Mais de metade dos portugueses possuem competências digitais básicas, no entanto, uma disparidade significativa é observada entre os que possuem ensino superior e os que têm pouca ou nenhuma educação formal, ou níveis muito baixos de escolaridade.
Os dados divulgados, esta quinta-feira, no relatório “Digital skills in 2023: impact of education and age”, apontam que 55% dos indivíduos com 16 a 74 anos tinha, pelo menos, competências digitais básicas. O gabinete de estatísticas identificou disparidades significativas entre os países membros, variando de 83% nos Países Baixos e, apenas, 28% na Roménia.
Os dados também evidenciam uma correlação entre idade e competências digitais. Grupos etários mais jovens, entre 16 e 44 anos, tendem a possuir uma proporção maior de indivíduos com competências digitais básicas em comparação com os grupos etários mais avançados. Além disso, constatou-se que mais mulheres possuíam essas competências nos grupos etários mais jovens, enquanto a disparidade de género aumentava entre os grupos etários mais velhos, com os homens apresentando taxas mais altas.
Em Portugal, 55,97% dos indivíduos possuem competências digitais básicas, ultrapassando a média comunitária mencionada anteriormente. O país ocupa a 17.ª posição na tabela comunitária.
Entre aqueles com ensino superior, 88,72% detêm as competências em questão, colocando o país em sexto lugar no ranking europeu. Por outro lado, entre os portugueses com baixos níveis de educação ou sem formação formal, apenas 23,16% possuem competências digitais básicas no ano corrente, o que posiciona Portugal mais próximo do fundo da tabela europeia.
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