Nas pequenas e médias empresas portuguesas, muitos profissionais chegam a cargos de gestão pelas suas competências técnicas, mas não estão preparados para liderar pessoas. Um estudo da Factorial, intitulado “Pobres Managers”, revela que a sobrecarga operacional e a falta de tempo para liderar estão a comprometer o crescimento das equipas e o desempenho das organizações.
Como refere Jordi Romero, CEO da Factorial, em comunicado, “os termos manager e líder têm significados completamente diferentes. Manager é um título que alguém recebe. É algo no papel, é contratual. Mas líder é menos tangível. Pode referir-se a qualquer pessoa que inspire e tenha impacto nas outras pessoas e isso é algo que se conquista”.
O estudo Pobres Managers evidencia que muitos gestores querem liderar, mas estão atolados em tarefas administrativas e operacionais: 46% do tempo dos gestores é consumido por tarefas manuais que poderiam ser automatizadas. Além disso, sete horas por semana são gastas em confirmações e verificações de informação em diferentes plataformas.
Quase metade dos gestores já viu a empresa perder dinheiro devido a decisões tomadas sem dados atualizados e mais de 40% dos projetos falham nas PMEs por falta de organização, obrigando os gestores a viver em modo reativo em vez de planear.
O estudo mostra ainda o impacto fora do escritório: 72% dos gestores sentem o stress do trabalho refletido na vida pessoal e 86% afirmam que a carga de trabalho os impede de criar relações fortes com as suas equipas. Horas extra acumulam-se, muitas vezes sem registo nem compensação, minando a presença essencial de um líder.
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Eu diria que sem 100% das bigcap ainda pior