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número de desempregados inscritos nos centros do IEFP voltou a diminuir em março, confirmando a resiliência do mercado de trabalho nacional. Ao mesmo tempo, aumentou o número de ofertas de emprego por preencher, um sinal de que a redução do desemprego convive com dificuldades em recrutar.
De acordo com a informação divulgada esta segunda-feira, no final do terceiro mês do ano estavam registadas menos de 296 mil pessoas nos serviços de emprego. “No fim do mês de março de 2026, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões Autónomas, 295.756 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2025 (-33.765; -10,2%) bem como ao do mês anterior (-9.423; -3,1%)”, informa o IEFP, numa nota divulgada esta manhã.
A descida do desemprego foi transversal a todo o território. Em termos homólogos, março registou quebras em todas as regiões, com maior expressão no Norte (13,0%), nos Açores (12,9%) e na Madeira (12,9%). Já na comparação em cadeia, o decréscimo também foi generalizado, com o Algarve a destacar-se ao registar a redução mais acentuada (22,7%).
A tendência de melhoria estendeu-se aos vários setores de atividade, ainda que com ritmos distintos. Face ao período homólogo, o desemprego caiu 14,9% nas atividades agrícolas, 8% no setor secundário e 3,6% no setor dos serviços, refletindo dinâmicas diferenciadas na recuperação do emprego.
Em paralelo, os dados do IEFP mostram um aumento das oportunidades disponíveis. “As ofertas de emprego por satisfazer, no final de março de 2026, totalizavam 16.048 nos serviços de emprego de todo o país”, acrescenta o IEFP. Este valor traduz um crescimento tanto em termos homólogos (+595; +3,9%), como em cadeia (+1.754; +12,3%).
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