Apesar de se encontrarem na posição ideal para ajudar a impulsionar a transformação digital em toda a empresa, tendo muitos pontos de contacto com os colaboradores, apenas 3% dos gestores de RH consideram essa tarefa como uma responsabilidade sua.
Esta é a principal conclusão do estudo da Mercer, que questionou mais de 600 gestores de RH em diversas indústrias, em sete mercados europeus, sobre o progresso da transformação digital na sua empresa e o seu papel na mesma.
59% dos responsáveis de RH confirmarem que a digitalização se encontra integrada na estratégia corporativa da sua empresa, no entanto, apenas 2 em cada 5 classificam a liderança como o principal impulsionador neste processo de transformação.
O estudo aponta também a que falta de compreensão em relação ao que a transformação digital envolve está a impedir a evolução e, em última análise, a oportunidade das empresas adquirirem qualquer tipo de vantagens comerciais e competitivas.
“A maioria das empresas sabe que a transformação digital é a chave para se manterem competitivas e para a aceleração do crescimento, mas a falta de compreensão e concordância sobre o seu significado, quem é o responsável e como deverá ser feito, está a atrasar a evolução”, refere Marco Gomes, Principal da Mercer.
“Para ter sucesso, as empresas precisam de uma imagem clara do que significa esta transformação digital para todas as partes envolvidas no negócio e os líderes das empresas terão um papel fundamental na aceleração, comunicação e implementação da estratégia digital. Com a transformação já integrada na estratégia empresarial, são necessárias ações claras, para que os líderes possam agir de acordo com os melhores modelos, que melhor conduzirão ao envolvimento e à evolução”, conclui.
Os Recursos Humanos também ficam para trás quando se trata de digitalizar as suas próprias atividades: apenas 40% dos entrevistados têm uma estratégia documentada de Tecnologia de Informação de Recursos Humanos (HRTI) e somente 33% já iniciou a implementação desse tipo de processos.
“Pensar nas mudanças que a digitalização traz ao negócio e garantir que os colaboradores desenvolvem as competências necessárias para o futuro torna-se fundamental para as empresas continuarem a ser competitivas e a atrair talento”, refere Marco Gomes. A maioria das empresas entrevistadas confirmaram que estão a tirar partido dos acordos de trabalho flexível e compreendem a importância que estes têm para a retenção dos seus colaboradores.