Pelo oitavo ano consecutivo, o Índice da Excelência distingue as empresas que apresentam um elevado padrão de clima organizacional e se destacam como referências na área de Gestão de Pessoas, em Portugal. O estudo contou com a participação de cerca 150 organizações.
De acordo com o estudo realizado pela CEGOC e Neves de Almeida HR Consulting, em colaboração com o ISCTE Executive Education, o nível global de satisfação dos colaboradores volta a cair em 2023, pela segunda vez consecutiva nos últimos oito anos.
A quebra na satisfação global foi observada em todos os setores de atividade (com maior expressão nas áreas de Saúde e Farmacêuticas) e dimensões das organizações participantes no estudo, mantendo-se a “Excelência na Gestão de Pessoas” como a dimensão que globalmente revela as piores classificações.

“A descida do valor global de satisfação deve-se, essencialmente, à penalização que se verifica ao nível do Bem-estar, Compensação e Benefícios, representando uma descida na ordem dos 9 p.p. e 11 p.p., face à edição anterior. O que revela a grande sensibilidade a estes temas, nomeadamente em contexto de inflação e de instabilidade política”, afirma Gonçalo Amaral, Head of People & Culture Consulting da CEGOC.
Ao nível das iniciativas organizacionais, voltam a destacar-se como prioridades a Compensação e Benefícios, seguidas da Formação e Gestão de Carreiras. É de salientar que houve uma subida no ranking das ações de teambuilding, enquanto iniciativas a implementar para promover as relações interpessoais nas empresas.
Fatores de retenção de talento
O gosto pelo trabalho desenvolvido continua a ser o principal motivo para que os colaboradores se mantenham nas empresas. “A estabilidade do emprego, mantém-se no segundo lugar destes fatores, como tendência a descer se a situação de quase pleno emprego se mantiver”, esclarece Gonçalo Amaral.
A competir com os fatores de retenção mais tradicionais, temos o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, regime de trabalho flexível e a remuneração ativa.
Bem-estar dos colaboradores determina o seu nível de envolvimento e intenção de saída da organização
Além do envolvimento organizacional, o estudo analisou os índices de bem-estar dos colaboradores, identificando a pressão/tensão no trabalho e a mudança das tarefas como áreas críticas.
“Níveis mais altos de bem-estar encontram-se nas populações mais envolvidas com a organização e que níveis altos de tensão estão associados a populações classificadas como desistentes ou em risco de saída; esta tensão pode ser explicada por estes profissionais terem menos tolerância devido ao facto de não estrem tão envolvidos ou estarem menos envolvidos devido à tensão a que estão sujeito”, alerta Amaral.
É de destacar também a existência de uma relação entre a intenção de saída e os níveis de bem-estar. Notou-se que os colaboradores com maior antiguidade tendem a ter uma maior intenção de saída, seguidos pelos que têm mais qualificações académicas.
O papel da Inteligência Artificial nas organizações
De acordo com o estudo, muitas empresas veem a IA e a transformação digital como impulsionadoras de uma requalificação profissional, destacando a necessidade de desenvolvimento de novas competências. Contudo, há perspetivas distintas consoante o tamanho da organização. As empresas de médio e pequeno porte tendem a acreditar que a IA e a transformação digital vão complementar as competências existentes e levar à requalificação profissional. Por outro lado, as grandes empresas estão mais focadas no valor da análise de Big Data e reconhecem que isso pode resultar na eliminação de algumas funções.
Conheça a lista de vencedores da 8º edição do Índice de Excelência
Grandes Empresas (mais de 251 colaboradores)
1.o Lugar Grandes Empresas: Zurich Insurance Europe AG, Sucursal em Portugal
2.o Lugar Grandes Empresas: agap2IT
3.o Lugar Grandes Empresas: KCS iT
4.o Lugar Grandes Empresas: Grupo Nabeiro – Delta Cafés
5.o Lugar Grandes Empresas: Moneris
6.o Lugar Grandes Empresas: Turismo de Portugal, I.P.
7.o Lugar Grandes Empresas: Grupo Ramos Ferreira Engenharia
8.o Lugar Grandes Empresas: CUF | Hospitais e Clínicas
9.o Lugar Grandes Empresas: Shamir Optical, LDA
10.o Lugar Grandes Empresas: Bondalti
Médias Empresas (entre 51 e 250 colaboradores)
1.o Lugar Médias Empresas: CA Seguros – Companhia de Seguros de Ramos Reais, SA
2.o Lugar Médias Empresas: Samsys – Consultoria e Soluções Informáticas, Lda.
3.o Lugar Médias Empresas: Altronix – Sistemas Electrónicos, Lda
4.o Lugar Médias Empresas: team.it
5.o Lugar Médias Empresas: Quilaban – Química Laboratorial Analítica S.A
6.o Lugar Grandes Empresas: Odisseias Puras SA
7.o Lugar Grandes Empresas: TELLES
8.o Lugar Grandes Empresas: Real Vida Seguros
9.o Lugar Grandes Empresas: Cachapuz – Weighing & Logistics Systems, Lda
10.o Lugar Grandes Empresas: AEVA – Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro
Pequenas Empresas (entre 11 e 50 colaboradores)
1.o Lugar Pequenas Empresas: AMCO INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO LDA.
2.o Lugar Pequenas Empresas: B-Training Consulting
3.o Lugar Pequenas Empresas: InovaPrime
4.o Lugar Pequenas Empresas: GuestWorld Lda
5.o Lugar Pequenas Empresas: Lease Capital Lda
6.o Lugar Pequenas Empresas: Untile
7.o Lugar Pequenas Empresas: VORTAL Connecting Business
8.o Lugar Pequenas Empresas: Sysnovare – Innovative Solutions
9.o Lugar Pequenas Empresas: SMART VISION – Assessores e Auditores Estratégicos,Lda.
10.o Lugar Pequenas Empresas: Grupo SD
Vencedores por Setor