Crónica publicada na edição nº92 da RH Magazine
A pergunta: Quanto valem os trabalhadores da vossa empresa, de 1 a 10?
Tenho vindo a notar que esta política de recursos humanos dá resultados surpreendentes. aliás, sou cada vez mais admirador dos recursos humanos quando percebo que a linguagem que a empresa fala para o interior e exterior é resultado desse esforço. durante o ano, visito algumas empresas para os divertir de algum modo, na esperança que me divirtam também a mim. E basta um minuto a olhar para a assistência para perceber se vai ser fácil ou se estou metido em sarilhos. Felizmente, em 95% dos casos, o público está comigo, embora isso não queira dizer que eu não o tenha de conquistar. lembro-me de há meses na Exponor apresentar um evento. Quando cheguei ao palco, perguntei: «Bom dia. Gostava de vos fazer uma primeira pergunta. vocês são fixes? É que se não são temos um grave problema, porque eu vou estar a apresentar esta convenção desde as 10 da manhã até às 6 da tarde, não me tramem.» o público riu-se e percebi que estavam dispostos a deixarem-se conquistar.
A verdade é esta, somos responsáveis pelos amigos que temos, porque podemos escolher quem queremos ter ao nosso lado. E para as empresas isto vale também. os trabalhadores das empresas são o reflexo da política de recursos e das escolhas que estes determinam. Por isso é que há empresas felizes e outras tristes e amarguradas. o mundo precisa de pessoas e líderes que saibam vender a esperança e um líder que não acredite nisto devia estar a plantar inhames no magrebe. Há uns anos, odete Fachada, poderosa consultora de gestores, perguntou-me: «você tem funcionários?». «tenho cinco», respondi. ao que ela me perguntou: «E quanto, de 1 a 10, lhes dá pelo seu trabalho?» respondi: «8.» odete rematou: «isso é quanto você vale enquanto gestor de pessoas.» desde aí esta pergunta persegue-me e deveria perseguir todos os gestores. E, agora que sei disto, posso revelar-vos que à mesma pergunta responderia com um convicto 9. mas haveremos de chegar ao 10.