Ontem (dia 09) realizámos o 32.º EncontRHo online, no qual se refletiu sobre as tendências de compensação para 2022. O debate, que contou com o apoio da Cobee, partiu justamente da análise ao estudo realizado pela plataforma de benefícios flexíveis. Sabia que 4 em cada 10 trabalhadores não se sentem valorizados no seu trabalho? E que quase 80% das pessoas não conseguem “desligar-se” do trabalho nas horas livres? Deixamos estes e outros resultados à sua reflexão!
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ova semana, novo webinar – desta vez, o mote para a discussão foi o relatório desenvolvido pela Cobee “Tendências nos benefícios para colaboradores em 2022”, com base num inquérito aplicado, em fevereiro de 2022, a cerca de 1.000 profissionais do país, dos mais diversos setores. Para comentar os resultados, contámos com Edgar Campos, Senior Account Executive da Cobee – solução totalmente digital que permite gerir e flexibilizar os benefícios –, Rui Catarino, Mgr. Reward & Recognition and Org. Effectiveness | HR | da Vodafone, Carla Calisto, Chief People Officer da WPP, e André Gil, CEO da Bliss Applications. A moderação ficou a cargo de Cristina Martins de Barros, Managing Director do IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos.
Como primeiro insight a comentar, o stress surge como o grande protagonista da vida moderna. E os números são algo surpreendentes: 4 em cada 10 trabalhadores sentem-se pouco ou nada valorizados no seu trabalho.
A respeito desta questão André Gil, CEO da Bliss Applications – empresa de software, nascida em 2009 –, aponta a mudança de paradigma a nível laboral, com o teletrabalho e trabalho híbrido, como potencial causa deste stress aferido pelos participantes no estudo, uma vez que a comunicação e organização das empresas, bem como a própria organização interna dos colaboradores saíram afetadas. Tornou-se difícil para os trabalhadores conciliar a vida pessoal com a profissional e para as empresas estar atentas às necessidades das suas pessoas. Na Bliss Applications, André Gil aponta mesmo como principal desafio enfrentado neste contexto em que vivemos o conseguir garantir e transmitir os valores da empresa às pessoas que estão distantes e, por isso, menos ligadas aos seus colegas e ao que é a empresa. “Temos de ter uma atenção acrescida ao que está acontecer e fazer alguns ajustes”, diz.
4 em cada 10 trabalhadores sentem-se pouco ou nada valorizados no seu trabalho
Nesta linha do work-life balance e do stress, surge outro número preocupante: 77.6% dos colaboradores não conseguem evitar pensar no trabalho nas suas horas livres.
Ainda assim, Edgar Campos, Senior Account Executive da Cobee, revela que apenas 3 em cada 10 inquiridos prefere o trabalho totalmente presencial. “Portanto, apesar dos colaboradores não conseguirem desligar totalmente do trabalho na sua vida pessoal, querem continuar a ter esta flexibilidade de remote work diariamente”, aponta.
77.6% dos colaboradores não conseguem evitar pensar no trabalho nas suas horas livres
Também Carla Calisto, Chief People Officer da WPP – grupo de media e marketing –, comenta os resultados. A oradora justifica o stress com a inexistência de vida social que as pessoas vivenciaram aquando da imposição dos confinamentos obrigatórios.
Rui Catarino, Mgr. Reward & Recognition and Org. Effectiveness | HR | da Vodafone, por sua vez, defende que os modelos híbridos de trabalho serão a tendência, contudo há que saber desligar. “A tendência vai ser garantidamente os modelos híbridos, porque traz benefícios tanto para as pessoas, como para as empresas. Porém, também traz questões para uma grande parte das pessoas relacionadas com a saúde mental”, refere.
Segue-se o terceiro insight: 89% dos inquiridos acham que as empresas que oferecem benefícios preocupam-se mais com os trabalhadores. Ao nível da compensação, Edgar Campos revela um outro número interessante – 83% dos trabalhadores prefere um pacote de benefícios flexível a uma subida salarial de, por exemplo, 2.000 euros. Estes dados enfatizam a importância cada vez mais premente de as empresas procurarem ir ao encontro das necessidades dos seus colaboradores, abarcando a sua individualidade. O que é valorizado por uma pessoa poderá não ser tão valorizado por outra e as empresas devem ter isto em conta, personalizando a sua oferta.
89% dos inquiridos acham que as empresas que oferecem benefícios preocupam-se mais com os trabalhadores
Rui Catarino corrobora a importância dos benefícios flexíveis, sem esquecer que o salário base continua a ser um “driver” importante. Contudo, a preocupação das empresas não deverá assentar apenas naquilo que se oferece, mas também na forma como se oferece. A título de exemplo, o seguro de saúde é um benefício quase “standard” nas empresas, mas será que os colaboradores valorizam o mesmo tipo de seguro de saúde? As organizações deverão ser criativas e oferecer complementos que os colaboradores podem agregar a esse seguro de saúde, consoante as suas necessidades, poderá ser uma boa solução. O Mgr. Reward & Recognition and Org. Effectiveness | HR | da Vodafone sublinha ainda a importância da transparência na forma como as chefias comunicam toda a informação a respeito de compensação e benefícios.
83% dos trabalhadores prefere um pacote de benefícios flexível a uma subida salarial de, por exemplo, 2.000 euros
Quem concorda com esta ideia é Carla Calisto: “Podemos ter um benefício uniformemente atribuído aos colaboradores, mas devemos dar-lhes a possibilidade de decidirem as componentes que mais lhes interessam”.
O 32.º EncontRHo online chegou ao fim com a apresentação das tendências em compensação que adquirirão maior protagonismo a relevância no próximo ano:
– Toda a experiência do colaborador;
– Atração tecnológica;
– Flexibilidade laboral;
– Saúde mental;
– Bem-estar financeiro;
– Salário a pedido.
Para saber, ao pormenor, em que consiste cada uma destas tendências, e para ter acesso a mais dados relevantes, faça o download do estudo da Cobee!
Veja ou reveja o webinar completo, aqui!
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