“A saúde da sua empresa começa aqui!” – foi este o mote do Wellbeing Day 2025 O evento, promovido pelo IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos, decorreu esta terça-feira, dia 24 de junho, no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), e reuniu cerca de 500 profissionais de Recursos Humanos e especialistas da área. Agora, a RHmagazine resume-lhe as conclusões que ficam deste encontro.
No arranque do evento, a mesa redonda “Bem-estar nas organizações: como passar da teoria à prática?” contou com os contributos de responsáveis da Cofidis, KLx, Urban Sports Club e Cisco Portugal. A conversa girou em torno de iniciativas que realmente fazem sentido para os colaboradores, fugindo aos clichés e abordando os desafios da implementação de programas de bem-estar eficazes.
Edgar Sabino, Diretor de Recursos Humanos da Cofidis, defendeu que a implementação de uma cultura de bem-estar exige coerência entre discurso e prática, assegurando que, na Codifis, está enraizada no dia a dia da organização. “A cultura de bem-estar alimenta a estratégia”, afirmou, destacando que as ações implementadas devem refletir e reforçar os valores da empresa.
Como exemplo concreto, partilhou o novo programa de apoio alargado à parentalidade. A iniciativa visa promover uma melhor conciliação entre a vida profissional e pessoal dos colaboradores, minimizando impactos na sua performance e envolvimento. O programa disponibiliza um conjunto de medidas como a possibilidade de trabalho totalmente remoto para grávidas no último trimestre de gestação, a dispensa para futuros pais acompanharem todas as consultas pré-natais, sem perda de retribuição, e a extensão da licença parental (um mês adicional para mães e pais).
Para além destas iniciativas, o programa contempla ainda a plantação de uma árvore por cada bebé nascido, o envio de uma baby-box personalizada e o lançamento de um manifesto de saúde e bem-estar direcionado aos managers, com orientações claras sobre como acolher e apoiar colaboradores em contexto de parentalidade.
O responsável reforçou o papel essencial das lideranças na implementação eficaz destas iniciativas: “Os managers têm um papel fundamental na organização. Podem ser potenciadores ou bloqueadores destas ferramentas”.
Já Sara Mendes Caeiro, Head Of People and Talent da KLx, destacou os desafios enfrentados por empresas mais recentes em Portugal, nomeadamente no que diz respeito à construção e implementação de uma cultura organizacional sólida e mobilizadora. “Enfrentamos dificuldades acrescidas, tanto na definição como na implementação e dinamização dessa cultura”, referiu. Apesar das dificuldades, assinalou com orgulho uma das iniciativas mais marcantes para a KLx: as ações de voluntariado promovidas em equipa.
Conforme explicou, outro dos desafios prende-se com a necessidade de adequar os benefícios de forma inclusiva, de modo a abranger as diferentes nacionalidades (atualmente, são 15) e as diversas gerações presentes na empresa. Entre os benefícios, a flexibilidade horária tem-se revelado um dos mais valorizados pelos colaboradores, refletindo a crescente importância de um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional.
Relativamente ao papel dos managers, entende que devem atuar como embaixadores da cultura da empresa, liderando pelo exemplo. “Depois, recebemos feedback e alinhamos o que temos de alinhar”, acrescentou, evidenciando a importância de um diálogo permanente e uma adaptação contínua para que as estratégias estejam sempre alinhadas às necessidades reais das equipas.
Do lado do Urban Sports Club, o B2B Customer Success Manager Iberia Francisco Tomé trouxe uma visão otimista sobre a crescente valorização do bem-estar. “Cada vez mais empresas nos procuram”, disse, reforçando que as grandes empresas estão “focadíssimas na procura do bem-estar” dos seus colaboradores. Salientou ainda a importância do envolvimento ativo da liderança neste processo. “As chefias têm de usar os benefícios que implementam.”
A mesma visão foi partilhada por Natalia Martsenyuk da Cunha, HR Country Lead da Cisco Portugal, que sublinha a necessidade de um compromisso coletivo para que o bem-estar se torne uma realidade efetiva nas empresas. “Tem de existir um compromisso de toda a empresa, do RH e das lideranças. Sem isso, torna-se difícil falar de bem-estar”, defendeu, chamando ainda a atenção para a importância de um plano de comunicação robusto e consistente. “A ideia não é cansar os colaboradores, mas sim garantir que a mensagem passa e está bem presente. Nem todas as iniciativas vão ter 100% de adesão, mas temos de perceber que isso faz parte.”
No que toca às ações desenvolvidas pela Cisco, evidenciou as ações de voluntariado e de responsabilidade social. Entre as várias iniciativas, salientou o programa oficial Time to Give, que incentiva os colaboradores a dedicarem tempo a causas sociais.
O bem-estar financeiro foi outro dos temas abordados ao longo do dia. Na palestra “Bem-estar financeiro, físico e mental: impacto na produtividade, atração e retenção”, Paulo Fradinho, Head de Business Development da Coverflex, desafiou a máxima de que “cash is king“. Durante a sua intervenção, destacou a estreita ligação entre o bem-estar financeiro dos colaboradores e os níveis de motivação e o desempenho, bem como a retenção de talento. Para o responsável, as empresas que reconhecem que as pessoas devem ter voz ativa nos processos estão na linha da frente.
A mesa redonda dedicada ao tema “No atual contexto económico, qual o papel do bem estar financeiro para o Bem estar holístico?”, juntou Patrícia Durães, Diretora de Gestão de Talento dos CTT, e Maria Miguel Machado, People and Organization Coordinator, da Novo Nordisk. A moderação ficou a cargo de Irene Rua, Chief People Officer do Dr. Finanças, que fez questão de dizer que o bem-estar financeiro está intimamente ligado ao bem-estar físico e à saúde mental. “Estas dimensões são interdependentes: quando uma delas falha, todas as outras ficam comprometidas”, afirmou. Acrescentou ainda que urge ultrapassar o tabu em torno do dinheiro e lamentou a falta de literacia financeira. “É essencial capacitar, formar e criar espaço para diálogos que tradicionalmente foram evitados. Temos a responsabilidade de ser agentes ativos desta transformação”, defendeu.
Em representação dos CTT, Patrícia Durães alertou para o impacto negativo do stress financeiro na produtividade e saúde mental dos colaboradores. Mais: no seu entender, “a literacia financeira deveria ser obrigatória nas escolas”.
Já na Novo Nordisk, Maria Miguel Machado explicou que a empresa aborda o bem-estar de forma holística, adaptando as suas medidas ao contexto e às necessidades dos colaboradores. Entre as iniciativas em curso, destacam-se planos gratuitos de aconselhamento fiscal, consultas de psicologia e de nutrição, assim como a comunicação clara e transparente entre todos.
Na palestra “Do desafio à solução: saúde e bem-estar nas empresas”, Nuno Costa Fernandes, Diretor Comercial e responsável pela área de Higiene e Segurança no Trabalho da Esumédica, subiu ao palco para partilhar uma visão integrada e estratégica sobre como promover ambientes de trabalho saudáveis, produtivos e, acima de tudo, felizes.
O responsável sublinhou que o bem-estar dos colaboradores passou a ser uma prioridade central nas estratégias das organizações, especialmente perante desafios crescentes como o aumento do stress, do burnout e do absentismo laboral. Para o responsável, a chave para superar estas dificuldades está na aposta em soluções que promovam a prevenção e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Nuno Costa Fernandes apontou ainda exemplos concretos de empresas que têm conseguido implementar práticas de sucesso nesta área: o BNP Paribas e o Novobanco.
No workshop da Coverflex, intitulado “From Zero to Flex – Um guia prático para implementar benefícios flexíveis e explorar estratégias testadas para otimizar a compensação dos colaboradores”, Pedro Gouveia explicou que os benefícios tradicionais já não dão resposta às necessidades de todos. Durante a sessão, abordou o conceito de planos de benefícios flexíveis, o seu funcionamento e os impactos diretos e mensuráveis que podem ter no negócio.
Na apresentação “Caso Prático Novobanco – Um Compromisso Estratégico com o Bem-Estar, a Saúde e a Segurança no Trabalho”, Conceição Carvalho, Diretora do Departamento de Capital Humano, na área de Bem-estar e Experiência de Colaborador do Novobanco, partilhou o percurso da instituição na implementação de um compromisso sério com o bem-estar durante os últimos anos. Exemplo disso é o Programa 5+.
Nas palavras de Sílvia Pimenta, Médica do Trabalho, o Novobanco destaca-se “pela sua abordagem multidisciplinar”. Reiterando que um dos maiores desafios é garantir a conciliação efetiva entre vida laboral e familiar, respeitando o direito à desconexão do trabalho, a médica entende que a possibilidade do trabalho remoto tem sido uma ferramenta importante nesse sentido, mas deve ser gerida com cautela. A especialista avisa que o isolamento social é um fator de risco significativo, uma vez que contribui para o sedentarismo e pode afetar negativamente a saúde dos colaboradores. Por isso, cabe aos médicos do trabalho e aos líderes a promoção de um equilíbrio saudável entre o trabalho remoto e o presencial.
Nesta mesma sessão, o Psiquiatra João Rema reforçou a importância desta abordagem interdisciplinar, salientando que a articulação entre várias especialidades médicas e terapêuticas é fundamental para criar ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis. João Rema acredita que esta cooperação permite antecipar, detetar e intervir de forma mais eficaz nas questões de saúde mental.
Complementando esta visão, Teresa Herédia, Especialista em Nutrição Clínica e CEO da Nutrialma, partilhou a sua experiência no contexto corporativo, destacando como a sinergia entre os vários especialistas tem ajudado a desenvolver planos terapêuticos personalizados. Em certos casos, essa abordagem integrada permite reduzir ou até mesmo prescindir do uso de medicação.
Frisou ainda que a criação de ambientes de trabalho seguros passa por lideranças com competências organizacionais e, sobretudo, emocionais. “O tema da conciliação entre é importante e as lideranças têm um papel essencial,” defendeu.
A Psicóloga Ana Sancho destacou a interação próxima entre as diversas especialidades, afirmando que “cada um consegue estabelecer uma articulação e um diálogo com este objetivo de criar o bem-estar e fomentar os alicerces para a melhoria quando há algum tipo de disfuncionalidade”.
Ricardo Sousa, Director of Business Solutions Iberia na Workplace Options, foi o responsável pela palestra intitulada “Bem-estar mental – ambientes de trabalho saudáveis”, onde aprofundou a importância de práticas organizacionais sustentáveis que promovam a saúde mental dos colaboradores. Durante a sua intervenção, destacou como o investimento em ambientes de trabalho que estimulam o bem-estar pode influenciar diretamente a motivação, o desempenho e a produtividade das equipas.
Para criar um ambiente de trabalho seguro, o especialista apresentou cinco passos essenciais que as organizações devem seguir.
O primeiro consiste em identificar sinais precoces de mal-estar e, acima de tudo, saber escutar os colaboradores, criando canais de comunicação abertos e confiáveis. De seguida, é fundamental avaliar as necessidades específicas e os riscos associados a cada contexto, para que as intervenções sejam adequadas e eficazes.
O desenvolvimento das lideranças foi outro ponto destacado por Ricardo Sousa. Na sua visão, líderes capacitados são indispensáveis na construção de culturas organizacionais que valorizam a saúde mental. A implementação de sistemas de apoio personalizados, adaptados às realidades e desafios de cada colaborador, representa o quarto passo, reforçando a importância de soluções flexíveis e inclusivas. Por fim, sublinhou a necessidade contínua de medir e ajustar estas iniciativas, garantindo que o investimento no bem-estar não seja pontual, mas sim uma prática constante e integrada na estratégia da organização.
Um ponto que fez questão de frisar é que, embora os líderes tenham a responsabilidade de cuidar das suas equipas, não podem negligenciar o seu próprio bem-estar. “A saúde mental e o bem-estar são estratégicos para o sucesso das organizações e tem cada vez mais de estar na agenda e ser prioritários no centro das decisões, no sentido de capacitarmos as pessoas com as soluções de que precisam para serem os motores das empresas.”
Na mesa redonda “Corpo são, trabalho seguro – Qual a importância da saúde física e da prevenção de riscos no bem-estar organizacional na segurança de todos?”, Emília Roseiro, Human Resources Director Southern Europe da Bel, conduziu a conversa no papel de moderadora. O painel reuniu Cátia Baptista, Global People Business Partner da Feedzai, Marta Terra, Responsável de Saúde e Bem-estar das Redes Energéticas Nacionais (REN), e Rute Palma, Club Manager do Holmes Place.
Na Feedzai, Cátia Baptista destacou o investimento significativo na prevenção, ilustrado pela disponibilização de um budget anual a cada colaborador, permitindo a aquisição de equipamentos que ajudem a melhorar o conforto e a produtividade no trabalho. Nas instalações da empresa, há uma aposta em mesas ajustáveis em altura e até uma walking desk, com uma passadeira de baixa velocidade integrada na mesa, para combater o sedentarismo no ambiente de escritório.
Há ainda um wellbeing budget que abrange subscrições em ginásios e aulas, desde dança e ioga a ténis e padel, para que cada colaborador encontre a atividade que mais se adequa ao seu estilo de vida. Este benefício, conforme frisou Cátia Baptista, é atualmente um dos mais valorizados pelos colaboradores. Já a iniciativa Wellbeing Day concede a cada colaborador a possibilidade de usufruir de um dia por mês para cuidar da saúde mental, especialmente em momentos em que não se sentem produtivos. Como referiu a responsável, “a saúde mental e a produtividade são faces da mesma moeda”.
Por sua vez, Rute Palma sublinhou a importância de atuar preventivamente. Para tal, defende a “customização de soluções” que sejam adaptadas à realidade e especificidades de cada empresa, permitindo dotar os colaboradores das competências físicas necessárias para gerir o desgaste diário.
Marta Terra, da REN, destacou que a saúde física e mental tornaram-se indissociáveis, especialmente após a pandemia. A organização promove desde aulas de ioga e workshops de dança a clubes de desporto, integrados num programa mais amplo, lançado há 15 anos, chamado Nós, que agrega iniciativas que promovem o bem-estar financeiro, físico e mental, consolidando a visão holística da empresa sobre a saúde e o equilíbrio dos seus colaboradores.
Seguiu-se a mesa redonda “Eu e os outros: construção de relações e comunicação positiva para promover o Bem-estar Social”, focada no desenvolvimento de equipas colaborativas dentro do contexto organizacional, com especial ênfase na gestão de conflitos através da mediação. O debate foi moderado por Luís Morgadinho, Executive Coach & Soft Skills Trainer da Elemento Humano.
Vítor Silva, Head of Human Resources do Intercontinental, sublinhou que existem duas preocupações que devem estar sempre presentes: o indicador de confiança e o sentimento de pertença dos colaboradores. Segundo o responsável, “nos ambientes colaborativos e dinâmicos é crucial impactarmos positivamente as relações”.
Na sua intervenção, referiu que a gestão de proximidade só funciona efetivamente quando não existem bloqueios nem barreiras na comunicação. “A autenticidade das empresas é um processo contínuo, que vai para além de uma simples vontade”, afirmou. “A arte da liderança reside em desenvolver um jeito enraizado de escuta ativa e saber orientar feedbacks, usando sempre o bom senso na gestão das relações.”
Enquanto isso, Nuno Abreu, Médico, Patient Advocacy e Palestrante Motivacional, reforçou a importância da saúde social, psicológica e familiar, afirmando que “as pessoas são feitas da conjugação destes fatores”. Acrescentou que a comunicação no ambiente de trabalho deve ser sempre franca e direta, promovendo transparência e clareza para evitar mal-entendidos e frustrações que possam escalar para conflitos.
Mariana Carreira, Diretora Executiva da Alegria de Viver, destacou o papel central das competências interpessoais, nomeadamente a escuta ativa e a empatia, para a promoção do bem-estar social nas organizações. Abordando a importância da mediação na gestão de conflitos, disse ainda que quando a equipa está alinhada em torno de um propósito claro e de uma missão partilhada, com hábitos de comunicação direta e aberta, é possível minimizar as situações de conflito. “Havendo conflito, há que encará-lo, escutar e ter a humildade de assumir que todos erramos.”
Na apresentação do Caso Prático da Central de Cervejas – Leal Well Emotional, Sónia Fiuza, Well-Being & Safety Data Manager da Central de Cervejas, juntamente com Liliana Pitacho, Psicóloga Clínica com PhD em Comportamento Organizacional e especialista consultora em Well Being pela Swaifor, partilharam o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Central de Cervejas, através de um programa focado em desenvolver lideranças mais atentas às necessidades emocionais dos seus colaboradores.
Em janeiro de 2024, com a criação de uma equipa dedicada exclusivamente ao bem-estar, a Central de Cervejas identificou como prioridade a promoção do autocuidado entre os seus managers. Sónia Fiuza reforçou que, desde as primeiras sessões, a adesão dos managers tem sido muito positiva.
Liliana Pitacho sublinhou a elevada carga de responsabilidade e pressão que recai atualmente sobre os ombros dos líderes, sobretudo os intermédios. Daí este programa que, nas suas palavras, “é quase um manual de sobrevivência ao stress organizacional”.
Lembrando que a saúde mental “não é um tema da moda”, chamou a atenção para o facto de cerca de 80% dos adultos em idade ativa em Portugal apresentarem pelo menos um sintoma de burnout.
No Caso Prático da Sonae MC, Mariana Ferreira, Employer Brand Area Coordinator, explicou como a empresa tem integrado de forma estruturada o bem-estar e a saúde mental na sua cultura organizacional, através de um programa interno que visa proporcionar um espaço seguro para o acesso a conteúdos e recursos relacionados com estas temáticas. “Somos uma empresa de todos para todos”, começou por afirmar Mariana Ferreira, sublinhando que o bem-estar constitui um dos pilares centrais da proposta de valor para os colaboradores e que o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é uma prioridade transversal em todas as áreas da organização.
Focando-se no programa “Precisamos Falar”, lançado em 2021, mencionou que esta iniciativa funciona ao longo de todo o ano, abrangendo todos os colaboradores através de múltiplos canais: uma app, uma comunidade no Workplace, um site com conteúdos específicos e até um podcast interno focado em saúde mental.
Para ajudar a quebrar o estigma associado à saúde mental e encorajar a utilização destes recursos, a empresa lançou a campanha “O Primeiro Passo”, cujo objetivo é empoderar todos os colaboradores a dar o primeiro passo na prevenção e na procura de ajuda. Para potenciar a mensagem, desafiaram a cantora Marisa Liz a criar um hino dedicado à saúde mental. E os resultados já se fazem sentir. Com base nas métricas disponíveis, a Sonae MC constatou um aumento significativo na procura dos recursos disponíveis.
Na Intervenção Especial – Saúde Mental no Desporto, subiram ao palco Fátima Lopes, Comunicadora, Autora e Mentora da plataforma digital Simply Flow, e José Rebelo Andrade, Jogador da Seleção Nacional de Râguebi.
Partilhando a sua experiência pessoal, José Rebelo Andrade falou abertamente sobre o impacto emocional de ter saído de Portugal aos 16 anos viver em Inglaterra. “Foi uma experiência solitária. Dei por mim sem um sentimento de pertença em lado algum”, recordou. Durante os dois anos que passou fora, enfrentou episódios de insónia e ansiedade: “Não dormia. Não tinha sono”.
Hoje, com consciência sobre a importância do equilíbrio, o atleta não tem dúvidas: “A excelência física vem da excelência mental”. Numa vida marcada por treinos intensivos, competições exigentes e uma agenda acelerada, reconhece que a saúde mental é essencial para lidar com a pressão. “É fundamental levar as coisas com leveza, sem colocar demasiada pressão sobre nós mesmos”.
A palestra “NP 4590:2023 – Como implementar um Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade Organizacional” ficou a cargo de Ausenda Oliveira, Presidente da CT 219 – Comissão Técnica de Bem-Estar e Felicidade Organizacional. Durante a sessão, foi apresentada a NP 4590:2023, considerada “única no mundo”.
Segundo Ausenda Oliveira, esta norma surge como um instrumento de gestão estruturado, com o objetivo de ajudar as organizações a criarem sistemas eficazes para promover o bem-estar e a felicidade no trabalho. A responsável destacou que os benefícios da sua implementação estão alinhados com as recomendações do Guia Técnico n.º 3 da Direção-Geral da Saúde, sublinhando a importância da norma na promoção da saúde mental, física e social em contexto organizacional.
A encerrar o programa do Wellbeing Day, o keynote speaker Fábio Borges, Orador e Formador Especialista em Felicidade Organizacional e Liderança Positiva, apresentou a sessão “Frutas grátis na copa, matraquilhos e yoga às 8h… Mas agora, já podemos falar de bem-estar de verdade?”. “A felicidade está nos relacionamentos”, afirmou, defendendo que o verdadeiro bem-estar organizacional reside na qualidade das relações humanas e na construção de culturas autênticas e empáticas. “O processo de transformação focado em pessoas é o caminho”, concluiu.
O Wellbeing Day 2025 contou com o apoio de marcas que se destacam no ecossistema de bem-estar corporativo. Empresas como a Advance Care, Cofidis, Doutor Finanças, Holmes Place, Novo Banco, Swaifor, Urban Sports Club, Workplace Options, Corporate Benefits, Delta Cafés, Eden Selda, Edenred, Multicare Fidelidade, Pulso Portugal e Workwell estiveram presentes com ativações e workshops.
Espreite os momentos que marcaram o Wellbeing Day:
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