Lisboa é agora uma cidade mais barata que anos anteriores. Segundo o estudo Custo de Vida 2015 da Mercer, Lisboa desceu 51 lugares no ranking, uma queda significativa na lista das cidades mais caras para expatriados deste ano. Anteriormente a cidade lisboeta ocupava a posição número 94 e atualmente encontra-se em 145º lugar. O que significa que, neste momento, Lisboa é das cidades menos dispendiosas para os expatriados, estando apenas a 62 posições da cidade menos dispendiosa.
Tiago Borges, Responsável de Estudos de Mercado na Mercer Ibéria comenta “Esta descida de Lisboa na lista das cidades mais caras para os expatriados deve-se à depreciação do Euro face a outras divisas globais, bem como à ainda tímida recuperação nos preços do imobiliário e a uma inflação historicamente baixa, que tem mantido os preços dos bens e serviços a um nível comparativamente mais baixo do que em outras localizações.”
Luanda, por sua vez, é das cidades mais caras pelo terceiro ano consecutivo. Embora se considere uma cidade barata para os habitantes locais, os custos dos bens importados e as condições de vida, que levam expatriados fazem com que o custo de vida da cidade aumente.De seguida, ocupam os lugares Hong Kong, capital da china (2), Zurique Alemanha (3), Singapura, Malaia(4) e Genebra, Suiça (5).
Bisqueque capital do Quirguistão (207), Windhoek capital da Namíbia (206), e Carachi, cidade mais populosa do Paquistão (205) foram contempladas como as cidades mais baratas para os expatriados.
Este estudo destina-se a ajudar empresas, bem como governos e outras entidades, a determinarem subsídios de compensação para os seus colaboradores expatriados. Nova Iorque é utilizada como cidade-base, servindo de comparação para todas as outras cidades. Deste modo, os movimentos monetários são medidos em relação ao dólar americano.
O estudo inclui 207 cidades nos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 artigos em cada local, incluindo habitação, transportes, comida, roupa, bens de uso doméstico e entretenimento.
“Alinhar a força de trabalho e as estratégias de mobilidade, assegurando que os colaboradores certos se encontram nos sítios certos, é um elemento crítico de sucesso das políticas de mobilidade internacional”, explica Diogo Alarcão. “Compensar devidamente os colaboradores em projetos internacionais é tão importante quanto dispendioso. Importa, pois, ter informação fidedigna, atualizada e detalhada para definir o pacote de remuneração certo, para a pessoa certa.
Segundo Diogo Alarcão, este facto é especialmente importante quando as empresas iniciam os seus programas de mobilidade, têm um número restrito de candidatos e o sucesso das suas operações depende em larga escala de projetos internacionais que implicam a expatriação dos seus colaboradores por períodos mais ou menos longos. É essencial que estas organizações tenham informação constantemente atualizada e transparente que lhes permita recompensar de forma justa e em linha com as exigências do mercado os colaboradores expatriados.
No caso dos EUA o custo de vida subiu, devido ao fortalecimento do dólar americano face a outras principais moedas. Nova Iorque mantém-se em 16 posição, assim como o título da cidade americana mais cara. Seguem-lhe as pisadas, Los Angeles (36), Chicago (42) e Washington DC (50). Por outro lado, Cleveland (133) e Winston Salem (157) encontravam-se entre as cidades menos caras no estudo americano para expatriados. Tiago Borges comentou “A grande ascensão das cidades dos Estados Unidos na lista deste ano decorre, inquestionavelmente, da valorização do dólar americano, quando comparado com outras
No que diz respeito à América do Sul, Buenos Aires (19) subiu 67 posições tornando-se a cidade mais dispendiosa este ano, devido a um forte aumento dos preços de bens e serviços. As cidades brasileira de São Paulo (40) e pelo Rio de Janeiro (67) são as que se seguem nesta categoria.
Tel Aviv (18) continua a ser a cidade mais cara no Médio Oriente para expatriados, seguida pelo Dubai (23), Abu Dhabi (33) e Beirut (44), as quais subiram todas na lista deste ano.
Jeddah (151) continua a ser a cidade menos cara da região, apesar de ter subido 24 lugares. “Muitas moedas no Médio Oriente estão indexadas ao dólar americano, o que conduziu à subida das cidades na lista. O aumento acentuado do aluguer de alojamento para expatriados, particularmente em Abu Dhabi e no Dubai, também contribuíram para o aumento das cidades na lista”, afirmou Tiago Borges.
Diversas cidades em África continuam a figurar como as mais caras, refletindo custos de vida e preços de bens elevados para expatriados. Luanda (1) permanece a cidade mais cara em África e globalmente, seguida por N’Djamena (10), Victória (17) e Libreville (30). Apesar de ter aumentado 5 posições, a Cidade do Cabo (200) na África do Sul continua a ser a cidade menos cara da região refletindo a fraca valorização do rand sul-africano face ao dólar americano.