A taxa de desemprego desceu para 6,5% em março, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados esta quinta-feira, dia 2 de abril.
A Randstad procedeu a uma análise aos dados estatísticos do INE, do Serviço Público do Emprego Nacional (IEFP) e da Segurança Social, relativos ao mês de março de 2024.
De acordo com o organismo público de estatística, o mês de março registou uma taxa de desemprego de 6,5%, menos 0,3 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano passado. Trata-se de uma ligeira subida face à taxa de desemprego de 6,6% registada em fevereiro.
Através dos dados do INE, no mês de março verificou-se um acréscimo no número de empregados (11.700 pessoas, ou seja, +0,2%) relativamente ao mês de fevereiro. Desta forma, o número de pessoas empregadas voltou a ultrapassar 5 milhões de pessoas e continua a atingir um recorde histórico. A população ativa registou um aumento de 6.000 pessoas, o que se deve ao facto de o acréscimo da população empregada ter sido superior ao decréscimo da população desempregada. Neste sentido, a taxa de desemprego diminuiu, face ao mês anterior e também em comparação com março de 2023, ao atingir os 6,5%.
Quanto ao género, em março, 9.600 homens deixaram de estar em situação de desemprego, o que equivale a -6,1%. Relativamente às mulheres, registou-se um aumento em 2,0%, o que significa que 3.800 mulheres passaram a estar em situação de desemprego. Em termos de faixa etária, os dados mostram que no grupo dos adultos (dos 25 aos 74 anos) verificou-se uma diminuição do desemprego, com -4.900 pessoas nesta situação. Também no grupo dos jovens (dos 16 aos 24 anos) foi registada uma diminuição de 1000 pessoas desempregadas.
Os dados divulgados demonstram também que existiu um aumento de 96.000 profissionais face a março de 2023 e que a população ativa cresceu em 81.000 pessoas. Quanto ao período homólogo observou-se que o desemprego aumentou nos grupos populacionais de mulheres(+8.600 pessoas) e jovens (+11.300 pessoas) e diminuiu no grupo dos homens (-22.700 pessoas) e também no dos adultos (-25.500 pessoas).
Por outro lado, os dados do IEFP mostram a mesma tendência em março e registaram uma queda dos pedidos de emprego de -5.998 (total de 475.268 pedidos de emprego) e de -6.392 desempregados registados (total de 324.616 desempregados registados) em relação ao mês anterior. Verificou-se esta queda mensal do desemprego em todas as regiões, com exceção da Região Metropolitana de Lisboa. Destacou-se a queda do desemprego registado no Algarve e no Norte.
A análise da Randstad destaca ainda que, segundo os dados do IEFP, o setor do alojamento e da restauração foram os grandes impulsionadores para esta descida da taxa de desemprego. Este setor apresentou uma queda significativa de -10,2% em comparação com o período homólogo. Este declínio é sobretudo atribuído ao início do período sazonal associado à época turística em grande parte das regiões do país.
“Estes números mostram uma tendência positiva no emprego, com a diminuição no número de pessoas desempregadas. Isto pode ser explicado pela sazonalidade da época da Páscoa com os setores do alojamento e restauração a terem um peso muito considerável nestes números. Isto é, assistimos a uma maior procura por profissionais desses setores para atender ao aumento das atividades sazonais, o que tem gerado mais oportunidades de emprego e tem contribuído para a redução do desemprego registado”, explica Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal.