O universo dos benefícios extrassalariais está em plena transformação. “Hoje, a maior competitividade no mercado de trabalho e a crescente consciência de que as organizações devem zelar pelo bem-estar dos colaboradores impulsionam todas as empresas a pensar na sua proposta de valor e a oferecer um plano de benefícios”, afirma Joana Peixoto, Chief Marketing Officer da Edenred, à RHmagazine.
Embora os benefícios clássicos – como o cartão de refeição e os vales sociais para creche e educação – continuem a dominar as preferências, explica que a “a pandemia e a entrada de uma nova geração no mercado de trabalho trouxeram um conjunto de novas necessidades”.
Qual o espetro dos clientes da Edenred: setores económicos, dimensão e natureza?
A Edenred tem um portefólio de clientes muito diversificado e transversal, abrangendo todos os setores económicos e incluindo empresas que têm desde um a milhares de colaboradores. Esta diversidade reflete a crescente importância dos benefícios extrassalariais em todos os segmentos.
Quais os setores mais expressivos?
Há alguns anos, os setores que mais investiam em planos de benefícios eram aqueles com maior escassez de talento ou políticas de RH mais robustas, como tecnologia e consultoria. Hoje, a maior competitividade no mercado de trabalho e a crescente consciência de que as organizações devem zelar pelo bem-estar dos colaboradores impulsionam todas as empresas a pensar na sua proposta de valor e a oferecer um plano de benefícios. Isso inclui setores mais tradicionais, como a indústria, no qual, por exemplo, até recentemente muitas empresas ainda preferiam disponibilizar cantinas em vez de pagar subsídio de refeição. Hoje, essas empresas são uma exceção.
Quais os benefícios mais utilizados? Quais os benefícios emergentes?
A atribuição do cartão de refeição e os vales sociais de apoio à infância (creche) e educação dos filhos (estudante) ainda são os benefícios mais comuns, até porque são também os mais conhecidos. No entanto, a pandemia e a entrada de uma nova geração no mercado de trabalho trouxeram um conjunto de novas necessidades.
Quais os benefícios emergentes?
As preocupações com a saúde – física e mental -, a procura de um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, bem como a busca pelo desenvolvimento individual, refletiram-se numa procura cada vez maior por benefícios relacionados com saúde e formação, dando ao colaborador a flexibilidade para escolher como, onde e quando quer utilizar os seus benefícios.
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