente ao Ensino Primário – tal como acontece noutros países – de modo a atenuar a dispersão da oferta de ensino.

Por outro lado, a proporção entre os alunos matriculados e o número de docentes existentes no ensino público é também apontada como um dos desafios com impacto na atual necessidade de professores.

Segundo releva o EDULOG, nos últimos 10 anos (entre 2014 e 2023), o sistema de ensino perdeu cerca de 117 mil alunos e ganhou mais de 9 mil docentes, um cenário que criou desequilíbrios na proporção entre o número de alunos matriculados e o número de docentes do ensino público.

À exceção do Pré-escolar, que registou um ligeiro aumento, todos os restantes níveis de ensino obtiveram quebras no número de alunos matriculados, tendo os 1º e 3º ciclos e Secundário verificado aumento do número de docentes.

Quando comparado com a realidade de outros países, o sistema de ensino português demonstra estar numa situação aparentemente favorável nos 1º e 2º ciclos, onde se regista um rácio de um docente para 12 alunos, mas altamente desregulada no 3º ciclo e no ensino Secundário – tanto nos cursos científico-humanísticos, como nos cursos profissionais – onde se alcança uma relação de um docente para cada 8 a 9 alunos.

Este desajustamento da oferta de ensino à evolução demográfica pode ser explicado, de acordo com o EDULOG, pelo excesso de oferta e/ou pela ineficiência na gestão da rede escolar. Os números revelam, por exemplo, que nos ensinos Pré-escolar e Básico (1º, 2º e 3º ciclos) cerca de 30% das turmas não respeitam o número mínimo de alunos por turma estipulado por lei, sendo a dimensão média do total das turmas de 20 alunos.

No caso do Secundário, essa proporção vai dos 30% nos cursos científico-tecnológicos, aos 79% nos cursos profissionais.

Outro dos pontos de análise do estudo do EDULOG prende-se com a forma como são formadas as turmas.

Aqui o think tank aponta para um desalinhamento significativo entre as normas e critérios definidos pelo Ministério da Educação para a constituição de turmas e a realidade existente, particularmente na constituição de turmas dos Cursos Profissionais que, hoje, apresentam muitas vezes um número de alunos por turma inferior ao mínimo legal, muito devido ao aumento progressivo da oferta de ensino.

Para solucionar este problema, o EDULOG aponta para um maior rigor na validação das turmas, como forma de suprir as necessidades de docentes a curto e médio prazo, período indispensável para que outras medidas – como o aumento do número de alunos a frequentar cursos de formação de professores – possam atenuar o deficit estimado até ao final desta década.

Outra medida importante relaciona-se com a necessidade de uma maior cooperação e complementaridade na oferta de cursos entre escolas e agrupamentos de escolas, quer as situadas no mesmo concelho, quer as situadas em concelhos vizinhos que não obriguem a percorrer distâncias muito grandes.

Por fim, o EDULOG destaca ainda a organização dos tempos escolares, nomeadamente o tempo de aula, a organização dos horários semanais, as cargas horárias e o calendário anual.

Em particular, a variação dos tempos letivos das unidades curriculares, com durações entre 45, 50 e 90 minutos, cria desperdícios, sendo possível obter ganhos se todas as escolas adotassem unidades de 50 minutos – neste caso, por cada 10 mil horários de 90 minutos, poderiam libertar-se 181 horários completos.

Por outro lado, Portugal, quando comparado com outros países da OCDE, apresenta um reduzido número de dias letivos por ano, apesar do aumento verificado nos últimos anos de disciplinas lecionadas e das respetivas cargas horárias, para os diferentes ciclos de ensino, com especial destaque para o ensino de nível secundário.

Neste contexto, o EDULOG destaca como ajustes necessários, além da generalização das aulas de 50 minutos, soluções como: a uniformização do tempo escolar obrigatório que não vá além das 25 horas; uma ligeira alteração ao calendário escolar, permitindo começar um pouco mais cedo e terminar um pouco mais tarde, como forma de aliviar as cargas horárias previstas nas matrizes curriculares; compensar o aumento anual de horas letivas resultante do ponto anterior, com um alívio de algumas cargas horárias semanais das disciplinas cuja soma ultrapasse as 25 horas obrigatórias.

Perante estes resultados, David Justino, membro do Conselho Consultivo do EDULOG e autor do estudo, revela que “já não basta olhar para a problemática da necessidade de professores apenas na ótica da atratividade da profissão docente e, consequentemente, da crescente dificuldade de substituição de gerações de professores. Agora, o que este novo estudo nos vem demonstrar é que o problema é sistémico, e que a resposta terá de passar, também, pela criação de mecanismos que permitam rentabilizar de uma forma mais eficiente os recursos humanos. Precisamos, por isso, de um modelo de gestão da escola pública muito mais uniformizado e eficiente, medida que deve ser complementada por uma maior aposta na formação de professores – sobretudo nas áreas do conhecimento mais críticas –, assim como pela criação de melhores condições de trabalho e progressão para a carreira docente, por forma a minimizar o impacto da falta de professores”.

Autor do estudo: David Justino

Veja o PDF do estudo completo aqui e dashboard com os principais dados.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre EducaçãoEDULOGGestãoEscolarProfessoresRecursosHumanos
Notícia anterior

Crónica: (re)pensar a parceria com o negócio por Catarina João Morgado

Notícia seguinte

EmbarkFlex da WTW: A flexibilidade nos benefícios como resposta às ambições contraditórias do mercado de trabalho

Recomendamos

Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que podem decidir uma contratação

30 de Outubro, 2026
Longevidade: há vida profissional depois dos 50. E as empresas, estão preparadas?

As empresas preocupam-se com o talento de amanhã. E quem prepara a reforma do talento de hoje?

28 de Outubro, 2026
Portugal é campeão europeu a valorizar benefícios. Mas há um problema que as empresas não podem ignorar

Portugal é campeão europeu a valorizar benefícios. Mas há um problema que as empresas não podem ignorar

28 de Outubro, 2026
De que serve oferecer um benefício se os trabalhadores não o querem utilizar?

De que serve oferecer um benefício se os trabalhadores não o querem utilizar?

27 de Outubro, 2026
Há dois tipos de profissionais a ganhar terreno nos RH. Em qual deles se encaixa?

Há dois tipos de profissionais a ganhar terreno nos RH. Em qual deles se encaixa?

23 de Outubro, 2026
Mercado de escritórios em risco com a IA? Lisboa prova que não é bem assim

Despedir hoje para poupar amanhã? A IA pode trocar as voltas às empresas

23 de Outubro, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
EmbarkFlex da WTW: A Flexibilidade nos Benefícios como Resposta às Ambições Contraditórias do Mercado de Trabalho

EmbarkFlex da WTW: A flexibilidade nos benefícios como resposta às ambições contraditórias do mercado de trabalho

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

12 de Outubro, 2026
Coverflex prevê subida nos custos dos seguros de saúde das empresas em Portugal

O seu salário líquido vai aumentar em novembro. Simule aqui quanto vai receber a mais com a descida de 50% do IRS

21 de Outubro, 2026
Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que podem decidir uma contratação

30 de Outubro, 2026
Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

30 de Outubro, 2026

Opinião Este artigo Filipa Gameiro, LLH | DBM Portugal. O elo esquecido: os gestores intermédios na transformação organizacional

30 de Outubro, 2026

Agenda de Eventos

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 4
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: People Analytics Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

21 de Outubro, 2026
Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

13 de Outubro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');