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mudança começou onde seria mais difícil ignorá-la. A DECO PROteste percebeu que não podia empoderar o consumidor do futuro com formas de trabalhar do passado. A procura de informação mudou, as respostas têm de ser mais rápidas e personalizadas e a fronteira entre canais físicos e digitais praticamente desapareceu. A tecnologia veio acelerar esta transformação, alterando processos, profissões e modelos de negócio.
Para a organização, acompanhar esta nova realidade implica repensar também a forma como trabalha. “Se o consumidor mudou e nós queremos continuar ao seu lado, temos que mudar também”, afirma Rita Viegas, Talent, Change L&D Leader da DECO PROteste, à RHmagazine.

A transformação deixou, por isso, de ser apenas uma questão de negócio ou tecnologia. É também uma questão de pessoas: das competências que desenvolvem à autonomia que têm, à forma como os líderes lideram e à experiência que encontram dentro da organização.
A DECO PROteste não está, no entanto, a começar de novo. Há mais de três décadas de história, um propósito claro e três valores que continuam a servir de bússola: independência, credibilidade e proximidade. “O objetivo nunca foi transformar a DECO PROteste noutra organização. Estamos a preservar o ‘porquê’ e a questionar o ‘como’”, esclarece Rita Viegas.
A independência continua a passar pela coragem, isenção e rigor, mas também pela capacidade de questionar o status quo. A credibilidade mantém a exigência de consistência e qualidade, agora acompanhada pela rapidez e pela antecipação. E a proximidade, além da relação com consumidores e colaboradores, passa por uma maior capacidade de trabalhar em conjunto, dentro e fora da organização.
Porém, nada disto acontece apenas através de novos processos. A transformação tem sido acompanhada por comunicação e escuta, num exercício que obriga a explicar decisões, recolher feedback e, quando necessário, voltar atrás. “Quando esse alinhamento não acontece, temos de voltar a escutar”, diz Rita Viegas.

O trabalho que a IA criou
Uma das mudanças mais visíveis está na forma como a DECO PROteste entrega aquilo que sempre esteve no centro da sua missão: conhecimento. O Ollie, o assistente de IA da organização, introduz uma nova porta de entrada para essa informação, através de uma experiência conversacional que aproxima o conhecimento do modo como os consumidores hoje procuram respostas.
Mas há uma pergunta que a chegada da IA torna impossível adiar: quem vai fazer o trabalho que ainda ontem não existia? Na DECO PROteste, parte da resposta pode estar em quem já conhece a organização por dentro.
A reorientação de profissionais para novas funções permite combinar conhecimento do negócio com competências necessárias para responder à transformação. “Poder fazê-lo não só com novos elementos na equipa, mas sobretudo com a reorientação de profissionais com bastante conhecimento da organização é uma mais-valia”, afirma Rita Viegas.
A lógica é de requalificação, mas também de antecipação. “Não é possível preparar as pessoas apenas para as funções que desempenham hoje; é preciso prepará-las para funções, desafios e tecnologias que ainda estão a emergir.” O conhecimento adquirido dentro da organização não é descartado à medida que as funções evoluem: pode ser transferido, combinado com novas competências e colocado ao serviço de um negócio diferente.
A máquina era a parte fácil…
Foi também aí que a DECO PROteste percebeu que a parte mais difícil da transformação não estava necessariamente na tecnologia. “Inicialmente, parecia que os maiores desafios estavam na tecnologia pela novidade, velocidade e carácter disruptivo (em particular da IA), mas rapidamente percebemos que a dimensão humana era a mais exigente, sendo a mais determinante e impactante no sucesso”, conta Rita Viegas.
Mudar hábitos, formas de colaboração e modelos mentais construídos ao longo de anos revelou-se mais difícil do que implementar uma nova ferramenta. E, perante essa dificuldade, “a tendência passa muitas vezes por nos refugiarmos na mudança mais obvia que é a tecnológica, na necessidade de ter mais tecnologia, procurar algo que se controle e domine”.
“Ter um propósito genuíno, facilmente compreendido pelos novos profissionais, por si só, já não chega para atrair e reter talento.”
A resposta passou por olhar para aquilo que a organização já tinha e para aquilo de que precisaria a seguir. O Digital Readiness Assessment permitiu mapear as competências existentes e orientar o desenvolvimento com maior precisão.
A ambição vai além de preparar pessoas para uma tecnologia específica. “Mais do que preparar as pessoas para uma nova ferramenta ou um novo processo, um novo produto ou modelo de negócio, o desafio passou por preparar a organização para aprender continuamente.”

Aprender a perguntar
Se a missão da DECO PROteste passa por ajudar os consumidores a tomar melhores decisões, a transformação está também a obrigar a organização a reforçar essa capacidade internamente. Pensamento crítico, curiosidade, capacidade para fazer boas perguntas, analisar informação e compreender o contexto tornamse particularmente importantes num cenário em que a IA consegue produzir respostas em segundos.
A diferença está no que acontece depois. Saber procurar informação já não chega: é preciso questionála, perceber o seu contexto e decidir o que fazer com ela. E essa responsabilidade continua a ser humana. “Não queremos apenas bons especialistas. Queremos profissionais que compreendam o impacto das suas escolhas”, afirma Rita Viegas.
A par destas competências, a DECO PROteste identifica a capacidade de adaptação como uma vantagem competitiva e coloca a aprendizagem contínua no centro da estratégia. O Skills Radar for the Future permite identificar e desenvolver as capacidades consideradas críticas para os próximos anos. Entre as prioridades estão a accountability, ownership e velocidade de execução; a literacia em IA, o comportamento digital e a fluência em dados; e o business acumen, com uma maior capacidade para compreender o mercado, os consumidores e as oportunidades de criação de valor.

Quando liderar é não ter a resposta
A transformação chega também a quem lidera. Na DECO PROteste, o modelo de Distributed Leadership procura deslocar o centro da decisão sem perder de vista quem responde pelos resultados. “Não significa diluir responsabilidade nem tornar todas as decisões coletivas. Pelo contrário, exige clareza sobre o objetivo, confiança nas pessoas e accountability pelos resultados”, explica Rita Viegas.
O papel do líder passa a ser criar o contexto para que as equipas possam agir com maior autonomia. Isso implica dar direção sem controlar cada passo, fazer perguntas em vez de antecipar todas as respostas e desenvolver a capacidade de decisão das pessoas. “O líder passa a ser alguém cuja missão é criar clareza, dando direção sem retirar autonomia.”
“Quem se junta à DECO PROteste hoje não encontra uma organização onde está tudo feito. Encontra uma empresa onde pode participar ativamente na construção do futuro.”
Esta visão está a ser consolidada no ADN de liderança da DECO PROteste, assente em nove princípios-chave. Integridade, transparência e escuta ativa, capacidade de facilitar em vez de dominar, dar o exemplo, energizar pessoas e processos, desafiar com propósito, estimular novas formas de pensar, promover clareza e conduzir através de coaching são algumas das dimensões que definem o líder que a organização procura desenvolver.
Depois da promessa, a experiência
A relação com o talento também está a mudar. Quem entra hoje na DECO PROteste chega com perguntas mais concretas: como vou aprender? Que autonomia vou ter? Que impacto poderá ter o meu trabalho? E será que aquilo que a organização diz corresponde à experiência que vou encontrar?
“Ter um propósito genuíno, facilmente compreendido pelos novos profissionais, por si só, já não chega para atrair e reter talento.” Para uma organização cuja identidade está tão ligada ao propósito, a distinção é importante. A missão pode ser o motivo para entrar, mas a experiência é que ajuda a decidir ficar. É por isso que a DECO PROteste tem procurado levar o desenvolvimento para o dia a dia, criando oportunidades de participação em projetos transversais e internacionais e aproximando o feedback da experiência concreta das pessoas.
“Já não basta apresentar um conjunto de benefícios ou uma proposta de valor bem construída. A experiência tem de confirmar a promessa, somos continuamente avaliados nesse aspeto pelas nossas pessoas.” Quem entra hoje na DECO PROteste encontra, segundo Rita Viegas, uma organização “mais aberta à experimentação e que está a mudar a maneira como encara o erro”. É também mais digital, mais colaborativa e mais consciente de que a aprendizagem já não pode ficar confinada a momentos específicos. O desenvolvimento passou a estar mais próximo do trabalho e multiplicaram-se as oportunidades de participação em projetos transversais e internacionais.
A transformação não é apresentada como um processo concluído. É uma organização a criar capacidade para continuar a mudar e que procura que essa mudança aconteça também através das pessoas que dela fazem parte. “Quem se junta à DECO PROteste hoje não encontra uma organização onde está tudo feito. Encontra uma empresa onde pode participar ativamente na construção do futuro.” “É esse o convite que hoje podemos fazer: partilhar conhecimento, trazer curiosidade e vontade de fazer a diferença criando valor para o consumidor e construir os próximos 35 anos.”
Talento em transformação
- 177 colaboradores
- 53% homens | 47% mulheres em posições de liderança
- 15 anos de antiguidade média
- 25 recrutamentos em 2025
- 30 recrutamentos previstos para 2026
- 11% de turnover
- 13 mobilidades internas no último ano
- 72% no engagement index, Climate Survey 2025
- 66% das posições de liderança preenchidas através de progressão interna
- 96% dos colaboradores em formação no último ano
A DECO PROteste oferece
- Bootcamps de IA e Prompt Engineering
- Modelo de trabalho híbrido
- Programa de wellbeing
- Benefícios flexíveis
Artigo publicado na edição n.º 1 da Employer Branding by RHmagazine
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