Uma formação interna pretende adereçar dois aspectos: criar um valor acrescentado para a organização na gestão do seu talento e como contribuinte para o sucesso e motivação dos colaboradores. Em conjunção, estes dois fatores permitem que os colaboradores queiram fazer parte da organização durante mais tempo e se sintam mais comprometidos com a mesma.
Ao mesmo tempo que a formação profissional traz estas vantagens para as organizações, ainda contribui para a melhoria do clima organizacional, incrementa os níveis de produtividade, rentabilidade e reduz a rotatividade de colaboradores.
De acordo com um estudo do Cetelem, apenas 20% dos inquiridos afirmam ter formação frequentemente, ao passo que 49% referem que têm apenas de forma ocasional. O mesmo relatório indica que as oportunidades de desenvolvimento de carreira são escassas, principalmente para os profissionais senióres (23%).
No entanto, desde 2010, temos assistido à crescente implementação de academias internas ou formações conduzidas por profissionais externos — uma vez que a presença de uma formação de qualidade pode ser o motivo que leva os colaboradores a optarem por determinada estrutura organizacional.
No caso da Rolear S.A., empresa-mãe do Grupo Rolear, constituída em 1979, a empresa teve de se adaptar às evoluções tecnológicas do mercado, introduzindo soluções completas e personalizadas a diferentes áreas de comercialização e assistência técnica, de material elétrico e eletromecânico.

Atualmente, a empresa centraliza as suas funções na gestão de áreas como Aprovisionamento, Organização e Desenvolvimento, Financeira, Marketing, Engenharia, Promoção Imobiliária, o que permite criar novas sinergias e potenciar a otimização de recursos.
Nesse sentido, e fazendo o acompanhamento permanente destas necessidades, a Rolear acredita que uma academia de formação deve ter o papel de monitorizar aquilo que são as metodologias pedagógicas utilizadas. “É como base nisso que estruturamos e adaptamos a nossa oferta formativa, tendo em vista apresentarmos um conjunto de formações que sejam efetivamente rentáveis para quem investe em conhecimento”, explica João Ria, gestor de formação da Academia Rolear.
A Academia Rolear é uma entidade formadora certificada pela DGERT – Direcção Geral do Emprego e Relações do Trabalho – criada em 2013, especializada na formação de profissionais em áreas técnicas ou de apoio à gestão.
“A Academia Rolear realiza essencialmente formações técnicas, em áreas como as Energias Renováveis, Climatização, Refrigeração ou Eletricidade, no regime de formação interempresas”, sintetiza João Ria.
Paralelamente, a Academia Rolear também tem certificações em áreas como a Saúde e Segurança no Trabalho, Proteção de Pessoas e Bens, Tecnologias de Informação ou Gestão e Administração, que funcionam essencialmente em regime de formação intraempresa. Através disto, são desenvolvidos projetos formativos à medida das necessidades identificadas pelos parceiros do Grupo Rolear.
No entanto, a formação dos colaboradores coloca um desafio à Academia Rolear – a obrigatoriedade legal da formação através da frequência anual de um determinado número de horas. Apesar de não deixar de ser um “aspeto claramente positivo”, como refere João Ria, acarreta igualmente também um enorme desafio para quem elabora um plano de formação para os seus colaboradores.
“Esse desafio passa por apresentar formações que, para além de úteis para o desenvolvimento dos desempenhos individuais e coletivos, sejam também estimulantes, diferenciadas e inovadoras para os seus participantes. Caso contrário, a Formação corre o risco de ser encarada apenas com uma obrigatoriedade legal, com pouco valor acrescentado para empresas e colaboradores”, sublinha João Ria.
Mesmo com estes desafios, a Academia Rolear tem avaliado o impacto que as formações internas têm no desenvolvimento profissional e a aprendizagem dos seus colaboradores.

João Ria explica que a Academia Rolear tem duas formas de avaliar os resultados: uma através dos indicadores diretos da atividade da academia, onde é possível identificar trajetórias que indicam se a formação está dentro dos níveis propostos e melhorar aspetos menos conseguidos; e outra, em que avaliam a opinião dos colaboradores relativamente às formações e o impacto que as mesmas têm na aprendizagem e desenvolvimento profissional dos colaboradores.
“Em ambos os cenários estamos satisfeitos porque, ao mesmo tempo em que estamos a crescer continuamente numa média de 20% ao ano, apresentamos níveis de recomendação por parte dos nossos formandos de 95% e taxas de desistências bastante marginais”, acrescenta João Ria.
O impacto da tecnologia na formação profissional
O impacto da tecnologia na formação tem sido decisivo, como se verificou durante a pandemia. O estudo “Immersive Tech Report” da Experis revela que 74% dos profissionais consideram que a Inteligência Artificial será a tecnologia que mais impactará as suas carreiras.
“Na Academia Rolear tínhamos visto desde 2016 que o caminho da formação profissional, mesmo em áreas técnicas, teria obrigatoriamente de passar pela aposta na formação à distância. Não como substituto, mas sim como complemento à clássica formação presencial”, afirma João Ria.
Porém, como refere o gestor, cabe às entidades formadoras saber aproveitar da melhor forma a tecnologia e não encará-la como a solução para todas as situações.
A tecnologia é, para João Ria, mais uma ferramenta que uma academia de formação deve dispor para concretizar os propósitos e não o fim em si. “Há que sofisticá-la constantemente, mas há também que saber viver sem o seu recurso permanente”, conclui.
Tal como outras academias de formação internas, a Academia Rolear assegura mensalmente formações presenciais e à distância. A empresa dá aos colaboradores internos a oportunidade de desenvolver o seu conhecimento prático e teórico nas áreas de Energias Renováveis, Climatização, Refrigeração ou Eletricidade, em regime de formação interempresas.