Medir a felicidade nas organizações foi, em 2011, uma ideia disruptiva. Quinze anos depois, o Happiness Works assinala o percurso com um evento centrado no impacto e nos desafios futuros. É já este sábado, a 21 de março, que a Lisbon Digital Schoole recebe, em Oeiras, o Happinêss, uma iniciativa que cruza testemunhos e debate sobre bem-estar e propósito.
“Em 2011 começamos a questionar os colaboradores das empresas sobre o que significava ser um profissional feliz. E a partir da análise qualitativa e quantitativa criámos o questionário calibrado para medir a felicidade organizacional”, afirmam os cofundadores Guilhermina Vaz Monteiro e Georg Dutschke. Desde então, o Happiness Works consolidou-se como uma referência no panorama nacional, sustentado numa abordagem que cruza ciência, gestão e cultura organizacional.
“O Happiness Works/Happy Place to Work nasceu em 2011 de uma convicção simples, mas profundamente exigente: o verdadeiro desempenho das organizações não pode ser compreendido apenas através de indicadores financeiros ou operacionais“, sublinham. Acrescentam ainda que “era necessário medir, com rigor científico, aquilo que sustenta o trabalho humano, a cultura e a liderança – felicidade, confiança, bem-estar, propósito e qualidade das relações organizacionais”.
O balanço faz-se em números e em influência. “Milhares de pessoas ouvidas. Centenas de organizações envolvidas”, referem os responsáveis, apontando para um “património coletivo” que hoje permite compreender, com base empírica, como se constrói sustentabilidade humana e económica nas empresas.
Mais do que uma celebração, o momento assume também um caráter de responsabilidade. “Celebrar quinze anos é mais do que assinalar o tempo. É ter a coragem de olhar para trás com lucidez, reconhecer o caminho percorrido e assumir, com responsabilidade, o futuro que ainda falta construir”, defendem.
Esse futuro, sustentam, passará por uma integração mais profunda das métricas humanas na tomada de decisão. “Se os últimos anos provaram que felicidade e desempenho caminham juntos, o futuro exigirá algo ainda mais transformador: integrar métricas humanas de progresso no centro das decisões estratégicas, económicas e sociais.”
O compromisso mantém-se inalterado. “Esse continua a ser o propósito do Happiness Works. Não apenas inspirar. Medir. Compreender. Transformar.” Porque, concluem, “o verdadeiro legado não está no que já alcançámos. Está no impacto que ainda podemos criar”.
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