80% dos profissionais que estão no estrangeiro referem que no país onde estão, lhes foram reconhecidas capacidades, potencial ou conhecimentos que não eram reconhecidos ou valorizados em Portugal.
Esta é uma das conclusões do Guia do Mercado Laboral 2020 realizado pela Hays. De acordo com o relatório, quando questionados sobre os motivos que os levaram a sair do país, 25% dos inquiridos referem ainda não ter encontrado oportunidades de emprego em Portugal, 21% indicam ter recebido uma melhor oferta no estrangeiro e 15% revelam ter saído por motivos de ordem pessoal.
Portugal vs estrangeiro
Neste guia foi comparada a satisfação dos profissionais que trabalham no estrangeiro e à daqueles que trabalham em território nacional. Os profissionais no estrangeiro aparentam estar satisfeitos com a qualidade de instalações (84%), ambiente de trabalho (83%), localização geográfica da empresa (82%), projeto/função (81%) e pacote salarial (80%). Contrariamente, estão pouco satisfeitos com a perspetiva de progressão (48%), comunicação interna (40%), prémios de desempenho (37%), cultura empresarial (34%) e formação (33%).
Por outro lado, os profissionais em Portugal estão satisfeitos com a localização da empresa (79%), horários (76%), qualidade das instalações (75%), situação contratual (75%) e ambiente de trabalho (72%). Como oposição, estão insatisfeitos com perspetivas de progressão de carreira (74%), prémios de desempenho (71%), comunicação interna (62%), pacote salarial (62%) e formação (61%).
Apenas 35% dos profissionais estão disponíveis para trabalhar no estrangeiro atualmente
É a menor taxa de disponibilidade, por parte dos profissionais, para trabalhar no estrangeiro, desde 2010. “Sendo que em períodos de crise apontava-se para taxas entre 74% a 80% de disponibilidade para trabalhar noutro país. Estes dados vieram confirmar que Portugal está a passar por uma conjuntura bastante positiva, pois não só temos mais profissionais qualificados a viver em Portugal a querer continuar a trabalhar em Portugal, como também temos mais profissionais qualificados a viver fora de Portugal a querer regressar”, comenta Carlos Maia, regional director da Hays Portugal.
À semelhança do ano passado, no estrangeiro, encontram-se atualmente profissionais que atuam, na sua maioria, nas áreas de engenharia (19%), teicnologias de nformação (14%) e contabilidade e finanças (10%).
O retalho (50%) destaca-se como sendo o setor onde mais profissionais estão dispostos a emigrar, passando para o topo da tabela com uma subida de 8 pontos percentuais, comparativamente a 2018. De seguida, encontra-se a banca e seguros (44%), life sciences (40%), turismo e lazer (40%) e legal (39%).
A Espanha (49%), Reino Unido (38%), Alemanha e Suíça (29%) e Holanda (28%) são os destinos eleição apontados para trabalhar no estrangeiro.