Em 1965, Larry Wilson fundou a Wilson Learning com a noção de que, as pessoas deviam procurar o desempenho com auto-realização. Meio século depois, o seu legado mantêm-se como fundamento base da Wilson e dos nossos clientes, num testemunho à resiliência e ideais do nosso fundador.
De acordo com Tom Roth, Chief Operating Officer of Wilson Learning Worldwide, “Como especialistas em formação nos últimos 50 anos, a nossa procura por inovação é constante. O nosso compromisso tem sido, criar soluções formativas que correspondam às necessidades de melhoria de desenvolvimento humano e possibilitem uma aprendizagem transformacional focada, reforçada e sustentável. Isto só é possível por estarmos na vanguarda das melhores práticas formativas que correspondam às necessidades crescentes de uma aprendizagem contínua de todos colaboradores de uma organização, independentemente do local do mundo onde estejam. Estamos honrados da nossa cooperação com tantos clientes distintos nos últimos 50 anos. As soluções e resultados excepcionais atingidos pelos nossos clientes com o nosso apoio, são o melhor exemplo da qualidade, inovação e compromisso que nos mantém no topo da área formativa, no último meio século.”
Numa área que tem sofrido grandes transformações ao longo dos anos, a Wilson Learning é uma das poucas organizações especializadas em soluções formativas que tem acompanhado a evolução com desenvolvimento de novos processos, soluções e abordagens que correspondam às necessidades das organizações. As muitas e variadas soluções formativas começaram com filmes e vídeo, guiões, vídeo, discos interactivos entre outras soluções electrónicas revolucionárias no seu tempo. Ao longo dos anos têm evoluído para os mais recentes avanços tecnológicos tais como soluções “blended learning” aplicando uma forte abordagem de aprendizagem continua utilizando os último desenvolvimentos sobre a transferência de aprendizagem.
As celebrações destes 50 anos irão decorrer ao longo do ano e começarm em maio nos E.U.A na ATD – International Conference and Exposition a decorrer na cidade de Orlando, na Florida.
Leia a entrevista publicada na RHmagazine de maio/junho a:
Samantha North – managing director da Wilson Learning Europa:
Num mundo em crise e em permanente desatualização do conhecimento, que espaço é que acha que ainda existe para a formação tradicional (presencial em sala)?
Várias décadas de estudos demonstram que o treino presencial é a experiência ótima quando se pretende efetuar a transferência da aprendizagem para o contexto de trabalho. O conhecimento pode mudar com frequência, mas a abordagem mantém-se a mesma. Por exemplo, o eLearning tem inclusivamente gerado uma crescente necessidade do treino presencial, permitindo aos participantes praticar num ambiente seguro as novas competências que aprenderam online. Na realidade, “mais importante do que o que aprendemos, é o que colocamos em prática”.
Na sua opinião, o eLearning conseguiu afirmar-se como uma opção de formação credível ou foi uma moda que já passou?
O eLearning vai ser sempre a opção mais equilibrada em termos de custo e eficácia para a transferência do conhecimento. Na minha opinião, o eLearning terá sempre um lugar porém o seu foco de atuação deve centrar-se mais em treino técnico, de produto ou serviço e menos no desenvolvimento de soft skills. Se por um lado, o eLearning pode ser eficazmente usado para o desenvolvimento de competências e reforço de competências, não pode ser o substituto da aplicação e prática em tempo real. Ao longo dos anos o eLearning tem sido uma vantagem significativa à medida que procuramos reforçar a aprendizagem, pois estamos a usar a tecnologia adaptada à forma como as pessoas gostam de aprender, aumentando o rácio e longevidade da transferência do conhecimento. Uma abordagem blended à aprendizagem assegura que entregamos da forma como os participantes querem e se sentem mais confortáveis. Essa será sempre a melhor solução.
Qual o impacto que os MOOC (Massive Open Online Courses) vão ter no mundo do trabalho, ao permitirem o acesso livre a uma diversidade de conteúdos de qualidade internacional fornecida pelas Universidades?
A informação rodeia-nos durante todo o dia. Os MOOC são ótimos pois inspiram as pessoas a aprender, e esse é sem dúvida o seu objetivo. Porém acredito que não possam ser vistos como um substituto dos métodos de aprendizagem tradicionais.
Sabemos que a predisposição para a aprendizagem é um dos principais fatores que aumentar a transferência do conhecimento, e nesse contexto as iniciativas de envolvimento dos participantes fazem toda a diferença (sejam emails com trabalhos preparatórios ou outras comunicações e peças de formação que promovam a continuidade da aprendizagem). Os MOOC fornecem conteúdo mas sem contexto. A verdadeira aprendizagem advém do contexto, que tem obrigatoriamente de ser orientado, pelas chefias e pelos objetivos estratégicos da organização.
Qual será a grande tendência na área da formação que afetará o mundo do trabalho até 2020?
Independentemente das tendências daqui a 5 anos, sem sombra de dúvida que a transferência da aprendizagem será o grande foco, juntamente com formas de assegurar a máxima retenção do conhecimento e a prática de competências, desde o momento em que o participante sai da “sala-de-aula” até que entra no seu contexto profissional.
É interessante ver que muitas escolas, faculdades e universidades já estão a praticar a arte de “flip learning”, ou seja:
1. a transmissão de informação/ conteúdo ocorre fora da sala-de-aula,
2. a sala-de-aula foca-se nas atividades de aprendizagem, no role-play e na prática
3. os estudantes realizam trabalhos e atividades preparatórios e pos aula, para tirarem o máximo proveito do momento presencial.
Isto não é algo novo, os peritos de formação e desenvolvimento têm já dirigido as suas iniciativas neste sentido. Mas em breve veremos um processo bem definido para otimizar a Transferência da Aprendizagem, especialmente para os públicos mais jovens.