Dois em cada três empresários portugueses, inquiridos pelo Kaizen Institute, acreditam que o seu volume de negócios irá crescer este ano e apenas 2% prevê que ele vá diminuir.
63% dos empresários não acreditam que Governo cumpra défice proposto em OE2017
Confiança aumenta de 10,1 em fevereiro de 2016 para 11,5
Gestores acreditam que crescimento do PIB vai ficar entre os 1 e os 1,6%
Os resultados deste estudo parecem mostrar algum otimismo por parte dos gestores cuja confiança subiu de 10,1 em fevereiro de 2016 para 11,5.
O Kaizen Institute inquiriu um painel composto por mais de 180 gestores de topo de empresas do panorama nacional, com o objetivo de aferir as motivações, apreensões e necessidades do tecido empresarial português.
Quando se fala de défice, contudo, os empresários preferem ter alguma reserva, já que 63% dos inquiridos considera que o Governo não será capaz de cumprir o défice previsto no Orçamento de Estado. Quanto ao crescimento do PIB, 79% acredita que ficará aquém da previsão do Governo de 1,6%, sendo que a maioria (72%) acha que se deverá situar entre 1 e 1,6%.
António Costa, Senior Partner do Kaizen Institute Western Europe, sublinha:
“Este ano parece trazer algum otimismo aos empresários portugueses que veem com bons olhos o crescimento do seu volume de negócios. Isso parece refletir-se no nível de confiança dos gestores que registou uma subida significativa face ao ano passado. Mesmo assim, continua alguma incerteza quanto ao futuro do País e ao défice. Quanto à grande preocupação dos empresários portugueses, trata-se da imprevisibilidade geopolítica e financeira a nível mundial.”
Quase um terço das empresas não estão preparadas para a Indústria 4.0
Com a Indústria como um todo a ser revolucionada pela tecnologia, esta parece ser uma realidade para a qual as empresas portuguesas ainda não estão totalmente despertas, com 30% dos empresários a admitirem que ainda não têm políticas específicas no âmbito da Indústria 4.0. No entanto, os outros respondentes parecem encarar este fenómeno de uma forma positiva com 22% a acreditar que conseguirão entregar mais valor ao cliente, 22% a achar que aumentarão a rentabilidade do negócio e 19% a contar com isso para acelerar o desenvolvimento de novos produtos e serviços.
A grande aposta para 2017 para as empresas deverá ser o aumento da rentabilidade do negócio, apontada por 44% dos inquiridos. A inovação também deverá ser importante para os gestores, já que 20% afirma que a sua prioridade será a criação de novos produtos e serviços e 14% procurarão novos mercados. Menos de 1% irá apostar em obter mais financiamento.
Gestores preocupados com imprevisibilidade geopolítica e financeira mundial
A imprevisibilidade geopolítica e financeira a nível mundial é a grande preocupação dos empresários portugueses, com 1 em cada 3 a apontá-la como o grande desafio para a economia nacional em 2017. Outros temas serão a consolidação do sistema bancário (23%) e o aumento do investimento (20%).
Empresas alheias a startups
O crescimento de novas startups parece não afetar a estratégia das empresas, já que mais de metade (56%) afirma ter um caminho de inovação bem definido e independente das startups que possam surgir. Apenas 7% das empresas pondera adquirir startups, caso isso lhes permita acelerar o seu processo de inovação. Mesmo assim, 19% pondera usá-las como fornecedores, assim que estas se estabilizem, e 18% admite criar ou participar em incubadoras ou programas de aceleração.
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