ASSINAR NEWSLETTER
Quinta-feira, Setembro 17, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Gestão ineficiente das escolas públicas contribui para a falta de professores explica o EDULOG

IIRH Por IIRH
26 de Fevereiro, 2025
em TENDÊNCIAS RH
0
Gestão ineficiente das escolas públicas contribui para a falta de professores explica o EDULOG
11
Partilhas
117
Visualizações

O novo estudo do EDULOG, o think tank para a Educação da Fundação Belmiro de Azevedo, conclui que a ineficiência na gestão dos recursos humanos pode estar na origem de uma maior necessidade de professores no sistema de ensino público português.

O trabalho de investigação ‘Necessidades de Professores: deficit ou ineficiência na gestão da oferta de ensino?’, hoje divulgado ao público, vem analisar a gestão da rede de oferta escolar, a organização dos tempos escolares, o rácio alunos/professor e a maneira como são constituídas as turmas, concluindo que a falta de professores que se verifica atualmente decorre, em parte, da ineficiência destes processos.

Depois de lançar dois estudos onde fez um retrato do cenário de falta de professores em Portugal e onde projetou a evolução desta problemática nos próximos anos, o EDULOG apresenta agora alguns dos fatores que poderão justificar o deficit de professores nas escolas públicas.

A começar pela organização da rede de ofertas escolares, onde existe uma elevada discrepância na distribuição dos alunos. Segundo os resultados divulgados, cerca de 40% das escolas de Portugal continental têm menos de 15 alunos e 26% têm menos de 10 alunos, distribuídos pelos diferentes anos dos ciclos de escolaridade.

No caso do 3º ciclo do Ensino Básico, em particular, identifica-se uma tendência para o aumento do número de escolas com menos de 15 alunos – nomeadamente cinco alunos por ano de escolaridade – decorrente da quebra demográfica registada na maior parte das regiões do Continente.

Relativamente ao Ensino Secundário, o cenário é ainda mais alarmante, com cerca de 50% das ofertas de cursos profissionais das escolas públicas a registarem menos de 15 alunos, o que representa um desperdício de recursos, sobretudo de professores e de dinheiros públicos.

Como resposta a este desafio, o EDULOG recomenda uma melhor organização e a observância do critério da complementaridade entre escolas do mesmo município ou no conjunto de municípios vizinhos, assim como a integração dos 1º e 2º ciclos num único ciclo correspondente ao Ensino Primário – tal como acontece noutros países – de modo a atenuar a dispersão da oferta de ensino.

Por outro lado, a proporção entre os alunos matriculados e o número de docentes existentes no ensino público é também apontada como um dos desafios com impacto na atual necessidade de professores.

Segundo releva o EDULOG, nos últimos 10 anos (entre 2014 e 2023), o sistema de ensino perdeu cerca de 117 mil alunos e ganhou mais de 9 mil docentes, um cenário que criou desequilíbrios na proporção entre o número de alunos matriculados e o número de docentes do ensino público.

À exceção do Pré-escolar, que registou um ligeiro aumento, todos os restantes níveis de ensino obtiveram quebras no número de alunos matriculados, tendo os 1º e 3º ciclos e Secundário verificado aumento do número de docentes.

Quando comparado com a realidade de outros países, o sistema de ensino português demonstra estar numa situação aparentemente favorável nos 1º e 2º ciclos, onde se regista um rácio de um docente para 12 alunos, mas altamente desregulada no 3º ciclo e no ensino Secundário – tanto nos cursos científico-humanísticos, como nos cursos profissionais – onde se alcança uma relação de um docente para cada 8 a 9 alunos.

Este desajustamento da oferta de ensino à evolução demográfica pode ser explicado, de acordo com o EDULOG, pelo excesso de oferta e/ou pela ineficiência na gestão da rede escolar. Os números revelam, por exemplo, que nos ensinos Pré-escolar e Básico (1º, 2º e 3º ciclos) cerca de 30% das turmas não respeitam o número mínimo de alunos por turma estipulado por lei, sendo a dimensão média do total das turmas de 20 alunos.

No caso do Secundário, essa proporção vai dos 30% nos cursos científico-tecnológicos, aos 79% nos cursos profissionais.

Outro dos pontos de análise do estudo do EDULOG prende-se com a forma como são formadas as turmas.

Aqui o think tank aponta para um desalinhamento significativo entre as normas e critérios definidos pelo Ministério da Educação para a constituição de turmas e a realidade existente, particularmente na constituição de turmas dos Cursos Profissionais que, hoje, apresentam muitas vezes um número de alunos por turma inferior ao mínimo legal, muito devido ao aumento progressivo da oferta de ensino.

Para solucionar este problema, o EDULOG aponta para um maior rigor na validação das turmas, como forma de suprir as necessidades de docentes a curto e médio prazo, período indispensável para que outras medidas – como o aumento do número de alunos a frequentar cursos de formação de professores – possam atenuar o deficit estimado até ao final desta década.

Outra medida importante relaciona-se com a necessidade de uma maior cooperação e complementaridade na oferta de cursos entre escolas e agrupamentos de escolas, quer as situadas no mesmo concelho, quer as situadas em concelhos vizinhos que não obriguem a percorrer distâncias muito grandes.

Por fim, o EDULOG destaca ainda a organização dos tempos escolares, nomeadamente o tempo de aula, a organização dos horários semanais, as cargas horárias e o calendário anual.

Em particular, a variação dos tempos letivos das unidades curriculares, com durações entre 45, 50 e 90 minutos, cria desperdícios, sendo possível obter ganhos se todas as escolas adotassem unidades de 50 minutos – neste caso, por cada 10 mil horários de 90 minutos, poderiam libertar-se 181 horários completos.

Por outro lado, Portugal, quando comparado com outros países da OCDE, apresenta um reduzido número de dias letivos por ano, apesar do aumento verificado nos últimos anos de disciplinas lecionadas e das respetivas cargas horárias, para os diferentes ciclos de ensino, com especial destaque para o ensino de nível secundário.

Neste contexto, o EDULOG destaca como ajustes necessários, além da generalização das aulas de 50 minutos, soluções como: a uniformização do tempo escolar obrigatório que não vá além das 25 horas; uma ligeira alteração ao calendário escolar, permitindo começar um pouco mais cedo e terminar um pouco mais tarde, como forma de aliviar as cargas horárias previstas nas matrizes curriculares; compensar o aumento anual de horas letivas resultante do ponto anterior, com um alívio de algumas cargas horárias semanais das disciplinas cuja soma ultrapasse as 25 horas obrigatórias.

Perante estes resultados, David Justino, membro do Conselho Consultivo do EDULOG e autor do estudo, revela que “já não basta olhar para a problemática da necessidade de professores apenas na ótica da atratividade da profissão docente e, consequentemente, da crescente dificuldade de substituição de gerações de professores. Agora, o que este novo estudo nos vem demonstrar é que o problema é sistémico, e que a resposta terá de passar, também, pela criação de mecanismos que permitam rentabilizar de uma forma mais eficiente os recursos humanos. Precisamos, por isso, de um modelo de gestão da escola pública muito mais uniformizado e eficiente, medida que deve ser complementada por uma maior aposta na formação de professores – sobretudo nas áreas do conhecimento mais críticas –, assim como pela criação de melhores condições de trabalho e progressão para a carreira docente, por forma a minimizar o impacto da falta de professores”.

Autor do estudo: David Justino

Veja o PDF do estudo completo aqui e dashboard com os principais dados.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre EducaçãoEDULOGGestãoEscolarProfessoresRecursosHumanos
Notícia anterior

Crónica: (re)pensar a parceria com o negócio por Catarina João Morgado

Notícia seguinte

EmbarkFlex da WTW: A flexibilidade nos benefícios como resposta às ambições contraditórias do mercado de trabalho

Recomendamos

Mercado de escritórios em risco com a IA? Lisboa prova que não é bem assim

Na China, a IA já permite fazer mais com menos pessoas. Os tribunais começam agora a definir os limites

14 de Setembro, 2026
Quatro desafios, quatro webinars. Da saúde à transparência salarial, WTW debate o que está a mudar nas empresas

Quatro desafios, quatro webinars. Da saúde à transparência salarial, WTW debate o que está a mudar nas empresas

14 de Setembro, 2026
“A transparência salarial vai muito além de uma alteração legislativa”: o que esteve em debate no encontro do Grupo Egor

“A transparência salarial vai muito além de uma alteração legislativa”: o que esteve em debate no encontro do Grupo Egor

14 de Setembro, 2026
Marque na agenda: Clan e Câmara Municipal de Santarém juntam empresas e talento no 1.º The Talent Event

Marque na agenda: Clan e Câmara Municipal de Santarém juntam empresas e talento no 1.º The Talent Event

11 de Setembro, 2026
EU DECIDO 2026 junta diferentes gerações para discutir liderança, mudança e IA

EU DECIDO 2026 junta diferentes gerações para discutir liderança, mudança e IA

11 de Setembro, 2026
Edenred pergunta aos portugueses: onde é que vale mesmo a pena almoçar?

Edenred pergunta aos portugueses: onde é que vale mesmo a pena almoçar?

8 de Setembro, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
EmbarkFlex da WTW: A Flexibilidade nos Benefícios como Resposta às Ambições Contraditórias do Mercado de Trabalho

EmbarkFlex da WTW: A flexibilidade nos benefícios como resposta às ambições contraditórias do mercado de trabalho

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Pressão dos custos leva empresas portuguesas a rever benefícios

Novo corte do IRS chega aos salários em novembro. Fizemos as contas e há um “mas” que os RH (e trabalhadores) devem saber

16 de Setembro, 2026
Coverflex prevê subida nos custos dos seguros de saúde das empresas em Portugal

Aumentos salariais de 3,2% em 2027? Sim, mas não para todos. Passamos a explicar

7 de Setembro, 2026
RH Talk – O Paradoxo de 2026: mais tecnologia, menos energia humana?

RH Talk – O Paradoxo de 2026: mais tecnologia, menos energia humana?

25 de Junho, 2026
Entrevista a Maria Antónia Cadillón. O código define, os embaixadores fazem o resto: assim se vive a ética na Lactogal

Entrevista a Maria Antónia Cadillón. O código define, os embaixadores fazem o resto: assim se vive a ética na Lactogal

17 de Setembro, 2026
Porque saem os colaboradores e o que ainda os faz querer ficar (segundo 258 DRH)

Vai despedir-se? Não entregue a carta antes de saber isto

17 de Setembro, 2026
Licença parental. Atenção: pode estar a perder direitos por acreditar nestes quatro mitos

Licença parental. Atenção: pode estar a perder direitos por acreditar nestes quatro mitos

17 de Setembro, 2026

Agenda de Eventos

Set 19
9:00 - 19:00

EU DECIDO 2026

Set 30
9:00 - 12:30

Employer Branding by iiRH 2026

Out 1
10:00 - 11:00

Human Risk Insights Talks

Out 20
8:30 - 18:00

Global Talent Day 2026

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

LeYa inicia novo capítulo com Sofia Correia de Barros como CEO

LeYa inicia novo capítulo com Sofia Correia de Barros como CEO

7 de Setembro, 2026
Carla Sousa é a nova Business Director da Unidade de Serviços da Talenter

Carla Sousa é a nova Business Director da Unidade de Serviços da Talenter

4 de Setembro, 2026
Manuel Flahault é o novo rosto da liderança da Air France-KLM na Península Ibérica

Manuel Flahault é o novo rosto da liderança da Air France-KLM na Península Ibérica

1 de Setembro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');